A um ano da Copa do Mundo Feminina, Porto Alegre intensifica o planejamento para receber partidas do torneio e foca em deixar um legado estruturado para o futebol feminino da região.
Copa do Mundo Feminina: legado e preparativos em Porto Alegre
A cidade já trabalha para ampliar sua participação no calendário de jogos e espera a definição da Fifa sobre as seleções que atuarão nos estádios gaúchos. Enquanto as confirmações oficiais ficam para o sorteio no fim do ano, autoridades locais detalham projetos que vão além das quatro linhas.
Débora Garcia, secretária extraordinária da Copa do Mundo feminina em Porto Alegre, explicou os objetivos no primeiro videocast do ge RS. Entre as metas está a transformação da experiência do torcedor e a criação de infraestrutura para a prática do futebol por meninas e jovens.
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Estádio e número de partidas
Hoje, a previsão é de que o Beira-Rio receba ao menos seis partidas. A gestão local busca ampliar essa participação e tentar alojar jogos de fases decisivas. Para questões práticas e obras de preparação, a prefeitura e o clube seguem em articulação — inclusive com iniciativas específicas para o gramado e a infraestrutura do entorno.
O preparo do estádio ganhou atenção em reportagens locais sobre intervenções no Beira-Rio, que detalham trocas de gramado e outras ações de adequação para o torneio: preparar o Beira-Rio para a Copa do Mundo Feminina.
Projetos de legado
Além das partidas, a organização em Porto Alegre prioriza medidas de legado. Entre as propostas anunciadas estão a criação de núcleos de futebol feminino na capital e região e um possível projeto de um estádio exclusivo para a modalidade — que dependeria de articulação financeira com clubes e parceiros privados.
- Criação de cinco núcleos para meninas de 6 a 17 anos, com material e formação técnica;
- Oficinas e campeonatos regionais para fomentar a base;
- Estudo para viabilidade de um estádio voltado ao futebol feminino em parceria com clubes locais.
Débora reconheceu os desafios financeiros para a construção de um novo estádio e citou conversas previstas com Grêmio e Internacional para avaliar possibilidades. O diálogo com clubes e iniciativa privada será determinante para a viabilidade dos projetos.
Caminho das Gurias e mobilidade
Uma das propostas mais simbólicas é a recriação do antigo “Caminho do Gol” de 2014, desta vez adaptado como “Caminho das Gurias”. A ideia é ligar o centro de Porto Alegre ao Beira-Rio com atividades culturais, serviços e ambientação temática que valorizem a experiência do público.
Para garantir bom fluxo de torcedores, a coordenação do evento recorre à equipe que trabalhou na mobilidade urbana em 2014, considerada referência. O objetivo é integrar transporte, sinalização e programação de rua de forma a facilitar o deslocamento e ampliar a experiência de festa em dias de jogo.
Expectativa por seleções e sorteio
A escolha das seleções que atuarão em Porto Alegre só será conhecida no sorteio oficial, marcado para dezembro. Entre os desejos da organização estão potências como Estados Unidos e Espanha, além da seleção brasileira em partidas que possam mobilizar a torcida local.
Outras capitais também formalizam movimentos para garantir jogos e investir em infraestrutura. Houve relatórios e pedidos oficiais de cidades interessadas em abrigar partidas, como o pedido de São Paulo para abrir o torneio: pedido de São Paulo para abrir a Copa do Mundo Feminina. Além disso, está em curso um amplo programa de melhorias em estádios pelo país, com cases como a proposta de gramado e adequações na Arena Fonte Nova: obra na Arena Fonte Nova.
Organização e calendário
Mesmo sem todas as datas e confrontos definidos, a prefeitura já organiza logística de transporte, segurança e atendimento ao público, e firma parcerias com clubes e órgãos estaduais. O planejamento busca conciliar o calendário local com o fluxo esperado de visitantes, delegações e imprensa.
O torneio tem início previsto para 24 de junho de 2027, e até lá Porto Alegre intensificará reuniões internas e com a Fifa para consolidar cronogramas, demandas técnicas e as garantias que possam viabilizar os projetos de legado.
Fechamento
A um ano do evento, a cidade trabalha para transformar a presença da Copa em oportunidades concretas para o futebol feminino. Entre obras, núcleos de formação e a recriação do “Caminho das Gurias”, a expectativa é que a Copa do Mundo Feminina deixe marcas permanentes na capital gaúcha.
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