A Seleção de 70 foi a força motivadora que levou Paulo Roberto de Oliveira a buscar uma carreira no futebol. Em participação no programa do ge AC antes do jogo entre Brasil e Marrocos, o ex-lateral-direito recordou como as imagens do tricampeonato, exibidas na televisão do vizinho, acenderam o sonho de sair de Sena Madureira e vestir uma camisa nos campos do Acre e, depois, em clubes locais.
Seleção de 70 e a inspiração que gerou um jogador
Paulo Roberto, que atuou entre 1976 e 1988 por equipes como Rio Branco-AC, Independência e Juventus-AC, explicou que a admiração pela equipe de Zagallo foi decisiva para persistir no futebol mesmo sem referências familiares no esporte. “A Seleção de 70 que me inspirou”, disse ele, lembrando cenas que via apoiado na janela do vizinho, já que não havia televisão em casa.
O relato do ex-lateral também aponta para um contexto social e regional: nas décadas de 1970 e 1980, o acesso a imagens internacionais dependia de vizinhança e de transmissões raras, e para muitos jovens do interior, a seleção brasileira projetava um futuro possível. Essa conexão entre ídolos e trajetórias locais é tema recorrente em matérias sobre a formação de jogadores e o legado do tricampeonato.
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Depois de encerrar a carreira como jogador no Juventus-AC, em 1988, Paulo Roberto trabalhou como treinador e hoje atua como comentarista na Rádio EcoAcre FM. O percurso pessoal dele ilustra o impacto duradouro da Seleção de 70 sobre gerações que viram no futebol uma possibilidade de mobilidade social e profissional.
Do fanatismo clubista ao sonho de jogar
Antes de decidir pela carreira, o ex-jogador conta que era torcedor fanático do Botafogo e colecionava revistas Placar. A admiração pelo clube carioca convivia com a influência maior: as atuações históricas da seleção naquele Mundial. Em conversa com jornalistas do ge AC, Paulo Roberto lembrou como se mudara para Rio Branco próximo ao campo do Vasco-AC, reforçando o contato diário com o jogo.
Para contextualizar o período e a força daquele time na memória coletica, publicações e reportagens sobre a campanha de 1970 mostram personagens e episódios que marcaram o país. Entre as matérias do Guia Esportivo há relatos e homenagens ligadas àquela geração, como a trajetória de jogadores que integraram o Tri (Brito campeão 1970) e as reverências feitas por clubes e pela CBF (CBF e Vasco homenageiam Brito).
Mesmo em regiões distantes dos grandes centros, o efeito cultural daquela seleção foi percebido por clubes e comunidades. Reportagens que relacionam clubes e a formação da Seleção ajudam a entender o vínculo entre times locais e a construção da história do futebol brasileiro (Fluminense e Seleção).
O legado em clubes do Norte e a continuidade
O caso de Paulo Roberto também revela a importância das estruturas regionais no desenvolvimento de atletas. Clubes do Norte, ainda que com limitações, seguem formando jogadores e disputando torneios nacionais; a cobertura sobre as competições mostra esse movimento, como a organização das fases mata-mata da Série D na região (datas dos mata-matas da Série D).
Veja, de forma resumida, por que a Seleção de 70 permanece referência:
- Exemplo técnico e tático que marcou gerações;
- Presença midiática que aproximou o futebol de jovens em regiões remotas;
- Imagem de sucesso coletivo que inspirou trajetórias individuais, como a de Paulo Roberto.
Hoje, como comentarista, Paulo Roberto retoma essas memórias e contribui para manter viva a narrativa do passado, explicando aos ouvintes do Acre como momentos históricos do futebol nacional repercutiram na vida de atletas locais. A Seleção de 70, portanto, funciona tanto como lembrança quanto como catalisador de escolhas profissionais.
Se você tem uma história parecida e quer compartilhar uma memória de Copa, o projeto ‘Minha história de Copa’ pede vídeos de até dois minutos pelo número indicado pela produção local — a iniciativa mantém viva a troca entre gerações e valoriza relatos que ligam o futebol às trajetórias pessoais.
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