Mônaco: carro de Sergio Pérez pega fogo no fim do TL2 e provoca bandeira vermelha

Fogo nos freios do carro de Sergio Pérez durante treino em Mônaco
Fogo nos freios da Cadillac de Sergio Pérez — Foto: Reprodução

O carro de Sergio Pérez pegou fogo nos minutos finais do segundo treino livre do GP de Mônaco, nesta sexta-feira, em Monte Carlo. O mexicano da Cadillac viu fumaça sair dos freios do carro número 11, estacionou na área de escape da Curva do Cassino e, na sequência, as chamas apareceram, interrompendo a atividade.

O incidente ocorreu a cerca de cinco minutos do fim do TL2. Assim que abriu volta, a fumaça se espalhou e o piloto precisou parar o monoposto. A equipe e o próprio Pérez ainda tentaram levar o carro aos boxes, mas não houve tempo nem condições. A direção de prova acionou a bandeira vermelha e, na prática, encerrou o treino.

Pérez demorou alguns instantes para sair do cockpit e chamou os fiscais de pista, que utilizaram extintor para apagar o fogo. Mesmo com a remoção rápida da Cadillac, os demais carros retornaram ao traçado já nos instantes finais e pouco puderam fazer na cronometragem.

Fumaça no carro de Sergio Pérez durante os treinos livres em Mônaco
Fumaça no carro de Sergio Pérez, da Cadillac, nos treinos livres em Mônaco — Foto: Bryn Lennon – Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Antes do problema, o mexicano ocupava posições intermediárias e terminou o TL2 em 18º, a aproximadamente dois segundos do líder Hamilton lidera 2º treino livre do GP de Mônaco. No primeiro treino do dia, ele havia mostrado ritmo mais sólido e fechou em 14º, com um carro que figura entre os dois mais lentos do grid, ao lado da Aston Martin, cenário compatível com o que se viu no treino inaugural do GP de Mônaco.

Entenda o que ocorreu com o carro de Sergio Pérez

De acordo com as imagens da transmissão, o carro de Sergio Pérez começou a soltar fumaça pesada na aproximação do Cassino. Na curva seguinte, o piloto preferiu interromper a volta e buscar a área de escape, procedimento padrão em situações de risco. Os freios dianteiros aparentavam superaquecimento, e as chamas surgiram logo depois.

Com a ajuda dos comissários, o fogo foi contido rapidamente. Ainda assim, o carro de Sergio Pérez foi isolado para resfriamento, enquanto a equipe monitorava os danos à distância. Por segurança, a direção de prova manteve a interrupção até restar cerca de um minuto no relógio, o que inviabilizou voltas representativas.

Detalhes da intervenção na Curva do Cassino

O ponto de fuga na Curva do Cassino costuma ser a alternativa mais segura quando há falhas mecânicas em Mônaco. Além do espaço para manobra, os fiscais ficam posicionados ali com extintores e equipamentos de proteção, o que acelera a resposta. Em situações de fogo nos freios, a recomendação é evitar deslocar o carro para preservar a integridade do sistema e não espalhar detritos, reduzindo o risco de novas faíscas ou danos estruturais.

  • Fato ocorreu a cerca de cinco minutos para o fim do TL2;
  • Piloto parou na área de escape da Curva do Cassino;
  • Fiscais apagaram as chamas com extintor;
  • Bandeira vermelha interrompeu e, na prática, encerrou a sessão;
  • Mexicano finalizou em 18º, a cerca de dois segundos do melhor tempo.
Carro de Sergio Pérez é removido após incêndio nos freios em Mônaco
Carro de Pérez é retirado da pista após pegar fogo — Foto: Manon Cruz/Reuters

Bandeira vermelha e impacto no TL2

A bandeira vermelha ditou o desfecho do treino. Após a remoção do equipamento e a liberação provisória, restou apenas um minuto de pista, insuficiente para aquecer pneus e freios e produzir voltas rápidas. Como consequência, a ordem de tempos permaneceu praticamente inalterada, e equipes migraram imediatamente para a análise de dados e avaliação de danos.

Em meio à preparação para o restante do fim de semana, a prioridade é restabelecer a confiabilidade do conjunto e evitar novas perdas de quilometragem em um circuito que pune qualquer erro. O histórico do evento mostra que ajustes de freio e gerenciamento térmico são decisivos para o acerto em Monte Carlo.

Contexto do fim de semana em Mônaco

As ruas estreitas e de baixa velocidade de Monte Carlo elevam as exigências sobre arrefecimento e gerenciamento de freios. Treinos livres em Mônaco frequentemente têm interrupções por incidentes e bandeiras, o que limita a coleta de dados e força ajustes em janelas curtas. Em termos de programa, a tendência é que equipes priorizem stints curtos, com foco em tração e estabilidade nas zebras.

No TL1, a Ferrari apareceu forte, como registrou o Leclerc lidera Ferrari em treino inaugural do GP de Mônaco; Bortoleto é destaque brasileiro. Para além do desempenho pontual, mudanças no regulamento vêm redesenhando a forma como as equipes encaram o circuito, tema já discutido em análises sobre como o novo regulamento da F1 pode deixar o GP de Mônaco 2026 mais movimentado.

Histórico e relevância do GP de Mônaco

Mônaco é um dos palcos mais tradicionais da Fórmula 1, marcado por vitórias emblemáticas e por sua dificuldade singular de ultrapassagem. A associação entre precisão milimétrica e risco constante faz do traçado um exame anual de concentração para o grid. A história do circuito inclui capítulos que ajudaram a moldar a imagem da categoria, como os momentos inesquecíveis no GP de Mônaco protagonizados por Ayrton Senna.

Segundo relato visual na pista, o carro de Sergio Pérez chegou a avançar lentamente antes de ser estacionado de forma definitiva, medida tomada para preservar a segurança dos demais competidores e dos fiscais. A postura cautelosa contribuiu para que a intervenção fosse rápida e controlada, reduzindo o impacto sobre o restante do cronograma.

Para Pérez e a Cadillac, a prioridade passa por avaliar a extensão dos danos e entender as causas do superaquecimento, garantindo que o equipamento esteja pronto para o TL3 e a classificação. Em provas de rua, a confiabilidade é tão valiosa quanto a velocidade pura, e evitar novas interrupções é crucial para manter o plano de trabalho. Independentemente do desfecho do fim de semana, o episódio serve de alerta para as condições extremas de operação em Monte Carlo. Entender por que o carro de Sergio Pérez entrou em pane nos freios pode orientar escolhas de acerto e ritmo de corrida.

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