Kactus Capital oferece R$ 400 milhões por 90% da SAF do Avaí

Ressacada do Avaí e proposta da Kactus Capital
Ressacada — Foto: Leandro Boeira/Avaí F.C.

A Kactus Capital formalizou uma proposta para adquirir 90% da SAF do Avaí por R$ 400 milhões, segundo comunicado do clube; o acordo prevê desembolsos e investimento em estrutura e futebol.

Kactus Capital: quem é e como atua

A Kactus Capital se apresenta como um “family office” — escritório dedicado à gestão de patrimônio e negócios de famílias de alta renda — e atua também com um grupo de investidores que aportam capital próprio em operações esportivas e imobiliárias. Conforme relatos dos dirigentes do Avaí e declarações de um dos sócios, a empresa tem histórico de investimentos no Brasil desde 2009.

Histórico de investimentos e relação com clubes

De acordo com informações oficiais do Avaí e declarações dos envolvidos, a Kactus Capital já participou de operações financeiras com clubes brasileiros, como Atlético-GO e Sport, por meio de antecipação de recebíveis em parcelas que chegaram a valores entre R$ 15 milhões e R$ 26 milhões. No exterior, há registros de atuação em clubes europeus, incluindo experiências na França.

Rafael Matheus e Darius Alamouti — Kactus Capital
Rafael Matheus e Darius Alamouti, sócios proprietários da Kactus Capital, interessada na SAF do Figueirense — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Entre os investidores ligados à Kactus há nomes com histórico no futebol: o ex-jogador Rodriguinho é citado como parte do braço esportivo da operação. O grupo também inclui investidores com participação em outros clubes, citados em comunicados como experiência prévia que embasa a proposta.

Proposta ao Avaí e termos principais

A proposta da Kactus Capital ao Avaí prevê o pagamento de R$ 400 milhões por 90% da SAF. Pelo pacote apresentado ao clube, a empresa se compromete a desembolsar, nos primeiros três anos da operação, pelo menos R$ 25 milhões por ano a serem aplicados no futebol profissional e em infraestrutura.

  • Valor ofertado: R$ 400 milhões por 90% da SAF;
  • Desembolso mínimo nos 3 primeiros anos: R$ 25 milhões/ano;
  • Investimento para Ressacada e centro de treinamento: R$ 5 milhões em cinco anos;
  • Recursos para a base: R$ 20 milhões garantidos em dez anos;
  • Empréstimo-ponte imediato: R$ 5 milhões, caso a proposta seja aceita.

O Avaí tratou publicamente a Kactus Capital como parceira antiga em operações financeiras que já garantiram recursos para a manutenção do clube, e o presidente do clube ressaltou a existência de histórico e da capacidade financeira da empresa como fatores que deram segurança à negociação.

Relação com o entorno esportivo e próximos passos

Além da oferta ao Avaí, a Kactus Capital também apresentou proposta a outro clube da cidade, o Figueirense, segundo reportagens sobre as negociações locais. O movimento reacende o debate sobre estruturas de SAF em Santa Catarina e no país, tema que tem ganhado atenção em coberturas sobre empresas que entram no futebol por meio de sociedades de propósito específico.

O Conselho Deliberativo do Avaí deverá votar a proposta em reunião marcada para a próxima terça-feira, dia 30; se aprovado pelos conselheiros, o tema seguirá para votação dos sócios em data posterior. Somente após ambas as aprovações a operação poderá ser homologada formalmente.

Enquanto a definição não ocorre, o clube também administra o dia a dia esportivo e financeiro—ambos relevantes para a avaliação final dos sócios e conselheiros—e busca equilibrar a necessidade de caixa com a preservação da identidade e das garantias previstas no estatuto social.

O que muda se a operação for aprovada

Se a proposta da Kactus Capital for validada, o Avaí terá acesso a recursos imediatos e linhas de investimento previstas no contrato, com compromissos para folha, infraestrutura e base. O documento apresentado ao clube traz cláusulas que tratam da manutenção de patamares mínimos de folha de pagamento para o futebol profissional e de aportes em estruturas de trabalho.

A aprovação também implicará na entrada de gestores e de investidores externos na governança da SAF, com impactos administrativos e esportivos que serão acompanhados de perto por conselheiros, sócios e torcida. A prática de aprovação de propostas semelhantes já aparece em coberturas sobre outras SAFs, como análise de cases publicados sobre a SAF do Paranavaí, que servem de parâmetro para debates locais.

Para entender a tramitação interna do clube, o leitor pode consultar a matéria sobre a convocação para votação publicada no Guia Esportivo. A cobertura do desempenho da equipe também segue paralela às negociações, como registrado na recente vitória do time em Série B — análise disponível em outra publicação do site sobre a retomada de resultados.

Em termos práticos, a proposta da Kactus Capital traz uma injeção de capital e compromissos de investimento que, segundo o clube, incluem reforço imediato de caixa e aportes programados para infraestrutura e base. Resta agora a validação pelas instâncias internas do Avaí.

Fechamento objetivo: a negociação coloca a Kactus Capital no centro do debate sobre o futuro da SAF do Avaí. A decisão do Conselho e, posteriormente, dos sócios definirá se a proposta de R$ 400 milhões segue adiante e qual será o desenho final da nova gestão.

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