Treino do Irã foi, segundo o treinador Amir Ghalenoei, interrompido pela metade antes do duelo contra a Bélgica na Copa do Mundo, situação que ele classificou como injusta e prejudicial à preparação da equipe.
Treino do Irã: restrições e impacto na preparação
Na coletiva concedida em Los Angeles, Ghalenoei afirmou que a seleção iraniana não teve o tempo necessário para adaptação e que as limitações impostas pelas autoridades reduziram o tempo de trabalho técnico e físico. O treinador destacou que, enquanto outras delegações chegaram mais cedo e treinaram sem impedimentos, o Irã teve de encerrar o treino prematuramente e ficou com menos de 18 horas em preparação direta para a partida.
O relato do técnico expõe um problema logístico que, na visão da comissão técnica, “mina o espírito do futebol”. A reclamação envolve três pontos centrais: janela de tempo reduzida entre chegada e atividade, restrições ao staff e à imprensa, e cronogramas alterados com pouca antecedência — fatores que, segundo ele, influenciam no desempenho e no psicológico dos atletas.
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O que o treinador reclamou
Ghalenoei disse que a Fifa tentou ajudar, citando ligações e propostas de voos em horários alternativos, mas que as soluções chegaram tardiamente ou não se concretizaram. Segundo ele, a equipe precisava de 24 horas entre deslocamento e atividade, mas recebeu apenas 16 e, em outro momento, menos de 18 horas — condição que levou ao corte do treino.
- Intervalo curto entre chegada e treino;
- Limitação à entrada de executivos e imprensa;
- Incerteza nos horários e na logística de deslocamento.
O técnico também afirmou não ter recebido solidariedade dos demais treinadores das outras seleções presentes, e ressaltou que a situação causa impacto direto na preparação tática e física. Ainda assim, Ghalenoei afirmou que a seleção jogaria pelo país e que a reação da torcida era um dos fatores que mantinham a equipe motivada.
O contexto desta queixa encontra paralelo em outras pautas da competição. Enquanto seleções conseguiram estruturar a chegada e os treinos com antecedência, há relatos distintos sobre a adaptação de delegações e o calendário apertado. Em cobertura relacionada, o site registrou como diferentes países foram pontuando no Mundial — um panorama útil para entender a diversidade de experiências das equipes (países que somaram ponto em Copas).
Impacto esportivo e repercussão
Do ponto de vista prático, a interrupção do treino do Irã reduziu o tempo de trabalho com a equipe principal, forçando adaptações rápidas no planejamento. Para competições de alto nível, cada sessão tem papel definido na preparação física e na repetição de movimentos e estratégias; perder metade desse tempo significa ajustar prioridades e reduzir volume de exercícios específicos.
No mesmo torneio, histórias individuais e trajetórias de atletas também ganham destaque. A preparação encurtada de uma seleção contrasta com exemplos de jogadores que vêm desde clubes locais para a Copa, como casos já abordados pela cobertura do torneio (reportagem sobre a trajetória de jogadores convocados).
Além do aspecto técnico, há uma dimensão humana na reclamação: o reconhecimento de que fatores fora de campo podem afetar a confiança e o rendimento. Ghalenoei ressaltou que, embora agradeça os esforços da Fifa e de seu presidente, considera insuficientes as medidas tomadas até o momento e esperava que episódios semelhantes não se repetissem em edições futuras.
Desdobramentos e próximos passos
Segundo relatos, autoridades americanas chegaram a sinalizar abertura para rever regras de deslocamento para o jogo contra o Egito, em Seattle, permitindo que a seleção iraniana planeje com mais liberdade a vinda para a terceira partida do grupo. A confirmação, segundo o comandante do Irã, veio tarde para as duas primeiras partidas, o que gerou a insatisfação pública.
A equipe técnica ainda terá de ajustar o cronograma de treinamentos e a rotação de atletas para enfrentar a Bélgica, favorita do grupo. Com tempo reduzido, a prioridade passa a ser preservar a integridade física, otimizar o trabalho tático e cuidar do aspecto psicológico dos jogadores.
Fechando o panorama, a situação descrita por Ghalenoei coloca em evidência a importância de logística clara e de diálogo entre organizadores e delegações em grandes eventos. O episódio reforça a necessidade de protocolos que garantam condições minimamente iguais para todas as equipes, preservando o caráter esportivo e a equidade da competição.
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Conclusão: Treino do Irã, segundo o técnico, foi afetado por restrições de acesso e cronograma, deixando a seleção em desvantagem para o confronto com a Bélgica e suscitando críticas sobre a organização e as regras aplicadas às delegações.
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