O Avaí anunciou a convocação de uma reunião do Conselho Deliberativo para decidir sobre a compra da SAF proposta pela Kactus Capital no valor de R$ 400 milhões. A proposta, detalhada pelo presidente Bernardo Pessi em coletiva na Ressacada, prevê a quitação integral das dívidas do clube e um plano de investimento para o futebol e a infraestrutura.
compra da SAF
Segundo o presidente, a oferta de R$ 400 milhões da Kactus inclui a liquidação de cerca de R$ 290 milhões em passivos — reunindo recuperação judicial, impostos e transações tributárias — e reserva R$ 110 milhões para aplicação imediata no clube após o pagamento das dívidas.
Como será aplicado o valor restante
Do total de R$ 110 milhões que ficam à disposição do Avaí, Pessi detalhou a divisão prevista no acordo:
- R$ 75 milhões destinados ao projeto desportivo do clube;
- R$ 20 milhões para investimento na categoria de base;
- R$ 5 milhões para infraestrutura, incluindo centro de treinamento e estádio.
Além desse montante, a proposta inclui a cobertura dos custos operacionais e de manutenção do dia a dia do clube. Pessi afirmou que há cláusulas que estabelecem uma folha salarial mínima compatível com a divisão em que o Avaí estiver disputando — R$ 2,5 milhões para a Série B e, no mínimo, R$ 7 milhões para a Série A, ambos valores acrescidos de impostos.
O presidente também citou a existência de um empréstimo-ponte previsto no contrato, mecanismo que visa garantir liquidez imediata para emergências financeiras enquanto os trâmites de aprovação avançam.
No contexto recente do clube, a notícia chega em um momento em que a comissão técnica e a diretoria tentam recuperar a estabilidade esportiva e estrutural — tema já abordado em matérias sobre lesões do Avaí e o esforço por retomada de resultados. O clube também se prepara para compromissos da temporada, com informações sobre o próximo jogo disponíveis em guias de transmissão como a prévia de Londrina x Avaí: onde assistir.
Garantias contratuais e participação do Avaí
Pelo que foi apresentado, o acordo assegura ao Avaí participação no conselho de administração e poderes de veto em decisões consideradas capitais, como mudanças no nome, cores, hino, estádio ou cidade. O clube garantirá um terço das cadeiras do conselho e poder de veto em negociações que envolvam entrada, saída ou substituição de parceiros que a Kactus venha a propor.
Também estão preservados o patrimônio físico do clube, com garantias sobre a Ressacada e o centro de treinamento. Pessi ressaltou que o Avaí seguirá participando ativamente da gestão e que o sucesso da operação depende do esforço coletivo entre clube, investidores e demais envolvidos.
Avaí mantém diálogo com investidores há anos, mas, conforme o presidente, esta é a primeira proposta que se apresentou pronta para ser levada ao Conselho Deliberativo. A avaliação agora segue o rito estatutário: aprovação do Conselho e, na sequência, votação dos sócios para eventual homologação.
O time, enquanto isso, continua com a rotina de trabalho e preparação para a competição em que disputar, cenário que já teve episódios de recuperação, como a vitória que encerrou uma sequência de resultados negativos (Avaí volta a vencer na Série B).
Próximos passos e calendário de decisões
A reunião do Conselho Deliberativo para votação da proposta foi marcada para 30 de junho. Caso aprovada, a proposta seguirá para convocação e votação dos sócios do Avaí em data a ser definida. Só após essas duas etapas, conforme o clube, o negócio poderá ser homologado e os contratos complementares finalizados.
Durante o período de análise e negociação dos contratos que compõem a operação — que incluem uso do estádio, exploração de marca, patrocínios e acordos trabalhistas — a diretoria afirmou que continuará a gestão cotidiana do clube, com atenção especial aos funcionários e à equipe técnica.
Em linguagem prática, a proposta apresentada pela Kactus traz elementos que visam dar liquidez ao clube e recursos para reposicionar o futebol do Avaí, sem abrir mão de controles e salvaguardas por parte do clube. A compra da SAF, se aprovada, resultaria em aporte financeiro imediato e em cláusulas de governança pensadas para manter identidade e patrimônio do Avaí.
O desfecho depende agora do voto dos conselheiros e dos sócios. Acompanhe a cobertura do processo e as repercussões nas próximas semanas, enquanto o Avaí e a Kactus avançam nas negociações e na formatação dos contratos.
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