Djalma Santos: eleito melhor lateral da Copa de 1958 com só 90 minutos

Djalma Santos em foto histórica
Djalma Santos — Foto: Divulgação / CBF

Djalma Santos entrou em campo apenas uma vez na Copa do Mundo de 1958 — a final contra a Suécia — e, mesmo com apenas 90 minutos disputados, foi apontado como o melhor lateral-direito do torneio, referência que volta a ser lembrada em meio às dúvidas nas laterais da Seleção para 2026.

Djalma Santos e a atuação que entrou para a história

Na Suécia, Djalma Santos começou o Mundial no banco, reserva de De Sordi, e só ganhou a vaga na decisão. Naquele jogo decisivo, com a Seleção vencendo por 5 a 2, ele teve atuação destacada na marcação e na intensidade, desempenho reconhecido pela FIFA ao incluí-lo no chamado “Time dos Sonhos” do torneio.

Zagallo, Djalma Santos, Pelé e companheiros com a Taça Jules Rimet
Zagallo, Djalma Santos, Pelé, Zito, Paulo Machado de Carvalho e a Taça Jules Rimet — Foto: Agência Estado

O reconhecimento não foi apenas uma reação à final: Djalma já era referência naquele ciclo. A FIFA incluiu o nome do jogador entre os defensores do time ideal da Copa de 1958, ao lado dos compatriotas Nilton Santos e Bellini. A imprensa da época também destacou a entrada do lateral na seleção do torneio e sua presença em listas como a da United Press International, que o posicionou no time A entre os 22 melhores atletas da competição.

Do sistema de três zagueiros ao papel moderno de lateral

Formado na Portuguesa, onde passou os primeiros anos da carreira, Djalma desempenhava papel semelhante ao de um zagueiro-direito em um sistema com três defensores, função que evoluiu ao longo das décadas para o lateral moderno. Em 1959 ele se transferiu para o Palmeiras, clube no qual consolidou a trajetória vencedora e conquistou títulos importantes com a camisa alviverde.

O legado de Djalma Santos transcende um único jogo: a presença dele no “Time dos Sonhos” em três Copas (1954, 1958 e 1962) e a escolha da FIFA como melhor lateral-direito do século XX ilustram a dimensão histórica de sua carreira.

Seleção da Copa de 1958 conforme a UPI
Seleção da Copa de 1958 conforme a UPI — Foto: Folha de São Paulo/Acervo

Relação com o momento atual da Seleção

Na véspera da Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira lida com incertezas nas laterais após lesões de Éder Militão e Wesley. Hoje, nomes como Danilo e Ibañez disputam a vaga à direita, enquanto Alex Sandro e Douglas Santos brigam pela posição na esquerda. A lembrança da escolha de Djalma Santos em 1958 serve como referência histórica num momento em que a comissão técnica precisa decidir alternativas e ajustar o desenho tático.

Além de recordar a trajetória individual de Djalma, o episódio evidencia como decisões pontuais — uma mudança forçada por lesão, uma troca de jogadores — podem alterar o rumo de uma Copa e eternizar atuações.

O que ficou registrado

  • Um jogo: atuação decisiva de 90 minutos na final de 1958;
  • Reconhecimento: inclusão no Time dos Sonhos da FIFA e menções da imprensa internacional;
  • Carreira de clube: passagem marcante por Portuguesa e sucesso no Palmeiras;
  • Legado: eleito o melhor lateral-direito do Século XX pela FIFA.

Histórias como a de Djalma Santos aparecem em diferentes recortes do futebol brasileiro. Para quem pesquisa a participação de jogadores nacionais em Mundiais, há textos sobre outros protagonistas e contextos históricos, como a trajetória de zagueiros campeões em 1970 e levantamentos sobre estreias de anfitriões em Copas — matérias que ajudam a entender padrões e exceções nas atuações em Mundiais. Entre os conteúdos disponíveis no Guia Esportivo estão textos sobre Brito, campeão em 1970, análises sobre a estreia de anfitriões nas Copas e retrospectos de jogadores de clubes nacionais em Copas, como a seleção de atletas do Corinthians em Mundiais.

O resgate da história não apaga as diferenças entre eras: a função de lateral e as demandas táticas mudaram muito desde 1958. Ainda assim, atuações decisivas em momentos-chave continuam capazes de fixar o nome de um atleta na memória coletiva do futebol.

O Brasil estreia na Copa do Mundo de 2026 contra o Marrocos, com partida marcada para às 19h no Estádio de Nova York/Nova Jersey, transmitida pela TV Globo, sportv e globoplay — cenário atual que devolve ao debate a importância de alternativas confiáveis nas laterais.

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