O elenco do Parnahyba denunciou atraso de salários após o encerramento da participação na Série D, situação que deixou jogadores sem receber vencimentos de maio e parte de junho e motivou um comunicado oficial do clube. O atraso de salários é o ponto central da reclamação e foi confirmado pela diretoria, que atribuiu o problema ao adiamento do repasse por parte do Governo do Piauí.
Parnahyba e atraso de salários
Em nota pública divulgada nesta quarta-feira, a diretoria do Parnahyba reconheceu a existência do débito e explicou que não recebeu os recursos previstos no convênio com o Estado. Segundo o clube, a última data informada para o pagamento era 30 de junho, mas a Federação de Futebol do Piauí comunicou um novo adiamento por orientação da Secretaria de Esportes, que remarcou o cronograma para depois do período eleitoral.
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Jogadores relataram que permanecem no centro de treinamentos enquanto aguardam solução. Um atleta informou que o elenco está há cerca de um mês e meio sem receber e que a direção disse não ter previsão para o pagamento. O clube afirmou que, em razão do novo adiamento, não tem condições financeiras imediatas para quitar salários, verbas indenizatórias nem custear o retorno dos profissionais às suas cidades.
Impactos e medidas emergenciais
O atraso de salários motivou ainda a decisão do Parnahyba de lançar uma campanha de arrecadação para tentar cobrir despesas urgentes. Entre os efeitos citados na nota estão o pagamento de vencimentos e o custeio das viagens de retorno da equipe e da comissão técnica. A diretoria pediu compreensão à torcida e repetiu que sempre pautou suas ações nas datas que lhe foram informadas oficialmente.
- Jogadores sem recebimento de maio e parte de junho;
- Clube diz depender de repasse do Estado para quitar débitos;
- Iniciativa de arrecadação para custear pagamentos e deslocamentos;
- Secepi ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
O estado de incerteza ganhou repercussão também pelo desempenho esportivo da temporada: o Parnahyba foi rebaixado no Campeonato Piauiense e foi eliminado na Série D na fase de mata-mata pelo Águia de Marabá. A preparação e as viagens do clube durante a Série D foram tema de reportagens locais, como a cobertura sobre a partida em Marabá e os deslocamentos da delegação, que mostram o desgaste vivido pelo clube ao longo do ano.
Em reportagens anteriores sobre a campanha do time na competição nacional é possível ver detalhes da logística e da preparação para os jogos, inclusive relatos sobre embarque e desfalques durante as deslocações, como em matérias que acompanharam a viagem a Marabá e as decisões táticas antes do confronto decisivo.
Leitura relacionada: preparação do Parnahyba para Marabá, início da viagem a Marabá e projeção do técnico antes da decisão.
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Repasse do Governo e histórico do anúncio
Em fevereiro, o Governo do Piauí anunciou um investimento total de R$ 8 milhões em patrocínio aos clubes profissionais do estado para 2026, valor que representou aumento em relação ao ano anterior. A quantia total foi confirmada pelo Executivo estadual após reunião com autoridades e representantes das equipes filiadas à Federação de Futebol do Piauí, mas o detalhamento sobre valores por clube e prazos de pagamento não foi informado publicamente.
A diretoria do Parnahyba afirma que aguardou por sete meses o pagamento do patrocínio e que, até o momento, nem o processo de liberação havia sido formalmente concluído. Esse conjunto de fatores explica, segundo o clube, a incapacidade de honrar as obrigações salariais no curto prazo.
Consequências esportivas e administrativas
Além do impacto financeiro imediato, o atraso de salários pode afetar a organização do clube para a próxima temporada. O Parnahyba encerrou 2026 com resultados abaixo do esperado e terá de reorganizar o planejamento para recuperar estabilidade financeira e competitiva. A diretoria diz que seguirá cobrando os compromissos assumidos junto ao Estado e buscará apoio local para reduzir o impacto sobre jogadores e funcionários.
A Federação e a Secretaria de Esportes do Estado foram procuradas pela reportagem; até a publicação, a Secepi não havia apresentado posicionamento oficial sobre o novo adiamento do repasse. A falta de resposta do órgão estadual é mencionada na nota do próprio clube como parte da justificativa para o atraso dos pagamentos.
Fechamento: o caso segue em evolução. O Parnahyba reconhece o débito e passou a adotar medidas emergenciais, enquanto atletas e comissão técnica aguardam a definição sobre os repasses que podem viabilizar a quitação dos vencimentos.
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