Matheus Cunha surfa onda do protagonismo e se consolida com a 9 na Copa

Matheus Cunha comemorando gol com gesto de surf
Matheus Cunha em Brasil x Haiti — Foto: REUTERS/Dylan Martinez

Dois gols, camisa 9 às costas e uma comemoração que virou marca pessoal: Matheus Cunha teve papel decisivo na vitória por 3 a 0 da Seleção sobre o Haiti e ganhou espaço como principal referência ofensiva do Brasil na Copa do Mundo.

Matheus Cunha e o surf: celebração e escape fora dos gramados

A comemoração imitando o ato de pegar uma onda virou imagem da noite na Filadélfia. Surfar é um dos hobbys preferidos de Matheus Cunha, hábito que ele levou das férias em Baía Formosa (RN) até as piscinas de ondas em Bristol, na Inglaterra, e que usa para descompressão entre partidas.

Matheus Cunha surfando em piscina de ondas
Matheus Cunha surfa em piscina de ondas na Inglaterra — Foto: Arquivo Pessoal

Origem e conexão com Ítalo Ferreira

Natural de João Pessoa (PB), Matheus Cunha começou no surfe em uma temporada de lazer no Rio Grande do Norte, onde conheceu o campeão Ítalo Ferreira. Desde então, afirma usar o esporte como válvula de escape para recarregar energias e chegar mais leve aos compromissos com clubes e seleção.

O vínculo entre esporte aquático e futebol aparece também em episódios da carreira: os dois dividiram momentos importantes, e Ítalo chegou a celebrar os gols do atacante e prometer uma bateria nas piscinas de ondas.

Da formação ao protagonismo com a 9

Em campo, Matheus Cunha foi a escolha para trazer mobilidade e profundidade ao ataque no triunfo sobre o Haiti. Segundo o apurado, a escolha de Carlo Ancelotti para dar mobilidade e abrir caminhos ofensivos foi determinante para a atuação destacada do camisa 9.

A trajetória do jogador tem capítulos que ajudam a entender sua ascensão: formado no Coritiba, Cunha percorreu caminho até a Europa e teve passagens que moldaram seu estilo. Para contextualizar a origem do atacante, veja reportagem sobre sua formação no Coritiba e a infância no Couto Pereira: formação no Coritiba.

Desde a primeira convocação, em setembro de 2021, já são 25 jogos e três gols pela Seleção, dados que acompanham a evolução do atleta em torneios e eliminatórias.

Temporada de clubes e valor de mercado

A versão surfista dos gramados começou a ganhar forma na temporada 2024/25, ainda pelos Wolves: após marcar 18 gols e distribuir seis assistências, Cunha foi negociado por R$ 480 milhões ao Manchester United, em contrato até 2030. Na sequência, registrou dez gols e duas assistências na Premier League em sua primeira temporada pelo novo clube, segundo o apurado.

  • 18 gols e 6 assistências em 2024/25 pelo Wolves;
  • Transferência para o Manchester United por R$ 480 milhões;
  • 10 gols e 2 assistências na primeira temporada com a camisa do United.

Matheus Cunha: decisivo na Copa e foco no próximo jogo

Na estreia do time, após perder a vaga para Igor Thiago contra o Marrocos, o atacante teve uma noite especial na Filadélfia. Além dos gols, foi elogiado pela versatilidade e pela atitude dentro do setor ofensivo, fatores que o colocam em posição de protagonismo para as próximas partidas.

A comemoração de surf foi aplicada pela primeira vez diante do Haiti; em outro momento da trajetória recente, Cunha correu para colocar a bola no meio de campo após o gol na derrota por 4 a 1 para a Argentina, em março de 2025, gesto que também ganhou repercussão nas redes.

O impacto fora do gramado também foi ressaltado por familiares: relatos sobre a emoção dos pais após os gols podem ser conferidos em reportagem publicada recentemente, com reações do entorno do jogador: pais emocionados.

Com quatro pontos e saldo de três gols, o Brasil volta a campo na próxima terça-feira para encarar a Escócia, às 19h (de Brasília), em Miami. O time precisa vencer para buscar a liderança do Grupo C, dependendo ainda do confronto entre Marrocos e Haiti para superar o saldo.

Por que o surfe importa para o jogo

O próprio jogador associa a prática ao rendimento: segundo relatos, o surfe permite descarregar tensões, recarregar energias e manter a tranquilidade necessária para a rotina intensa de um atleta de alto nível. Entre os efeitos citados, destacam-se:

  • redução do estresse e aumento do foco;
  • recuperação mental entre jogos e viagens;
  • comemoração que reforça identidade e visibilidade na Copa.

O registro da vitória e dos momentos de comemoração gerou reações no estádio e fora dele — inclusive com episódios marcantes como a música do pentacampeonato tocando após o triunfo brasileiro, fato relatado pela cobertura local: música do penta no estádio.

“Levo o surf também pro campo em minhas comemorações. Considero o surf um momento de preparo para estar no meu melhor em campo”, disse o jogador em declaração sobre a relação entre esporte e performance.

Mesmo mantendo a descrição fiel dos acontecimentos, a trajetória de Matheus Cunha nesta Copa segue em aberto: cenário de confronto direto e pressões de resultado tornam cada partida decisiva para o destino da Seleção na fase de grupos.

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