O Palmeiras demonstrou insatisfação com decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), apontando que não tem recebido o mesmo tratamento que outros clubes. A avaliação foi destacada pelo repórter Flávio Latif durante o programa De Primeira, do Canal UOL.
Polêmica na punição a Paulinho
O desconforto do clube aumentou significativamente após o STJD reverter uma decisão e punir o jogador Paulinho por um gesto obsceno direcionado à torcida durante a partida contra o Flamengo. Segundo Latif, o Palmeiras percebe contradições na maneira como o tribunal julga os casos, especialmente envolvendo diferentes profissionais do futebol.
“Essa notícia do STJD reverberou muito internamente no Palmeiras. Existe um incômodo muito grande da direção palmeirense com o que aconteceu e ela envolve uma pessoa do STJD, a Mariana Barreira, que é a relatora do caso. Ela que deu o primeiro voto, que convenceu os outros integrantes do STJD a votarem a favor da punição do Paulinho, lembrando que inicialmente ele foi absolvido. Mariana é a mesma pessoa do STJD que negou o efeito suspensivo ao Abel Ferreira quando ele leva aquela punição de seis jogos”, explicou Latif.
Comparações e divergências no tribunal
O comentarista ainda ressaltou que o clube associa a relatora Mariana Barreira a decisões consideradas discrepantes, como a negativa de efeito suspensivo ao técnico Abel Ferreira, vitória considerada inédita no histórico do STJD.
Além disso, o Palmeiras observa diferenças no tratamento de casos semelhantes em outros times. Latif citou o exemplo do treinador Leonardo Jardim, do Flamengo, que, mesmo com alegações contra um árbitro, não teve o efeito suspensivo cancelado no mesmo período. Também destacou punições mais brandas a outros envolvidos.
“Há outras questões e nuances de outros julgamentos que fazem o Palmeiras pensar que ele não está sendo levado da mesma forma do que outros clubes. Nessa mesma leva de julgamentos, o STJD poderia tirar um efeito suspensivo do Leonardo Jardim, que insinuou que o [árbitro] Davi Lacerda favoreceu o Palmeiras no jogo contra o Flamengo, e não aconteceu.”, detalhou Latif.
Um caso citado foi o de Fernando Diniz, que chamou o árbitro Matheus Candançan de “mascarado do c…” e recebeu apenas um jogo de suspensão, enquanto Abel Ferreira foi punido severamente por uma declaração semelhante contra o árbitro Daronco.
Repercussão e expectativa do Palmeiras
O episódio segue repercutindo internamente no clube, que agora observa com atenção as próximas decisões e movimentos do STJD, buscando equidade e transparência nos julgamentos. A percepção de um tratamento desigual tem motivado a direção a questionar a conduta da entidade.
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