Salah e xadrez aparecem como uma combinação fora do comum, mas essencial para o equilíbrio do atacante egípcio durante a campanha histórica da seleção na Copa do Mundo. Mohamed Salah, personagem central da classificação do Egito às oitavas de final após vitória por pênaltis sobre a Austrália, já declarou publicamente que joga xadrez diariamente para “tirar a cabeça do futebol” e manter a calma em momentos de pressão.
Salah e xadrez: rotina e benefícios fora dos gramados
O relato de Salah ao canal Sky Sports em 2023 ganhou novo destaque depois do duelo contra a Austrália, decidido nos pênaltis por 4 a 2 após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Na entrevista, o atacante contou que é “viciado” no xadrez, que costuma assistir e jogar sempre, muitas vezes usando um nome de usuário com números para não ser reconhecido imediatamente.
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Especialistas em preparação mental destacam que o xadrez pode auxiliar atletas de alto rendimento em aspectos compatíveis com a alta performance no futebol: foco sob pressão, tomada de decisão rápida, tática e controle emocional. Essas qualidades ficaram evidentes no momento em que Salah cobrou a penalidade decisiva com frieza.
Benefícios práticos do xadrez para jogadores
- Melhora do foco e da concentração em situações de estresse;
- Treino da antecipação e planejamento de jogadas;
- Exercício de resiliência emocional após erros ou perdas;
- Estímulo ao raciocínio lógico e à tomada de decisões rápidas.
Ao paralelo entre o tabuleiro e o campo, a trajetória recente do Egito na Copa reforça a importância de mecanismos individuais de controle: a seleção africana conquistou sua primeira vitória em Mundiais nesta edição e, pela primeira vez em quatro participações, avançou ao mata-mata.
No vestiário e fora dele, a presença de Salah tem sido um fator decisivo. Notícias sobre momentos de comemoração e emoção do atacante circularam desde a classificação — há registros sobre a celebração em campo e também reações pessoais do jogador —, e o contexto ganhou complementação em publicações locais, como a matéria sobre como Salah comemora classificação do Egito com música e dança.
A frieza na cobrança foi apenas um dos capítulos da participação de Salah nesta Copa: ele marcou na vitória por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia na fase de grupos, resultado que representou a primeira vitória do Egito em Copas. O desempenho individual do camisa 10 soma até aqui 118 jogos pela seleção, com 66 gols e 37 assistências, números que o colocam perto de um recorde pessoal — caso marque contra a Argentina, pode empatar com Hossam Hassan (69 gols), atual técnico da seleção.
Antes mesmo do confronto contra a Argentina, a imprensa e torcedores destacaram detalhes da cobrança de Salah, incluindo a famosa ‘cavadinha’. Para contexto extra sobre a penalidade e a reação do jogador, há um apanhado de informações em outra cobertura interna: Salah cavadinha: choro e explicação após classificação do Egito.
Além do impacto técnico, a situação de Salah no clube também tem atenção: o atacante rompeu o contrato com o Liverpool após uma série de negociações, deixando o futuro de sua carreira em aberto neste momento — dado que amplia a responsabilidade e exposição durante a Copa.
O próximo desafio: Argentina nas oitavas
Na terça-feira, às 13h (de Brasília), em Atlanta, o Egito enfrenta a Argentina em partida que vale vaga nas quartas de final. O confronto reúne a possibilidade de um duelo decisivo entre o estrelado ataque argentino e a organização defensiva egípcia, além do confronto individual entre Salah e a proposta ofensiva adversária.
O torneio tem ainda repercussão ampliada nas redes e na mídia, sendo que coberturas locais continuam analisando o papel do atacante na campanha egípcia — um exemplo é a reportagem que detalha como Salah na Copa comanda vitória inédita do Egito e mira recorde.
Por fim, a relação de Salah com o xadrez segue sendo um ponto de curiosidade e de análise: a expressão “Salah e xadrez” voltou a circular tanto entre torcedores quanto entre analistas que buscam entender recursos extraesportivos que ajudam atletas a manter desempenho em fases decisivas.
O episódio também abre espaço para debate sobre práticas de preparação mental no esporte moderno, e mostra como um hobby pode ter impacto direto no rendimento competitivo, sem substituir o treino físico e técnico, mas potencializando a capacidade de lidar com pressão.
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