Álbuns de figurinhas voltaram a ganhar destaque com a Copa do Mundo de 2026: na Praça Demerval Barbosa Moreira, em Nova Friburgo, crianças, pais, avós e vendedores se reúnem para trocar figurinhas, buscar raridades e manter viva uma tradição que atravessa gerações.
Álbuns de figurinhas: ponto de encontro e memória coletiva
No encontro da praça, a rotina é sempre parecida. Há quem vá focado na última peça que falta para completar a coleção, como Murilo, acompanhado do pai Yohan e dos irmãos, e quem atua como vendedor e intermediário, caso de Leandro Muller, que transformou a paixão em profissão.
O movimento reúne diferentes perfis: crianças que ainda abrem pacotinhos, jovens que trocam repetidas vezes e colecionadores mais experientes que buscam exemplares raros ou específicos — têm destaque nomes como Messi e Cristiano Ronaldo entre as figurinhas mais procuradas. Segundo relatos do local, a mais barata para venda costuma ser oferecida a R$ 20 para os garotos que não conseguem tirar a figura no pacotinho; já a versão dourada do Cristiano Ronaldo chegou a ser negociada por valores próximos a R$ 900.
Tradição que passa de geração a geração
O costume de colecionar figurinhas no Brasil tem longa história: os primeiros álbuns surgiram no país em 1950, e a cada edição da Copa do Mundo a prática ganha nova força. Em Nova Friburgo, a atividade virou também ocasião de reencontros familiares e sociabilidade local — como descreveu Yorran, para quem a troca de figurinhas reúne toda a família e preserva memórias.
Entre os frequentadores mais assíduos está Gabriel Lima, de 12 anos, que participa quase diariamente das trocas na praça. Ele comenta que a edição de 2026 trouxe mais dificuldades por causa do aumento do número de seleções e, consequentemente, do volume de figurinhas a colecionar.
Além do aspecto afetivo, o evento serve como mercado para quem vive do comércio: Leandro relata que começou a vender com o irmão a partir de 2002, numa continuidade que passa por diferentes gerações familiares. Para ele, o fenômeno reúne pessoas de todas as idades e é um elo entre indivíduos e famílias.
Por que a febre volta a cada Copa?
- História e nostalgia: o hábito traz lembranças e conecta gerações;
- Sociabilidade: as praças e encontros se tornam clubes informais de colecionadores;
- Valor de mercado: figurinhas raras ganham preço e atenção de colecionadores;
- Engajamento juvenil: novos colecionadores mantêm a tradição ativa.
O fenômeno também acompanha a própria dinâmica do torneio: mudanças no formato, número de seleções e divulgação global ampliam o alcance do álbum e provocam maior circulação de figurinhas. Para entender as primeiras reações e a atmosfera das partidas iniciais da competição, há cobertura detalhada sobre a rodada inicial do torneio e análises sobre os melhores e piores da primeira rodada, que ajudam a contextualizar o clima que impulsiona os encontros nas praças.
Para leitores interessados em palpites e apostas em partidas específicas, há também material sobre palpites para confrontos como Canadá x Catar, que complementam a cobertura esportiva em torno da Copa.
Em Nova Friburgo, a feira de trocas continua durante boa parte do dia na Praça Demerval Barbosa Moreira. As negociações vão desde simples trocas entre crianças até vendas de peças raras a colecionadores que acompanham a cena há anos. Para os moradores, o encontro é mais do que completar um álbum: é manter viva uma prática cultural que gera lembranças e aproxima pessoas.
Ao fim, a cena na praça reforça a ideia de que os álbuns e as figurinhas seguem sendo um elemento significativo da experiência da Copa do Mundo, com impacto social e afetivo nas comunidades locais.
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