Irã estreia na Copa em Los Angeles sob protestos nas ruas e aplausos nas arquibancadas: a seleção teve recepção dividida antes e durante o empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia, em partida marcada por tensão política e calor da torcida persa.
Irã estreia na Copa: recepção dividida em Los Angeles
O estádio ficou praticamente lotado — cerca de 70 mil pessoas — em um cenário que os jornalistas e torcedores apelidaram de “Teerãngeles”, pela grande presença da comunidade iraniana na cidade. Do lado de fora, centenas de manifestantes contrários ao governo iraniano se reuniram próximo a uma das entradas, empunhando a bandeira com o leão e o sol, símbolo dos opositores.
Dentro da arena, a atmosfera foi outra: a equipe foi bastante apoiada ao longo dos 90 minutos, com cânticos, aplausos e comemorações pelos gols. O atacante Mehdi Taremi teve recepção calorosa ao ser mostrado no telão ainda no túnel dos vestiários, e destacou depois as dificuldades administrativas que a delegação enfrenta nos Estados Unidos, em referência a problemas com emissão de vistos.
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As manifestações ocorreram sem confrontos significativos, mas chamaram atenção por se misturarem ao público que entrou no estádio, onde também foram vistas bandeiras da Palestina e de Israel. A Fifa havia vetado sinais políticos nas partidas, e a presença da bandeira oposicionista terminou sendo alvo de disputa judicial em Los Angeles, mas acabou aparecendo nas arquibancadas durante o duelo.
Jogo e reações em campo
Em campo, o Irã teve um desfecho frustrante. A seleção abriu o marcador, sofreu a virada e empatou novamente, encerrando a estreia com 2 a 2. O resultado deixou o grupo equilibrado após a primeira rodada, já que Bélgica e Egito empataram também por 1 a 1.
O lateral que marcou o primeiro gol da equipe reagiu de forma ríspida a perguntas sobre as vaias e críticas registradas no estádio, defendendo a relação entre seleção e país como algo que deve ser resolvido internamente. A atitude chamou atenção da imprensa e dos espectadores, evidenciando como o ambiente político externo afetou a narrativa esportiva.
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Contexto: política, corte e bandeiras
A controvérsia sobre a bandeira se espalhou nas horas que antecederam a partida. A decisão judicial mantida na manhã do jogo confirmou a determinação da entidade máxima do futebol de coibir manifestações políticas nos estádios, mas, na prática, diversas bandeiras com o leão e o sol foram vistas na partida — algumas estampadas em camisetas e faixas.
Há também relato de protestos durante a execução do hino nacional iraniano, quando manifestações foram ouvidas ao lado de aplausos e canto de torcedores. Ainda assim, não houve relatos de incidentes de maior gravidade dentro da arena, segundo apuração no local.
Impactos esportivos e próximos passos
Além do aspecto simbólico e político, o empate tem efeito direto na disputa do grupo. Com a igualdade por 2 a 2, o Irã soma apenas um ponto na tabela e terá pouco tempo para ajustar a preparação antes das próximas rodadas. A equipe e a comissão técnica sinalizaram incômodo com aspectos logísticos fora do campo, que incluíram a dificuldade de emissão de vistos relatada por um dos jogadores.
- Recepção mista em Los Angeles entre apoio e protestos;
- Empate por 2 a 2 frente à Nova Zelândia na estreia;
- Debate sobre proibição e presença da bandeira oposicionista;
- Equipe enfrenta pressão externa e necessidade de foco esportivo nas próximas partidas.
A cobertura sobre o desempenho da seleção e as queixas da delegação pode ser acompanhada em reportagens locais, inclusive com foco nas dificuldades apontadas por Mehdi Taremi sobre vistos e logística. Para contexto adicional sobre as reclamações da comissão técnica, há material analisando as críticas após o empate à organização e uma reportagem que traz o pedido de Taremi à Fifa sobre suporte à equipe relacionada às restrições.
Em um registro paralelo sobre a estreia de seleções na Copa, o torneio também tem gerado episódios curiosos e repercussão internacional, como reportagens sobre outras equipes que entraram em campo na rodada inicial com grande visibilidade.
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O episódio em Los Angeles deixa explícito como o futebol em grandes eventos pode refletir questões políticas e sociais mais amplas, sem que isso signifique, necessariamente, ruptura com o espetáculo esportivo. A seleção do Irã agora precisa internalizar a experiência e focar na sequência da competição para buscar recuperação no grupo.
Para acompanhar o desenrolar do torneio e bastidores relacionados às seleções, a cobertura segue com atualizações e análises a cada rodada.
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