Ranking do CT 2026 da WSL: temporada começa com mudanças e volta de Pipeline

Yago Dora e o ranking do CT 2026 da WSL no Circuito Mundial de Surfe
Ed Sloane/World Surf League

O ranking do CT 2026 da WSL começa a ser desenhado com uma temporada marcada por mudanças importantes no formato do Circuito Mundial de Surfe. Entre as principais novidades estão o fim das baterias de repescagem, o retorno de Pipeline como etapa decisiva no Havaí e, sobretudo, a definição do campeão novamente pelo sistema de pontos corridos — sem o modelo de Finals que esteve em vigor nos últimos cinco anos.

Com a largada em Bells Beach, na Austrália, e encerramento em dezembro em Pipeline, a edição de 2026 traz também ajustes na estrutura do calendário, no número de atletas e no funcionamento do corte ao longo do ano. A seguir, entenda o que muda, como a temporada será disputada e o que observar na evolução do ranking.

Ranking do CT 2026 da WSL: o que muda na disputa pelo título

A diferença mais relevante de 2026 está na maneira como o campeão mundial será definido. Em vez de um mata-mata final (o antigo Finals), o título volta a ser decidido no modelo tradicional: vence quem terminar o ano na liderança do ranking, somando pontos etapa a etapa.

Na prática, isso significa que cada bateria e cada colocação ao longo da temporada passam a ter peso direto na corrida pelo troféu. O resultado final não dependerá de uma etapa derradeira em formato eliminatório para escolher o campeão.

Principais novidades do formato em 2026

  • Fim das repescagens nas baterias;
  • Pipeline de volta como etapa decisiva do calendário;
  • Sem Finals: campeão definido por pontos corridos;
  • Mais mulheres na elite: 24 surfistas no feminino (em comparação com 18 em 2025);
  • Estrutura com corte e uma pós-temporada com número reduzido de atletas.

Calendário: de Bells Beach a Pipeline

O CT 2026 começa com a etapa de Bells Beach, na Austrália, e termina em dezembro no Havaí, com Pipeline como encerramento do circuito. Ao longo do ano, o ranking será atualizado com a soma de pontos obtidos em cada parada, refletindo de forma contínua o desempenho dos atletas.

As transmissões do Circuito Mundial de Surfe serão feitas ao vivo pelos canais sportv e pelo ge.globo, segundo o planejamento divulgado para a temporada.

Corte e pós-temporada: como funcionam as etapas decisivas

Em 2026, a temporada regular terá nove etapas antes do corte, com 36 homens e 24 mulheres em ação. Após esse período, o circuito entra em uma fase com campo reduzido: na 10ª e 11ª etapas, em Abu Dhabi e Peniche, só competem os 24 melhores do ranking masculino e as 16 melhores do feminino, além de convidados da organização.

Essa é a chamada pós-temporada, um recorte que afunila a disputa e concentra a briga direta pelo título entre quem conseguiu atravessar o corte.

Filipe Toledo em Saquarema na temporada do CT 2026 da WSL
Filipe Toledo em Saquarema em 2025 — Foto: WSL

Pipeline com retorno de todos os atletas

Apesar do corte e da fase com vagas restritas, a etapa de Pipeline terá uma particularidade: todos os surfistas que iniciaram a temporada poderão voltar ao Circuito para competir no Havaí. Esse retorno, porém, não significa que todos estarão na briga pelo título mundial.

Quem não passou do corte poderá disputar o troféu da etapa em Pipeline, mas o título do CT fica necessariamente com atletas que avançaram na temporada e competiram também em Abu Dhabi e Peniche. Dessa forma, Pipeline se mantém como um palco decisivo e simbólico, preservando o peso histórico da onda, ao mesmo tempo em que o campeonato é definido pelo desempenho acumulado.

Brasileiros no CT 2026: dez nomes e uma representante no feminino

O Brasil terá 10 surfistas no CT 2026. No masculino, o time brasileiro será formado por Yago Dora, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Italo Ferreira, João Chianca, Miguel Pupo, Samuel Pupo, Alejo Muniz e Mateus Herdy. No feminino, Luana Silva será a única brasileira na elite em busca do título.

A presença de um grupo numeroso na chave masculina reforça o peso do país na divisão principal, enquanto o feminino segue com representação mais reduzida para 2026.

Saquarema segue no calendário: etapa no Rio em junho

A etapa brasileira do Circuito Mundial está mantida em Saquarema (RJ). O evento na Praia de Itaúna está programado para acontecer de 19 a 27 de junho, como a sexta parada do Tour.

Além de movimentar o ranking do CT 2026 da WSL, Saquarema costuma ser um ponto de grande atenção do público brasileiro e um termômetro importante para a sequência do campeonato, especialmente na aproximação do período que antecede o corte.

O que observar na evolução do ranking ao longo do ano

Com o retorno aos pontos corridos e sem Finals, o cenário tende a valorizar regularidade e gestão de temporada. A cada etapa, o ranking pode mudar de forma significativa, principalmente em um circuito com corte e uma pós-temporada que limita quem segue com chances reais de título.

Entre os pontos que podem influenciar a briga pelo topo do ranking estão:

  • Consistência em chegar às fases finais das etapas;
  • Capacidade de se adaptar a ondas e condições distintas no calendário;
  • Importância de somar pontos antes do corte para não depender de combinações;
  • Peso competitivo das etapas de pós-temporada (Abu Dhabi e Peniche) para quem está na disputa pelo título.

Com essas mudanças, a temporada 2026 promete uma leitura mais direta do campeonato: quem melhor pontuar ao longo do ano levanta o troféu — e o ranking passa a ser o retrato fiel dessa caminhada.

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