A escola brasileira no Marrocos começou a ser mostrada por um clube carioca há sete décadas: em 1956 a Portuguesa da Ilha do Governador realizou uma excursão ao país pouco depois da independência marroquina e deixou marca histórica que será relembrada no duelo Brasil x Marrocos da Copa do Mundo.
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O Brasil estreia na Copa do Mundo neste sábado, às 19h (de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, enfrentando Marrocos. A partida terá transmissão da TV Globo, e o ge acompanha em tempo real. No retrospecto entre as seleções, são três duelos: vitórias brasileiras em 1997 e 1998 e triunfo marroquino em 2023 — mas a história que remonta a 1956 mostra que foi um clube carioca o primeiro a levar a escola brasileira no Marrocos ao país.
Escola brasileira no Marrocos: como aconteceu em 1956
A visita da Portuguesa-RJ ocorreu logo após a independência do Marrocos, em março de 1956. Naquele período o clube havia ficado de fora da fase final do Campeonato Carioca de 1955 e realizava apenas a segunda excursão internacional de sua trajetória. A primeira parada foi contra um combinado local formado pelo Wydad Casablanca e pelo Atlético Racing, com vitória brasileira por 2 a 1.
Depois desse amistoso, foi organizada uma partida festiva contra a seleção do Marrocos na cidade de Casablanca, com a presença do príncipe Mulay Hassan. Conforme registros de época e pesquisas do historiador do clube, Fabiano Gouvea, a Portuguesa-RJ virou o jogo e venceu por 6 a 2 — placar que segue como motivo de orgulho para a instituição.
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Os autores dos gols da goleada não foram registrados nas publicações consultadas, mas o resultado e a simbologia do encontro ficaram documentados no acervo do clube e na imprensa da época. “Foi um momento muito simbólico. A Portuguesa representou o futebol brasileiro em um país que estava iniciando uma nova etapa da sua história”, disse o historiador Fabiano Gouvea sobre a excursão.
Quem estava em campo na excursão
Alguns nomes daquela equipe de 1956 foram preservados pelo clube e pelo acervo histórico. Entre os destaques estavam:
- Neca — meia que também atuou por Botafogo e Flamengo;
- Henrique — zagueiro que seria campeão brasileiro pelo Bahia três anos depois;
- Perinho, Joel, Guilherme e outros atletas que integraram a delegação.
A importância esportiva do episódio vai além do placar: a Portuguesa-RJ foi o primeiro clube brasileiro a disputar uma partida no Marrocos, deixando um registro de intercâmbio futebolístico que liga as duas nações décadas antes dos confrontos oficiais entre suas seleções.
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Hoje, a Portuguesa-RJ preserva essa memória e pretende fazer da sua sede no Luso-Brasileiro um ponto de encontro para torcedores durante a Copa: haverá telão aberto ao público para os jogos do Brasil e também para as partidas de Portugal, uma iniciativa que aproxima o passado histórico do clube com a rotina do futebol contemporâneo.
Ao comentar a iniciativa, o presidente Marcelo Barros afirmou: “A Portuguesa possui uma história riquíssima e que muitas vezes surpreende até os próprios torcedores. Esse jogo faz parte do legado que construímos ao longo de mais de um século.”
Repercussão e contexto atual
Enquanto o time canarinho entra em campo diante do Marrocos, a lembrança daquela excursão de 1956 evidencia como clubes menores também foram agentes de difusão do futebol brasileiro no exterior. A presença do príncipe Mulay Hassan no amistoso e a vitória por 6 a 2 viraram capítulos do arquivo histórico da Portuguesa que hoje são resgatados em dias de Copa.
Além do caráter histórico, a cobertura contemporânea conecta a história ao presente: a partida entre Brasil e Marrocos na Copa tem cobertura ao vivo e interesse estratégico para jogos futuros do torneio. Para quem quiser acompanhar também as movimentações das seleções europeias nas vésperas do Mundial, a chegada das delegações aos Estados Unidos tem sido tema de reportagens recentes, como a da cobertura sobre a seleção de Portugal chegando aos Estados Unidos e a análise do elenco português com jogadores do PSG que fortalecem o time em 2026 (Quarteto do PSG dá força à seleção portuguesa).
Mesmo clubes com trajetórias menos conhecidas, como as que aparecem em reportagens de base do futebol nacional, mantêm histórias que cruzam gerações e continentes. A memória da excursão da Portuguesa-RJ segue viva e será celebrada com exibição dos jogos no Luso-Brasileiro — um elo entre o passado e a Copa atual.
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