O Internacional anunciou ajustes no estádio Beira-Rio para receber a Copa do Mundo Feminina: o clube fará a troca do gramado e adotará intervenções nas arquibancadas, incluindo a recolocação de cadeiras no setor do portão 7, segundo determinações da entidade organizadora.
Copa do Mundo Feminina: o que muda no Beira-Rio
A preparação do estádio inclui adaptações técnicas e de infraestrutura para cumprir exigências da FIFA e garantir conforto durante o torneio. Entre as principais mudanças estão a instalação de uma tela com fibra elástica no gramado — alternativa à técnica híbrida conhecida como stitching — e a recomposição de assentos em áreas específicas, o que deve provocar redução temporária da capacidade, atualmente em 50.842 lugares.
O clube programou a troca do gramado para o período posterior ao Campeonato Brasileiro, quando normalmente substitui o tapete de inverno pelo de verão. A FIFA, que fiscaliza detalhes técnicos desde 2018, autorizou no caso do Beira-Rio a aplicação da solução de menor custo aprovada nas vistorias realizadas.
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A instalação das cadeiras no setor do portão 7, atrás do gol, será efetuada apenas no próximo ano, mais próxima da entrega final do estádio à entidade organizadora, prevista para cerca de um mês antes da abertura da competição. Os recursos para essas intervenções virão de repasses da FIFA aos clubes que cederão sedes.
Infraestrutura e legado
Além do gramado e das arquibancadas, a FIFA solicitou melhorias pontuais que envolvem conectividade e espaços de apoio. Entre as demandas estão:
- ampliação e modernização da rede de internet;
- disponibilização de salas de apoio para imprensa e equipes;
- aquisição de equipamentos, como cortadores de grama mais modernos;
- instalações temporárias reduzidas em comparação com 2014, para minimizar impactos no entorno.
O objetivo declarado é que as intervenções tragam benefício duradouro ao clube e à cidade, evitando desperdício e garantindo legado após o evento. A estrutura do ginásio Gigantinho, ao lado do Beira-Rio, também será utilizada e passa por obras de adequação.
Impacto para a rotina do clube e da torcida
As obras e adaptações previstas poderão alterar a rotina do Internacional e da torcida, especialmente no que diz respeito à ocupação do portão 7, espaço tradicionalmente frequentado pela torcida organizada Guarda Popular. A recomposição das cadeiras nesse setor implicará, temporariamente, em menor público disponível para partidas no Beira-Rio.
Em anos recentes o clube já adotou mudanças pontuais no estádio durante o calendário nacional. A movimentação para ajustar o estádio ao padrão exigido agora faz parte de um conjunto de operações que incluem preparação do gramado e testes de logística interna, assim como eventos de preparação que já foram realizados no estádio ao longo da temporada — detalhes sobre frequência de público e jogos no Beira-Rio podem ser consultados em reportagens anteriores sobre a média de público no estádio e a agenda de treinamentos e amistosos no local.
Saiba mais sobre a média de público no estádio em uma análise recente: média no Beira-Rio. Consultas sobre partidas e treinos no estádio também estão registradas em publicações sobre jogos-treino realizados pelo clube: agenda de jogos-treino.
Regras técnicas e calendário das intervenções
A FIFA orienta critérios técnicos para campos que receberão partidas da Copa do Mundo Feminina. Embora a técnica stitching — que mistura fibras sintéticas a grama natural — seja referência, a entidade validou para o Beira-Rio a solução de tela com fibra elástica após vistoria. A aplicação será feita dentro do cronograma combinado entre clube e organizadores.
Segundo a programação, a troca do gramado ocorrerá ao final do Campeonato Brasileiro, respeitando a janela habitual de manutenção do clube. A instalação das cadeiras e ajustes finais será efetuada no ano do torneio, com entrega do estádio prevista para o corpo técnico da FIFA aproximadamente um mês antes do início dos jogos.
Comparação com edições anteriores
Em 2014, estruturas temporárias no entorno dos estádios geraram debates sobre impacto urbano e uso de espaços públicos. Nesta preparação para a Copa do Mundo Feminina, a proposta é de estruturas mais enxutas, aproveitando instalações já existentes, como o Gigantinho, para reduzir interferências e concentrar atividades de apoio em locais preparados para receber imprensa e convidados.
Outras sedes pelo país também seguem procedimentos similares. Há, por exemplo, iniciativas de clubes que pleiteiam abertura de estádios para partidas de abertura e atitudes de preparo técnico semelhantes, como já registrado em reportagens sobre candidaturas de sedes para o evento.
Leia também sobre outras movimentações de sedes da Copa: pedido de abertura em São Paulo.
As ações no Beira-Rio devem seguir cronograma e vistorias técnicas acordadas com a FIFA, com foco em manter a infraestrutura funcional para o torneio e em deixar legado técnico para o Internacional e a comunidade local.
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Fechamento: as intervenções no Beira-Rio combinam exigência técnica e compromisso com legado; o clube deverá concluir as obras e adequações dentro do prazo estabelecido pela organização do torneio.
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