Um grupo de sócios do Esporte Clube São Bento iniciou uma coleta de assinaturas com o objetivo de antecipar eleições e convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O movimento se apoia no Artigo 23, inciso IV, do Estatuto Social, que prevê a obrigação de a diretoria convocar a reunião caso 20% dos sócios adimplentes apoiem a solicitação.
Por que antecipar eleições é pedido pelos sócios
A mobilização ganhou força após a recusa do Conselho Deliberativo em dar seguimento ao pedido formal enviado pela presidência executiva em 18 de maio. Sócios e conselheiros ligados à iniciativa afirmam que a demora e o parecer jurídico contrário colocam em risco o planejamento do futebol para 2027, especialmente depois do rebaixamento para a Série A3 e da renúncia do presidente Almir Laurindo.
Dirigentes favoráveis à AGE sustentam que a urgência do clube não permite esperar até outubro por um processo eleitoral comum, com posse apenas em janeiro. Para esses sócios, antecipar eleições é a via mais rápida para restaurar a governança e abrir caminho para a montagem de um elenco competitivo.
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Posição do Conselho e caminho jurídico
Na reunião realizada no Complexo Humberto Reale, o Conselho Deliberativo recebeu um parecer jurídico que concluiu não haver “ruptura coletiva” da diretoria, mesmo com afastamentos de diretores. O presidente do Conselho, Wilson Vieira, disse concordar com a realização de eleições gerais, mas indicou que é preciso abrir outro caminho legal, incluindo eventual alteração estatutária para viabilizar prazos mais rápidos.
Os sócios que buscam a AGE, porém, argumentam que propor uma reforma estatutária como primeira medida poderia atrasar o processo por meses e, assim, inviabilizar a antecipação das eleições. Esse embate entre acelerar a transição e seguir um rito jurídico mais longo é o cerne da disputa interna.
- Requerimento formal foi enviado pela presidência executiva em 18 de maio;
- Movimento por assinaturas se baseia no Artigo 23, inciso IV do Estatuto;
- Conselho apresentou parecer jurídico contrário à antecipação;
- Sócios temem prejuízo ao planejamento esportivo e à montagem do elenco;
- Pedido de AGE busca forçar a convocação e a votação em prazo curto.
Segundo apoiadores da AGE, a Assembleia Geral é o órgão máximo do clube e tem competência para deliberar sobre a antecipação, votar e empossar os eleitos sem necessidade de alterar o Estatuto. Esse entendimento é apontado como base legal para pressionar pela convocação imediata.
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Antecipar eleições: debate público e repercussão
O pedido para antecipar eleições ganhou eco na base associativa. Conselheiros como Renata Botti e William Alves destacaram a necessidade de uma solução célere para evitar que disputas internas e manobras burocráticas prejudiquem o futuro do clube. A tentativa de nomeações tampão pela executiva e a proposta de começar por uma reforma estatutária foram criticadas por quem defende a AGE.
Na avaliação dos sócios, a convocação imediata por meio da coleta de assinaturas é um instrumento legítimo previsto no Estatuto e exerce pressão para que o Conselho não protelere decisões fundamentais. O movimento pretende reunir as assinaturas necessárias e levar a questão às urnas em prazo curto, de acordo com os prazos previstos no regulamento interno.
Impacto esportivo
Com a desistência do clube em disputar a Copa Paulista no segundo semestre, a falta de calendário agrava a preocupação sobre o planejamento para 2027. Sócio e associado Danilo Contin Evaristo destacou que adiar a eleição pode comprometer ainda mais a temporada seguinte, diminuindo as chances de reconstrução esportiva e administrativa.
Além da mobilização interna, o caso também ganhou espaço em registros e relatos sobre a história do clube e sua torcida: a publicação sobre a primeira torcida organizada feminina e outras matérias locais têm mantido a atenção da comunidade são-bentista. Para quem acompanha o tema, a relação entre governança e resultado em campo tornou-se mais visível nas últimas semanas, o que alimenta o debate sobre a necessidade de eleger nova direção com rapidez.
Matérias e registros sobre a torcida e a trajetória do clube ajudam a entender a dimensão do movimento associativo e a expectativa por soluções que unam transparência e governança. Confira reportagens relacionadas sobre a história da torcida feminina e o acervo do clube em matérias locais como Irmãs Ramalho: livro registra história da primeira torcida feminina e no levantamento “São Bento e a Seleção: Paraná, Marinho Peres e Luís Pereira“.
O debate também tangencia a ausência de calendário e os efeitos sobre clubes da região, em temas cobertos por veículos locais, incluindo a decisão de outros times sobre a Copa Paulista (anúncio de técnico e participações na Copa Paulista).
Os próximos passos deverão acompanhar a coleta formal de assinaturas. Se alcançado o percentual previsto no estatuto, a diretoria será obrigada a convocar a AGE. A expectativa entre os organizadores é realizar a votação com celeridade para evitar que a falta de decisões comprometa ainda mais o futuro esportivo do São Bento.
Em resumo, a mobilização por antecipar eleições reflete uma pressão crescente de sócios e conselheiros por mudanças imediatas na administração do clube, com foco em restabelecer planejamento e previsibilidade esportiva.
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