Conselheiros votam venda da SAF do Avaí em reunião na Ressacada

Ressacada do Avaí em jogo decisivo — venda da SAF
Ressacada na final do Campeonato Catarinense 2025 — Foto: Leandro Boeira/Avaí F.C.

Os conselheiros do Avaí se reúnem na noite desta terça-feira para discutir a venda da SAF do clube. A votação, marcada para as 19h (de Brasília) na Ressacada, pode definir os próximos passos da gestão e do projeto esportivo do Leão.

Venda da SAF: o que está em votação

A proposta em pauta é da Kactus Capital: R$ 400 milhões por 90% da SAF do Avaí, com a empresa se responsabilizando pela quitação das dívidas do clube, estimadas em cerca de R$ 290 milhões. O restante do montante prevê aportes destinados a diferentes frentes do clube.

Ressacada do Avaí em jogo decisivo — venda da SAF
Ressacada na final do Campeonato Catarinense 2025 — Foto: Leandro Boeira/Avaí F.C.

No contrato apresentado pela Kactus Capital, a distribuição prevista dos recursos inclui:

  • R$ 75 milhões para o projeto desportivo do Avaí (com R$ 25 milhões previstos nos três primeiros anos de SAF);
  • R$ 20 milhões destinados à categoria de base, ao longo de dez anos;
  • R$ 5 milhões para investimento em infraestrutura do clube, em cinco anos;
  • A assunção dos custos operacionais e de manutenção do clube no dia a dia;
  • Um empréstimo-ponte imediato de R$ 5 milhões caso a proposta seja aprovada.

Garantias e vetos previstos no acordo

Além dos aportes financeiros, o documento traz garantias consideradas relevantes para a diretoria e o Conselho do Avaí: um terço das cadeiras do conselho de administração ficaria assegurado ao clube, além de poder de veto em decisões capitais — mudanças de nome, cores, hino, estádio e cidade estão listadas entre as salvaguardas.

O contrato também prevê que o Avaí mantenha poder de veto sobre qualquer nova negociação que a Kactus deseje realizar com outros investidores, bem como a garantia integral do patrimônio do clube, incluindo a Ressacada e o centro de treinamento.

Folha salarial e compromisso esportivo

Segundo o presidente Bernardo Pessi, a proposta inclui critérios mínimos de folha salarial que variam conforme a divisão na qual o Avaí estiver competindo: R$ 2,5 milhões mensais (mais impostos) para Série B e, no mínimo, R$ 7 milhões mensais (mais impostos) para a Série A. Esse compromisso faz parte das cláusulas que buscam assegurar competitividade do clube nas diferentes divisões.

A venda da SAF, se aprovada, abriria caminho para que o modelo de gestão adotado pela Kactus fosse implantado imediatamente, com efeitos diretos na estrutura financeira e no planejamento esportivo do clube.

Para contextualizar a movimentação do mercado no clube e entender reflexos no elenco, acompanhe também a cobertura sobre a proposta da Kactus Capital e a notícia que informou a convocação da votação pelo Avaí. A transferência de jogadores e as decisões do conselho podem impactar negociações como a da possível saída de atletas, lembrada na reportagem sobre Walace França.

Próximos passos se a venda da SAF for aprovada

Se a proposta for aceita pelo Conselho Deliberativo do Avaí, a sequência natural prevista no estatuto é a convocação de votação específica para os sócios em data posterior. Somente com a aprovação dos conselheiros e, posteriormente, dos sócios, a operação da SAF seria homologada e iniciaria sua fase de implementação.

Até lá, o Conselho e a diretoria avaliam os termos contratuais, garantias patrimoniais e cláusulas de proteção à identidade e à história do clube, pontos destacados pela atual gestão como essenciais para qualquer acordo com investidores.

Repercussão e importância para o clube

A discussão sobre a venda da SAF do Avaí ocorre em um momento sensível para clubes brasileiros que optam por esse modelo de negócio: a decisão envolve não só aspectos financeiros imediatos, mas também decisões estratégicas de longo prazo sobre gestão e autonomia do clube-sociedade. A operação proposta pela Kactus busca combinar capital para quitar dívidas e recursos para investimentos, ao mesmo tempo em que oferece garantias sobre patrimônio e símbolos do Avaí.

“Conseguimos na proposta que a Kactus estabeleça uma folha mínima de acordo com a série que o Avaí estiver disputando”, afirmou o presidente Bernardo Pessi, em detalhamento sobre as condições propostas.

O debate na Ressacada deve ser acompanhado de perto por torcedores, conselheiros e sócios, por reunir elementos financeiros, jurídicos e esportivos que definirão a operação do clube nos próximos anos.

Para acompanhar a tramitação oficial e as decisões do Conselho Deliberativo, a diretoria informou que divulgará comunicados ao final da reunião e, caso a proposta avance, detalhará o calendário de votação para os sócios.

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Fechamento: A votação sobre a venda da SAF do Avaí reúne hoje conselheiros e define se a proposta da Kactus Capital seguirá para consulta aos sócios. A decisão tem potencial de alterar o rumo financeiro e administrativo do clube.

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