O Conselho Deliberativo aprovou a constituição da Ponte Preta SAF na noite de quarta-feira, em sessão extraordinária realizada no Salão Nobre do Moisés Lucarelli. A decisão teve 108 votos favoráveis e 20 contrários, com 128 conselheiros presentes — um passo formal no processo que agora seguirá para nova votação em Assembleia Geral. A Ponte Preta SAF marca o tema central desta etapa de reforma institucional do clube.
Ponte Preta SAF: o que foi aprovado
A aprovação no Conselho Deliberativo não representa a transformação imediata em empresa operadora do futebol. A deliberação autorizou a constituição da SAF como proposta, que precisa ser ratificada em Assembleia Geral, quando cerca de 850 sócios e conselheiros terão direito a voto. Em termos práticos, o resultado do conselho permite que o clube dê sequência às providências administrativas e legais necessárias para a formalização.
Segundo a ata da reunião, inicialmente 28 conselheiros manifestaram posição contrária durante as discussões, mas a votação registrada contabilizou 20 votos contra. Entre os que constaram na lista de opositores estão os ex-dirigentes Giovanni Dimarzio e Gustavo Valio. A sessão foi conduzida pelo presidente do Conselho Deliberativo, José Armando Abdalla Junior, com a participação de Cristiane Rodrigues, Nilton Levantesi, Maria Zanetti e Luís Henrique Specie.
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Comissão e próximos passos
Foi criada uma comissão de seis membros para conduzir as etapas seguintes da implementação e regulamentação. Entre as primeiras medidas anunciadas está a realização de uma auditoria independente voltada a mapear o passivo do clube nas áreas cível, trabalhista e tributária. O levantamento terá caráter técnico e servirá de base para decisões futuras sobre estrutura, responsabilidade e negociação de dívidas.
O clube também deixou claro, durante a reunião, que a constituição da Ponte Preta SAF não significa, neste momento, a alienação do futebol para investidores. A intenção declarada é formalizar a empresa e, posteriormente, avaliar propostas. Nos bastidores, há menção de interesse de ao menos um patrocinador em participar de uma futura SAF, mas a diretoria afirma que não há propostas oficiais em análise.
O resultado do Conselho ganhou repercussão local pelo momento financeiro delicado da equipe. A aprovação foi debatida em um ambiente marcado pela necessidade de transparência sobre as finanças e pela busca de alternativas para reequilibrar as contas do clube. Em reportagens recentes, a situação da equipe em campo e as questões administrativas já vinham sendo tratadas como pontos de atenção pela diretoria.
Para contextualizar a sequência de notícias sobre o clube e os passos administrativos, o leitor pode acompanhar a cobertura anterior que esclareceu o posicionamento do conselho em relação à SAF: conselho esclareceu que reunião não prevê venda. Informações sobre a crise que afeta o desempenho da equipe também estão disponíveis na cobertura do time: reportagem sobre a sequência de derrotas. Ainda no histórico administrativo do clube, houve registro de saída de profissionais por questões salariais, tema tratado em publicação anterior: saída de Edson Boaro.
O papel da auditoria e da assembleia
A auditoria independente anunciada terá papel central para a transição: além de mensurar passivos, o levantamento deve orientar cláusulas estatutárias, definição de patrimônio a ser integrado à SAF e condições para eventual atração de parceiros. A convocação da Assembleia Geral será o momento em que sócios e conselheiros avaliarão a proposta aprovada pelo Conselho.
- Consolidação da documentação jurídica da SAF;
- Resultado da auditoria independente sobre débitos cíveis, trabalhistas e tributários;
- Realização da Assembleia Geral com votação dos sócios e conselheiros;
- Definição de estatuto e governança da nova sociedade.
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Impacto no clube e perspectivas
A constituição da Ponte Preta SAF abre um caminho institucional para que a diretoria e o Conselho busquem soluções estruturais, mas não encerra dúvidas operacionais e financeiras. O processo exigirá consenso estatutário e a aprovação dos sócios na Assembleia, etapa decisiva para que medidas mais profundas sejam adotadas. A negociação com possíveis parceiros dependerá do diagnóstico financeiro e das garantias definidas no estatuto da futura empresa.
Enquanto isso, a gestão do futebol segue sob a responsabilidade do clube, que afirmou que quaisquer propostas de investidores só serão tratadas formalmente quando apresentadas de maneira oficial. A movimentação agora concentra-se em cumprir as etapas legais e em ampliar a transparência das contas para a comunidade de sócios e conselheiros.
Fechando o ciclo imediato, resta acompanhar a convocação da Assembleia Geral e os resultados da auditoria anunciada — medidas que definirão o ritmo da transição para a Ponte Preta SAF e os contornos do futuro administrativo do clube.
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