Os Guri na Copa partiram de Santa Catarina com destino aos Estados Unidos para acompanhar a Seleção Brasileira na fase de grupos — o grupo de torcedores vive o segundo Mundial consecutivo, depois da experiência no Catar, em 2022.
Os Guri na Copa: tradição e planejamento
O movimento começou com uma viagem anterior à Rússia, em 2018, e se consolidou em Nova Veneza. A trajetória é marcada pela organização do grupo, pela troca de informações sobre hospedagem e transporte, e pela exibição da bandeira do Caravaggio em estádios e eventos relacionados à Copa. A ideia foi institucionalizada entre amigos que decidiram viajar juntos e manter a presença em grandes torneios.
Roteiro e logística
O grupo planejou acompanhar integralmente a primeira fase da Seleção Brasileira em Nova Jersey. A decisão considerou disponibilidade de tempo, compromisso de trabalho e custos. Integrantes relatam que, apesar da vontade de ficar mais tempo, o aumento do preço de ingressos e demais despesas tornou inviável ampliar a viagem.
Os Guri na Copa também se organizaram financeiramente: parte dos valores para as passagens e hospedagem vieram da venda de ingressos obtidos em cadastros anteriores, estratégia que já havia sido usada em edições passadas. Mesmo assim, os preços praticados nos Estados Unidos foram muito superiores aos pagos no Catar em 2022, e o grupo teve de buscar alternativas mais econômicas.
O legado de frequentar Copas
Para o grupo, participar de uma Copa do Mundo é mais que ver partidas: é vivenciar fan fests, conhecer torcidas de diferentes países e compartilhar a experiência nas redes sociais. A sequência de Mundiais para alguns dos integrantes criou uma espécie de tradição pessoal que o grupo pretende manter, com planejamento que envolve economia, ajustes de trabalho e apoio da família.
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Custos, ingressos e expectativas
Os Guri na Copa enfrentaram aumento nos valores: enquanto na Copa do Catar alguns ingressos foram adquiridos por preços modestos, a cotação das entradas para partidas nos Estados Unidos elevou-se drasticamente. O grupo relatou que, mesmo vendendo entradas e usando os recursos obtidos para financiar parte da viagem, ainda restavam dois bilhetes mais caros a serem negociados.
Além do ingresso, despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação influenciam a decisão sobre a duração da estadia. O grupo reconhece que é preciso começar o planejamento com antecedência, tanto financeiro quanto em termos de organização pessoal — por vezes, isso implica ficar semanas fora de casa.
Como se preparar para acompanhar a Seleção
- Planejamento financeiro antecipado, incluindo reserva para ingressos e imprevistos.
- Organização do trabalho e comunicação com familiares para o período ausente.
- Pesquisa sobre hospedagem e transporte próximo aos estádios e fan fests.
- Registro em cadastros oficiais e acompanhamento das vendas de ingressos.
Para quem acompanha a Seleção Brasileira no exterior, a logística envolve também atenção ao calendário de jogos e à dinâmica dos locais de exibição. A cobertura jornalística e as análises táticas acompanha o grupo mesmo nas viagens — contexto abordado em reportagens sobre a própria equipe nacional e a repercussão da estreia do Brasil na competição, como nas análises de problemas táticos da Seleção Brasileira durante a fase inicial do torneio (leia mais sobre a análise tática da Seleção).
Além disso, o comportamento das torcidas e as interações entre públicos de diferentes países marcam as primeiras semanas da Copa, tema que vem sendo tratado por reportagens sobre a diversidade de fan bases e a abertura do Mundial (veja mais sobre a multiculturalidade na abertura).
No relato do grupo de Santa Catarina há um movimento de torcida que se insere em debates nacionais sobre convocações e expectativa de desempenho — assuntos discutidos também em levantamentos e opiniões da torcida, como as listas sugeridas pelos leitores para a convocação de 2026 (reportagem sobre a lista da torcida).
Futuro e vontade de continuar
Independentemente do desfecho da Copa atual, o objetivo dos membros é manter a presença em 2030. A experiência acumulada, dizem, ajuda a estruturar um roteiro que equilibre custo, tempo fora e comprometimento com o trabalho e a família. Para eles, quem gosta de futebol deve tentar viver um Mundial presencialmente, mas com planejamento.
Os Guri na Copa representam um recorte da torcida brasileira: raiz regional, presença em ambientes internacionais e a transformação da paixão em projeto coletivo. O grupo leva a bandeira do Caravaggio como símbolo de identidade e aproximação entre torcedores de Santa Catarina e o restante do país.
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