Olten Ayres é alvo de uma representação ético-disciplinar no São Paulo por supostas irregularidades envolvendo um veículo do clube que estava à sua disposição. O documento, protocolado por conselheiros e associados, pede a suspensão do dirigente por até 360 dias e solicita ressarcimento por despesas apontadas como prejuízo ao clube.
Olten Ayres e a representação ética no São Paulo
A representação foi encaminhada pelo próprio Olten Ayres à Comissão de Ética do clube, que agora tem a tarefa de verificar se existem elementos suficientes para a abertura formal do processo. Se a Comissão aceitar a representação, o presidente do Conselho terá prazo para apresentar defesa antes que o caso seja levado a voto entre os conselheiros.
Segundo a reportagem original citada no documento, o automóvel ligado ao dirigente teria gerado mais de 171 multas e despesas que, somadas, ultrapassariam a casa dos R$ 100 mil. Os autores da representação pedem que Olten ressarça o São Paulo por eventuais prejuízos financeiros decorrentes do uso do carro.
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Além das questões financeiras, a representação sustenta que o dirigente teria infringido a alínea “q” do artigo 10 do Regimento Interno do clube, que prevê punição para quem “causar dano à imagem do São Paulo no exercício de cargo de poder”. A infração prevê pena entre 90 e 270 dias, e os autores pedem a aplicação de agravante que elevaria a suspensão para até 360 dias.
Como funciona o procedimento
O rito descrito no estatuto prevê três etapas principais: análise preliminar da Comissão de Ética para decidir sobre a abertura de processo, apresentação da defesa pelo acusado e, eventualmente, votação no plenário do Conselho Deliberativo. No caso em questão, a iniciativa partiu de conselheiros e associados, que formalizaram a representação com pedido de suspensão cautelar.
- Análise preliminar pela Comissão de Ética;
- Notificação e prazo para apresentação de defesa pelo dirigente;
- Votação e decisão dos conselheiros em sessão específica.
O pedido entrou em um contexto de turbulência política interna. Olten Ayres já passou por momentos anteriores de contestação: chegou a ser afastado temporariamente da presidência do Conselho para se defender de outra acusação, relacionada a gestão temerária apresentada pelo presidente do clube, Harry Massis. O afastamento cautelar de 120 dias foi rejeitado pelos conselheiros no início do mês, e Olten retornou ao cargo. O mérito daquela denúncia, no entanto, ainda deverá ser apreciado e votado.
As repercussões políticas internas e a visibilidade do caso tornam provável que a Comissão de Ética conduza uma apuração detalhada, inclusive para verificar a existência de eventual comprovação contábil das despesas e se houve falhas em controles administrativos. A transparência do processo é vista por parte dos conselheiros como essencial para resguardar a imagem do clube e a legitimidade das decisões futuras.
A sequência do caso terá impacto direto na rotina do Conselho Deliberativo: uma eventual suspensão de até 360 dias significaria afastamento que pode alterar votações e o equilíbrio político interno do São Paulo. Enquanto a apuração não for concluída, o estatuto garante ao acusado o direito de ampla defesa e contraditório.
Repercussão e contexto esportivo
O episódio também chega em um momento em que o clube enfrenta decisões relevantes dentro do planejamento da temporada. Em paralelo às questões administrativas, o São Paulo tem movimentações no elenco e no mercado — ações que exigem estabilidade nas instâncias deliberativas. Em recentes matérias sobre o time, o clube sinalizou mudanças no elenco e no planejamento de preparação para a temporada, o que reforça a necessidade de resolução célere dos conflitos internos.
Leia também sobre mudanças no plantel e estrutura do clube em reportagens anteriores do Guia Esportivo: o clube liberou jogadores e sinalizou reformulação do elenco, e o tema de governança já esteve em pauta quando o Conselho aprovou voto eletrônico para eleições do clube. Para o trabalho do departamento médico e comissão técnica, veja também o planejamento da intertemporada do São Paulo.
Os próximos passos formais dependem do calendário interno da Comissão de Ética. Caso o órgão decida pela abertura de processo, será estipulado prazo para apresentação de defesa e posterior votação no plenário do Conselho Deliberativo. Até que haja decisão final, a medida mais provável é a condução técnica e documental da apuração.
O desenvolvimento do caso será acompanhado por conselheiros, associados e torcedores, que acompanham de perto os desdobramentos políticos do clube. A forma como o São Paulo conduzirá a apuração e a transparência das decisões será determinante para a reação interna e para a percepção pública sobre a gestão.
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Fechamento: A representação contra Olten Ayres formaliza um novo capítulo de conflito político no São Paulo. A Comissão de Ética terá agora a responsabilidade de avaliar documentos e provas para decidir se o caso vira processo e, em última instância, se o dirigente será suspenso por até 360 dias, conforme solicitado pelos autores da representação.
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