O Remo realizou na quarta-feira, dia 18, uma oficina voltada ao Fair Play Financeiro para capacitar equipes administrativas sobre as novas regras econômicas implantadas pela CBF.
Fair Play Financeiro: objetivo e alcance da oficina
A capacitação teve como foco a aplicação prática das normas e a adaptação dos processos internos do clube. O treinamento foi conduzido por Luciano Peixoto e Gabriele Matesco, representantes da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), criada pela CBF para monitorar, orientar e fiscalizar o cumprimento das novas diretrizes.
No encontro, profissionais das áreas de controle interno, contabilidade, jurídico, financeiro e recursos humanos participaram de sessões destinadas a destrinchar o funcionamento do sistema de controle adotado pela confederação.
Representação do clube e conteúdo apresentado
Representando o presidente Antônio Carlos Teixeira, o diretor de planejamento e gestão Valber Motta acompanhou a oficina. Entre os pontos mostrados ao corpo técnico estiveram o software de controle da CBF, o cronograma de transição para o novo modelo e os principais gargalos operacionais que o Remo deverá superar para atender às metas fiscais.
Segundo os instrutores, o arcabouço regulatório foi inspirado nas regras consolidadas da UEFA e dos principais campeonatos europeus, mas passou por um processo de “tropicalização” para se adequar à realidade brasileira. Essa adaptação busca equilibrar a disciplina fiscal com a especificidade do ambiente do futebol nacional.
Como o Remo pretende implementar o Fair Play Financeiro
A oficina serviu como ponto de partida para a elaboração de um plano de ação. A direção administrativa pretende reforçar rotinas e controlar com mais rigor o fluxo de caixa e a entrega de relatórios fiscais. Entre as medidas anunciadas pelo clube estão:
- Mapeamento dos principais processos financeiros e contábeis;
- Padronização de relatórios para cumprir os requisitos da ANRESF;
- Capacitação contínua das equipes envolvidas no controle econômico;
- Revisão do cronograma orçamentário para adaptar-se ao calendário de transição.
O objetivo declarado é blindar a instituição contra futuras sanções, tanto esportivas quanto financeiras, e promover uma gestão mais profissionalizada e transparente.
Impacto para o dia a dia do clube
Na prática, a adequação ao Fair Play Financeiro tende a afetar procedimentos internos, exigindo maior integração entre setores que tradicionalmente atuam de forma isolada. A presença de representantes do jurídico, da contabilidade e do RH na oficina demonstra a amplitude das mudanças que o clube precisará incorporar.
Além da apresentação teórica, os responsáveis pela ANRESF demonstraram o uso do software de controle, permitindo que os participantes visualizassem o fluxo de informações exigido pelas novas regras e os prazos previstos no cronograma de transição.
Fair Play Financeiro: contexto e próximos passos
O avanço regulatório acompanha uma tendência global de tentar tornar os times mais sustentáveis em termos financeiros. Para clubes como o Remo, a adoção das práticas discutidas na oficina é uma etapa inicial — essencial para evitar desequilíbrios orçamentários e possíveis sanções.
Como próximos passos, a diretoria do Remo disse que irá detalhar um plano interno com prazos, responsáveis e métricas de acompanhamento. A implementação deve incluir testes operacionais do sistema e a formalização dos relatórios exigidos pela ANRESF.
Para acompanhar a rotina do clube e contextos relacionados à temporada e aos atletas, o leitor pode conferir matérias recentes sobre o elenco e a preparação do Remo, como a cobertura sobre o artilheiro Alef Manga, que mantém treinos na folga e projeta o time mais forte (Artilheiro do Remo Alef Manga mantém treinos e projeta time mais forte), a rotina de férias de atletas do clube (Mayk Remo aproveita férias e mantém rotina física) e reportagens sobre movimentações do elenco nas férias (Férias do Remo: Pikachu visita ex-clube e Vitor Bueno joga altinha em NY).
O processo de adaptação ao Fair Play Financeiro não é apenas técnico: exige mudança cultural no trato das finanças e maior disciplina na gestão de contratos e despesas. A oficina da ANRESF fortalece esse caminho ao oferecer orientações práticas e um panorama do que será exigido nas próximas auditorias e fiscalizações.
Conclusão
Ao promover a oficina, o Remo deu um passo formal para alinhar sua administração às novas diretrizes do futebol brasileiro. A adoção das diretrizes do Fair Play Financeiro será acompanhada de perto pela direção e pelos departamentos envolvidos, com a meta de garantir sustentabilidade e maior profissionalização dos processos internos.
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