A Prefeitura de São Paulo formalizou à Fifa o interesse em sediar a abertura da Copa do Mundo Feminina 2027, mas confirmou que não seguirá com a ampliação da capacidade da Neo Química Arena. O movimento mantém a capital paulista na disputa pela partida inaugural do torneio, porém sem o projeto de aumento do estádio corintiano.
Copa do Mundo Feminina 2027: o que São Paulo propõe
Segundo a administração municipal, a proposta enviada nos últimos dias destaca a infraestrutura da cidade, sua experiência em grandes eventos internacionais e o potencial de legado para a população. A Neo Química Arena, em Itaquera, é o palco previsto para os jogos na capital.
A arena tem atualmente cerca de 48 mil lugares. O plano estudado para viabilizar a abertura previa dois novos lances de arquibancadas nos setores Norte e Sul, elevando a lotação para mais de 60 mil pessoas. A ideia, no entanto, não avançou.
Entendimento com o Corinthians e o impasse sobre a obra
Em nota, a prefeitura afirma ter se colocado à disposição do Corinthians para articular patrocinadores e parceiros privados capazes de financiar a ampliação, sem uso de recursos municipais. O clube apresentou um projeto de aproximadamente R$ 250 milhões com arquibancadas fixas e manifestou que não aceitaria estrutura temporária, como a utilizada na Copa de 2014, tampouco assumir os custos.
Há duas semanas, a gestão municipal informou que avaliava modelos de viabilização por meio de patrocínios e parcerias privadas. Sem consenso e sem a ampliação, o pedido paulistano perde tração em relação a outras praças candidatas à partida inaugural.
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Sem ampliação, pleito perde força; Maracanã é o favorito
Com a desistência da ampliação, a candidatura de São Paulo para a abertura se fragiliza. O Maracanã, no Rio de Janeiro, é apontado como o favorito para receber tanto a cerimônia inaugural quanto a final do Mundial, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.
Procurada, a Fifa não comentou o assunto até o momento. A entidade também ainda não divulgou o calendário oficial das partidas, a pouco mais de um ano do início da competição.
O que diz a Prefeitura de São Paulo
“A Prefeitura de São Paulo segue empenhada em viabilizar a realização da abertura da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 na cidade e encaminhou à FIFA uma proposta reforçando o potencial de São Paulo como sede da partida inaugural, considerando sua infraestrutura, capacidade de realização de grandes eventos internacionais e o legado que o torneio pode deixar para a população. A administração municipal se colocou à disposição do Sport Club Corinthians Paulista para atuar como articuladora institucional, inclusive apoiando a busca por parceiros e patrocinadores que pudessem viabilizar a ampliação temporária da Neo Química Arena, sem aporte de recursos públicos municipais para a obra. O clube, no entanto, optou por não seguir com o modelo proposto. A Prefeitura respeita a decisão e mantém o diálogo permanente com o clube, com a FIFA e demais envolvidos. A prioridade segue sendo garantir que São Paulo entregue uma Copa histórica, segura, inclusiva e com o maior impacto positivo possível para a cidade e para o futebol feminino”.
Sedes confirmadas e próximos passos
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada em oito sedes brasileiras: Neo Química Arena (São Paulo), Maracanã (Rio de Janeiro), Estádio Nacional (Brasília), Mineirão (Belo Horizonte), Beira-Rio (Porto Alegre), Arena Castelão (Fortaleza), Fonte Nova (Salvador) e Arena de Pernambuco (Recife). O detalhamento de quais partidas cada estádio receberá depende da definição do calendário pela Fifa.
Em São Paulo, mesmo sem a obra, o município reforça que seguirá trabalhando na logística urbana, segurança, mobilidade e hospitalidade para potencializar a experiência do público e dos turistas durante o Mundial.
Pontos-chave
- São Paulo formalizou à Fifa a intenção de abrir a Copa do Mundo Feminina 2027;
- Plano de ampliar a Neo Química Arena foi descartado;
- Corinthians apresentou projeto de R$ 250 milhões com arquibancadas fixas e rejeitou estrutura temporária e custos;
- Prefeitura buscou parceiros privados, sem uso de recursos municipais;
- Sem ampliação, o Maracanã desponta como favorito para abertura e final;
- Fifa não comentou e ainda não divulgou o calendário; oito cidades sediarão jogos.
Enquanto a escolha do palco da abertura não é oficializada, a disputa entre as cidades-sede permanece aberta, e São Paulo busca mostrar que, mesmo sem a ampliação da arena, tem estrutura e capacidade para receber um evento de escala global.
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