O Conselho Deliberativo marcou para quarta-feira a votação sobre a constituição da SAF da Ponte Preta, segundo nota divulgada pela entidade, e deixou claro que a pauta está restrita à criação da nova pessoa jurídica, sem análise de venda de ações ou entrada de investidores.
SAF da Ponte Preta: o que será votado
De acordo com o comunicado, a discussão será focada exclusivamente na criação da SAF da Ponte Preta. A Mesa Diretora, presidida por José Armando Abdalla Junior, afirmou que a totalidade das ações permanecerá sob controle do clube e que não serão tratadas transferências de quotas ou alienação de patrimônio nesta reunião.
O diretor jurídico do clube, José Henrique Specie, explicou aos veículos de imprensa que a constituição da SAF da Ponte Preta tem caráter preventivo, com o objetivo de reduzir impactos de mudanças tributárias previstas pelo Governo Federal. Em entrevista cedida à Rádio Bandeirantes, Specie afirmou que a estrutura societária oferece tratamento tributário diferenciado, e que a criação da SAF é “imprescindível” para preservar a atividade do futebol dentro de uma carga tributária mais favorável.
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Specie também deixou claro que, até o momento, não há propostas firmes de investidores ou negociações em curso para a venda da futura empresa. “Não existe investidor. O que existe é muita especulação”, disse o diretor jurídico, em referência ao interesse eventual de agentes de mercado, que, segundo ele, não representa proposta formal.
Motivo fiscal por trás da medida
Segundo o documento divulgado pelo Conselho, o principal motivo para a constituição da SAF da Ponte Preta é reduzir o impacto de alterações no sistema tributário. A avaliação da direção jurídica é de que a estrutura da SAF permite manter uma carga tributária mais favorável para a atividade do futebol, cenário que a diretoria entende como essencial diante da ameaça de maior pressão fiscal.
O Estatuto Social da Ponte já prevê a possibilidade de constituição de uma SAF, mas a diretoria optou por submeter a proposta à apreciação dos conselheiros. A iniciativa ocorre em um contexto de dificuldades financeiras pelo qual o clube passa, situação que, segundo a nota, justifica medidas de planejamento tributário e societário.
A própria nota ressalta que a reunião não abordará a transferência de quotas ou a venda de patrimônio para fundos ou investidores, reforçando que qualquer tratativa desse tipo dependeria de futuras decisões e de propostas formais da Diretoria Executiva, que, até o momento, não existem.
- A pauta será a constituição da pessoa jurídica do futebol;
- Não haverá votação sobre venda de ações ou patrimônio;
- A totalidade das ações permanecerá sob controle do clube, segundo a Mesa Diretora;
- Medida tem justificativa principal ligada a alterações tributárias anunciadas.
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Repercussão interna e contexto
No texto divulgado, a Mesa Diretora, presidida por José Armando Abdalla Junior, reafirma que a criação da SAF da Ponte Preta não significa abertura imediata do clube ao mercado de investidores. A definição foi tomada para garantir transparência no processo e submeter ao crivo dos conselheiros uma mudança estatutária que, se aprovada, formalizará a nova estrutura jurídica.
Fontes oficiais lembram que, apesar de haver especulação externa sobre interesse de agentes e patrocinadores, isso não traduz negociações em andamento. Recentemente, relatou-se que um patrocinador manifestou interesse em participar de uma futura estrutura empresarial, mas a nota do Conselho não traz confirmação de proposta concreta.
Em paralelo, o clube vive momento de instabilidade econômica que tem sido tema de reportagens e análises esportivas. Publicações do Guia Esportivo registraram resultados e movimentações do clube nas últimas semanas — por exemplo, a cobertura sobre a sequência de derrotas que expõe a crise do time, a derrota por 3 a 0 com o pênalti defendido por Diogo Silva, e desdobramentos administrativos como a saída de dirigentes em razão de questões salariais — matérias que ajudam a entender o ambiente em que a pauta da SAF surge.
No debate que será travado na quarta-feira, os conselheiros decidirão apenas sobre a constituição da pessoa jurídica que concentrará a atividade do futebol. Qualquer decisão posterior acerca de venda de participações, entrada de investidores ou alienação de ativos, caso venha a ocorrer, dependerá de deliberações específicas e de propostas formais da diretoria.
Para acompanhar a tramitação e as decisões oficiais, o torcedor e o associado devem observar as comunicações do Conselho Deliberativo e as notas da Diretoria Executiva, que deverão detalhar cronograma e eventuais encaminhamentos em caso de aprovação.
Para mais contexto sobre a situação da Ponte Preta nas competições e na gestão, leia também as reportagens sobre a crise do time, a partida em que Diogo Silva pegou pênalti e a matéria que aborda saída de dirigentes devido a salários em atraso Edson Boaro deixa a Ponte Preta. Outra análise sobre o desempenho recente do clube está disponível em Ponte Preta sucumbe e preocupa.
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Fechamento: a reunião desta quarta-feira tem caráter administrativo e preventivo, voltada à constituição da pessoa jurídica do futebol; decisões sobre venda ou entrada de investidores ficam fora da pauta, segundo o Conselho Deliberativo.
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