Noruega na Copa: raio-x do adversário do Brasil nas oitavas

Martin Ødegaard em ação — Noruega na Copa
Odegaard é o cérebro do time — Foto: Reprodução

Noruega na Copa surge como adversária capaz de complicar o Brasil nas oitavas de final, marcado para domingo, em Nova York, com a qualidade técnica de Martin Ødegaard e o poder de finalização de Erling Haaland presentes como referências do time.

Noruega na Copa: o cérebro Ødegaard e a proposta tática

A seleção que encarará o Brasil se organiza em um 4-1-4-1 bem definido, com Ødegaard funcionando como motor do time. O camisa 10 recua entre os zagueiros, aproxima-se de laterais e aparece por trás dos atacantes para criar e acelerar as jogadas. Contra a Costa do Marfim, por exemplo, liderou a equipe em quebras de linha e teve papel central na circulação, com 20 passes que eliminaram linhas adversárias e 57 movimentações de apoio durante o jogo.

Antonio Nusa driblando pela esquerda — Noruega na Copa
Nusa gera desequilíbrio e produz jogadas para Haaland — Foto: Reprodução

Organização sem bola e transição letal

A Noruega aposta numa organização coletiva sem a bola e sabe explorar espaços em transição. Em partidas definidoras, o time produz pouco em volume de finalizações, mas é eficiente: no duelo contra a Costa do Marfim venceu por 2 a 1 tendo apenas nove finalizações, sendo quatro no alvo. O objetivo claro é eliminar marcadores com passes verticais até encontrar Ødegaard ou um atacante em vantagem.

O movimento de Antonio Nusa pela esquerda é parte integrante desse plano. Nusa abre o jogo, recebe em velocidade e ataca o espaço entre lateral e zagueiro, criando condições para Haaland atuar como referência dentro da área, recebendo passes nos espaços gerados pela movimentação dos companheiros.

Recomposição defensiva da Noruega — Noruega na Copa
Noruega tem problemas na recomposição e nem sempre se fecha bem — Foto: Reprodução

Noruega na Copa: pontos fortes e fragilidades

No lado positivo, o time mostra coesão no desenho coletivo, variedade de movimentos ofensivos e jogadores com capacidade de resolver no detalhe. Estatísticas do jogo recente demonstram que a Noruega completou 103 quebras de linha — treze a mais que a Costa do Marfim — e registrou 36 progressões com bola, contra 27 dos africanoss, além de trocar 492 passes com 90% de precisão.

  • Força ofensiva: Ødegaard como condutor, Nusa no desequilíbrio e Haaland como finalizador.
  • Eficiência: poucos chutes, alta efetividade nas chances criadas.
  • Construção por dentro: tabelas e aproximações frequentementes usadas para furar linhas.

Por outro lado, a defesa apresenta fragilidades quando precisa correr em transição defensiva e na recomposição. A Noruega sofreu gols em todas as partidas disputadas até aqui na Copa, expondo dificuldade em contra-ataques e em lances pelos corredores explorando o espaço entre lateral e zagueiro. Em alguns jogos, como contra a Costa do Marfim, o time sofreu muitas recepções no terço final adversário antes de retomar o controle.

Como o Brasil pode responder

O principal ponto de atenção para o Brasil será limitar a influência de Ødegaard. Cortar linhas de passe e forçar a circulação da Noruega para zonas menos perigosas pode reduzir o número de quebras de linha comandadas pelo camisa 10. Além disso, marcar de perto as referências dentro da área e monitorar as aproximações de Nusa ajuda a diminuir os espaços para Haaland finalizar.

Segundo informações divulgadas pela seleção, o provável time brasileiro para o confronto deve ter Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Rayan, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli e Vini Jr. Substituições táticas e atenção à recomposição defensiva serão determinantes.

Para quem quer acompanhar a programação e a cobertura do dia do torneio, a reportagem sobre Copa do Mundo hoje: Brasil enfrenta Noruega e México pega Inglaterra traz informações complementares sobre horários e transmissões. Quem avançar deste confronto encara o vencedor de México x Inglaterra nas quartas — o calendário das fases seguintes está detalhado em Quartas da Copa do Mundo 2026: confrontos, datas e horários.

Além do jogo em campo, elementos extracampo também interessam ao público; um apanhado sobre a presença das famílias e relações pessoais no torneio está disponível em WAGs da Noruega: conheça as esposas e namoradas na Copa do Mundo, que traz contexto humano à campanha norueguesa.

Panorama final

Noruega na Copa se apresenta como uma seleção organizada, com um 10 que opera como cérebro e um centroavante capaz de transformar espaços em gols. O equilíbrio entre jogo coletivo e ações individuais faz do adversário um desafio real para o Brasil nas oitavas. Mais do que neutralizar Haaland, a missão brasileira passa por reduzir linhas de passe de Ødegaard e evitar que a Noruega explore os corredores em transição.

O jogo está marcado para domingo, às 17h (de Brasília), no Estádio de Nova York e Nova Jersey. A partida terá transmissão ao vivo pela Globo e promete ser um teste tático de alto nível entre duas seleções que chegam com propostas bem definidas.

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