A análise do treinador Ney Franco sobre a Jordânia na Copa do Mundo surge a partir de sua vivência recente no futebol jordaniano e define a expectativa do país: a seleção estreante deve ter dificuldades para avançar na fase de grupos.
Jordânia na Copa do Mundo: expectativas e estilo de jogo
Segundo Ney Franco, que trabalhou no Al-Hussein e chegou a conviver com diversos jogadores convocados, a equipe jordaniana tem como principal característica a solidez defensiva e o futebol reativo. A estratégia, explicou o treinador, costuma passar por linhas próximas e compactas, buscando o contra-ataque como principal via de ataque.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/o/f/bfeoAIQginBk3qu4IoYw/gettyimages-2268812821.jpg)
Para Ney Franco, a chave com Argentina, Argélia e Áustria é especialmente difícil e aponta que a tendência é a Jordânia não passar da fase de grupos: “é uma equipe que não passa da primeira fase porque é uma chave difícil”, afirmou. Ele ressaltou que, apesar de ter um goleiro de qualidade como Yazid e volantes que ajudam na saída de bola, a seleção deve sofrer quando for obrigada a defender por longos períodos.
Como a Jordânia se organiza em campo
O treinador detalhou a formação utilizada pelo técnico marroquino Jamal Sellami: a base é a utilização de três zagueiros, que abrem espaço para uma segunda linha de quatro (dois volantes e dois alas) e um atacante de referência. Em muitos momentos essa configuração se traduz em uma linha de cinco defensores, preservando compactação e foco no contra-ataque.
Essa orientação tática explica por que, na leitura de Ney Franco, a Jordânia tende a priorizar jogos amarrados e partidas em que a eficência nos desarmes e a capacidade física dos volantes serão determinantes diante de seleções com maior domínio de posse.
O cenário traz à tona tópicos recorrentes desta Copa, como a disputa por inspiração dos grandes nomes da competição — especialmente Lionel Messi e a Argentina —, tema que tem sido tratado em pautas sobre os recordes de Messi na edição.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/D/R/P4vMsSToyCioFrGPEoaw/gettyimages-2268741055.jpg)
Duelo contra a Argentina
O duelo com a Argentina alimentou grande expectativa na Jordânia, pelo prestígio que o futebol argentino tem entre jogadores e torcedores locais. Ney Franco espera ampla iniciativa dos hermanos e vê no comportamento defensivo dos jordanianos o fator que pode tornar a partida mais equilibrada do que o domínio territorial sugeriria.
Na avaliação do ex-técnico do Al-Hussein, se a Jordânia estiver bem organizada defensivamente, o jogo pode ser truncado e o placar, dentro do cenário provável, não tende a uma goleada. Ainda assim, Ney Franco entende que a Argentina deve dominar e buscar o resultado através da paciência na circulação de bola e de momentos de inspiração ofensiva.
Discussões sobre organização e logística desta Copa também têm aparecido em outras entrevistas e análises, como a matéria que trata da organização e queixas de técnicos sobre o torneio, e reflexões mais amplas sobre a multinacionalidade no futebol que marcam a competição.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/f/S/lyEWocQIOqgf4ym5gs6g/gettyimages-2268800303.jpg)
Peças-chave e defesas de Ney Franco
Entre os atletas que Ney Franco destaca como fundamentais para a Jordânia na Copa do Mundo estão o lateral-direito Haddad, capitão e referência nas bolas paradas, e o ala esquerdo Al-Mardi. O técnico lembrou que, durante seu período no Al-Hussein, comandou oito jogadores que foram convocados para a seleção e acompanhou de perto a rotina desses atletas.
- Haddad — lateral-direito e capitão, importante nas transições e em bolas paradas.
- Al-Mardi — extremo de referência no apoio pelo lado esquerdo.
- Yazid — goleiro citado por Ney Franco como um dos pontos fortes da defesa.
Mesmo com esses nomes de destaque, a análise do treinador é prudente: a Jordânia tem capacidade de complicar jogos por sua organização, mas encontra dificuldade para produzir ofensivamente frente a seleções de maior envergadura e histórico.
Ao final, Ney Franco afirmou que, apesar da frustração pessoal com a demissão precoce no Al-Hussein, mantém torcida pela seleção jordaniana e vontade de acompanhar a participação do país no Mundial.
Para acompanhar mais notícias e bastidores do esporte, siga o Guia Esportivo no Instagram.
Fecho: A projeção de Ney Franco coloca a Jordânia como uma força defensiva e organizada, com chances de complicar adversários, mas com pouca probabilidade de avançar em um grupo que inclui Argentina, Argélia e Áustria.
12 visualizações



