Lara Almeida, aos 16 anos, é tratada como uma das maiores promessas do futebol feminino paranaense e encara uma decisão que pode definir os rumos da sua carreira: optar por defender a Seleção Brasileira ou aceitar seguir pelo sistema das categorias dos Estados Unidos, país onde mora com a família e iniciou a trajetória esportiva.
Lara Almeida e a escolha entre Brasil e EUA
Nascida em Curitiba, Lara Almeida mudou-se com a família para Orlando há cerca de dez anos em busca de oportunidades. No país onde cresceu, ela já atuou por seleções de base norte-americanas em amistosos e mantém diálogo com a Confederação Brasileira. A atleta está em contato com universidades locais enquanto avalia propostas e o caminho para a carreira profissional.
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Em entrevistas, a jovem falou sobre o momento de definição: vive um processo em que conversa com treinadores, universidades e dirigentes, avaliando fatores pessoais e esportivos. Ela já treinou com referências do futebol feminino como Marta e chegou a receber atenção do Orlando Pride, clube da NWSL.
Trajetória e vínculos afetivos
O vínculo de Lara Almeida com o futebol começou ainda criança, em Curitiba, com as idas ao estádio da Vila Capanema ao lado do avô Zezé — torcedor do Paraná Clube — que a levava para os jogos. O avô faleceu em 2020 e a avó Alme morreu há menos de um ano; as memórias da família são parte importante das motivações da atleta.
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Aos 16 anos, a jogadora mantém ligações com os dois países: o Brasil, onde nasceu e construiu as primeiras memórias no futebol, e os Estados Unidos, onde morou desde pequena e desenvolveu parte da formação técnica e física. Esse confronto entre afetividade e oportunidade profissional está no centro da alternativa que ela precisa tomar.
Fatores que pesam na decisão
A definição entre as duas seleções envolve aspectos esportivos, regulatórios e pessoais. Entre os pontos que influenciam escolhas como a de Lara Almeida estão:
- Tempo de convívio com o sistema de base do país anfitrião e a adaptação ao calendário;
- Oportunidades acadêmicas e bolsas oferecidas por universidades americanas;
- Visibilidade e rotina profissional em clubes e seleções;
- Laços afetivos, como a ligação com familiares e o desejo de representar o país natal.
O caso de Lara ilustra como decisões de jovens atletas não são só técnicas: família, memória afetiva e planos de formação contam tanto quanto convocações ou sondagens de clubes.
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Implicações para a carreira de Lara Almeida
A escolha de nacionalidade esportiva pode alterar a trajetória imediata de uma atleta: a seleção que receber uma adesão tende a incorporar a jogadora em seus ciclos de preparação, enquanto o país que ficar de fora precisa reiniciar o diálogo. No caso de Lara Almeida, o diálogo com técnicos e universidades nos EUA convive com o contato que ela mantém com dirigentes brasileiros.
Enquanto segue avaliando as propostas, a jovem afirma que o objetivo principal é chegar ao profissional e se estabelecer em alto nível — uma meta que honra a memória dos avós e o sacrifício da família, que se mudou para os Estados Unidos buscando oportunidades.
Essa narrativa de decisão ganhou espaço também na cobertura sobre paranaenses que vivem a Copa e eventos internacionais; reportagens recentes trazem exemplos de famílias e torcedores paranaenses acompanhando a seleção e a experiência de brasileiros nos Estados Unidos, como relatos publicados em matérias sobre a família paranaense que viaja de motorhome pelos EUA e sobre a recepção de torcedores em jogos da seleção, como a reportagem que mostrou a exaltação a Odair Hellmann em solo americano.
Há ainda registros de histórias locais que ilustram o vínculo afetivo com a seleção, como o texto que acompanhou um casal paranaense deixando a rotina para seguir partidas da Copa: relato sobre o casal paranaense.
Para acompanhar os próximos passos de Lara Almeida será necessário acompanhar os anúncios das confederações e eventuais convocações. Até lá, a jovem segue em fase de maturação técnica e pessoal, participando de treinos, conversas com universidades e mantendo contato com familiares no Brasil.
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