A Lei Vini Jr foi aplicada na Copa do Mundo quando o meia Miguel Almirón, do Paraguai, recebeu cartão vermelho por colocar a mão na boca durante uma confusão com adversários, lance revisado pelo VAR que resultou na expulsão.
Lei Vini Jr e o cartão vermelho a Almirón
No jogo entre Turquia e Paraguai, válido pela segunda rodada da fase de grupos, Almirón foi protagonista de um episódio que ativou a nova determinação da Fifa contra manifestações que possam ser interpretadas como discriminatórias: o jogador tampou a boca ao discutir com um oponente, atitude proibida no Mundial. O árbitro inicialmente não marcou a infração em campo, mas o VAR recomendou a intervenção e o cartão vermelho foi aplicado.
Não foi a única intervenção disciplinar envolvendo o paraguaio no torneio. Na primeira rodada, contra os Estados Unidos, um lance inicialmente punido com cartão amarelo para o adversário terminou em advertência para Almirón por simulação, após revisão do vídeo-árbitro — outro exemplo de como o protocolo de revisão permanece ativo mesmo depois do reinício do jogo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2025/2/f/QJBaWaRASK9aBmYn09Vg/gettyimages-2218835525.jpg)
Contexto e origem da regra
A mudança que proíbe jogadores de tamparem a boca durante discussões ganhou força após casos que vieram à tona em competições continentais. No começo do ano, pela Liga dos Campeões, Vinícius Júnior e Kylian Mbappé acusaram o jogador Prestianni, do Benfica, de racismo após episódio no Estádio da Luz. A investigação resultou em suspensão de seis jogos para o atleta — um dos episódios citados pela Fifa ao definir novas medidas de combate a atitudes discriminatórias.
Desde então, a expressão informal Lei Vini Jr passou a ser usada pela imprensa e por torcedores para descrever o conjunto de intervenções disciplinares que permitem à arbitragem punir condutas relacionadas a ofensas e encobertamento de boca, com apoio do VAR.
Como o protocolo tem sido aplicado
O caso de Almirón mostra dois pontos centrais do protocolo adotado na Copa: a revisão de cartões mesmo após o reinício do jogo e a ampliação das condutas passíveis de expulsão. Em campo, o árbitro pode não perceber todas as ações, mas o VAR atua como elemento corretivo quando há imagem clara do ato.
O Brasil e outras seleções acompanharam de perto essas aplicações. Para leitura relacionada com consequências disciplinares recentes no Mundial, veja a reportagem sobre a expulsão de Almirón publicada no nosso site e outras coberturas sobre o tema.
Leituras recomendadas: reportagem sobre a expulsão de Almirón, análise sobre a eliminação da Turquia com decisões disciplinares neste texto e registro de advertência rápida em outra partida sobre o amarelamento de Eren Elmali.
Regras implementadas na Copa
Além da proibição de tampar a boca, a Fifa introduziu medidas para acelerar o jogo e reduzir simulações e perdas de tempo. Entre as principais mudanças estão:
- Cinco segundos para cobrança de lateral: o árbitro fará contagem visual quando identificar atraso deliberado; se esgotar, a posse passa para o adversário.
- Cinco segundos para cobrança de tiro de meta: o mesmo procedimento do lateral; o não cumprimento transforma o lance em escanteio para o adversário.
- Dez segundos para saída do substituído: o jogador substituído terá 10 segundos para deixar o gramado; atraso penaliza o time com a entrada do substituto apenas após um minuto e com o time reduzido nesse período.
- Um minuto fora de campo em caso de atendimento médico: ao retornar, o jogador deverá aguardar pelo menos 60 segundos, evitando o uso do atendimento como artifício para fazer cera.
Essas medidas foram pensadas para acelerar o ritmo das partidas e reduzir a manipulação do tempo por parte de atletas e equipes. A aplicação prática nas primeiras rodadas da Copa já trouxe decisões que ganharam destaque na imprensa e nas redes sociais.
Impacto e repercussão
O episódio com Almirón reacendeu o debate sobre limites de conduta em campo e o papel do VAR na aplicação das regras. Para torcedores e analistas, a rapidez da revisão e a clareza das imagens são elementos que aumentam a confiança no sistema disciplinar, mas também levantam discussões sobre a margem de interpretação dos árbitros.
Especialistas em arbitragem destacam que, quando há imagens inequívocas de conduta proibida, como tampar a boca em contexto de acusação, a punição tende a ser automática. Ainda assim, a adoção consistente das regras dependerá da uniformidade de aplicação em todas as partidas do torneio.
Ao registrar e explicar essas alterações, a cobertura esportiva busca oferecer contexto sem extrapolar os fatos: Almirón recebeu amarelo por simulação em uma partida e, posteriormente, foi expulso por mão na boca após revisão do VAR, ilustrações de como a nova normativa já está em vigor.
Para acompanhar mais reportagens sobre decisões disciplinares e a evolução das regras durante o Mundial, siga a cobertura do Guia Esportivo.
Para acompanhar mais notícias e bastidores do esporte, siga o Guia Esportivo no Instagram.
Fechamento: as mudanças implantadas pela Fifa entraram em prática de forma imediata na Copa e têm impacto direto na rotina de jogadores e árbitros. O caso de Almirón é o primeiro a ilustrar, em campo, a aplicação da chamada Lei Vini Jr, com consequências disciplinares claras.
3 visualizações



