Lei Vini Jr é aplicada: Almirón é expulso por mão na boca

Almirón em lance que acionou Lei Vini Jr
Almirón em Turquia x Paraguai — Foto: Reprodução/sportv

A Lei Vini Jr foi aplicada na Copa do Mundo quando o meia Miguel Almirón, do Paraguai, recebeu cartão vermelho por colocar a mão na boca durante uma confusão com adversários, lance revisado pelo VAR que resultou na expulsão.

Lei Vini Jr e o cartão vermelho a Almirón

No jogo entre Turquia e Paraguai, válido pela segunda rodada da fase de grupos, Almirón foi protagonista de um episódio que ativou a nova determinação da Fifa contra manifestações que possam ser interpretadas como discriminatórias: o jogador tampou a boca ao discutir com um oponente, atitude proibida no Mundial. O árbitro inicialmente não marcou a infração em campo, mas o VAR recomendou a intervenção e o cartão vermelho foi aplicado.

Não foi a única intervenção disciplinar envolvendo o paraguaio no torneio. Na primeira rodada, contra os Estados Unidos, um lance inicialmente punido com cartão amarelo para o adversário terminou em advertência para Almirón por simulação, após revisão do vídeo-árbitro — outro exemplo de como o protocolo de revisão permanece ativo mesmo depois do reinício do jogo.

Alisson em lance registrado na Copa
Alisson em Equador x Brasil — Foto: Franklin Jacome/Getty Images

Contexto e origem da regra

A mudança que proíbe jogadores de tamparem a boca durante discussões ganhou força após casos que vieram à tona em competições continentais. No começo do ano, pela Liga dos Campeões, Vinícius Júnior e Kylian Mbappé acusaram o jogador Prestianni, do Benfica, de racismo após episódio no Estádio da Luz. A investigação resultou em suspensão de seis jogos para o atleta — um dos episódios citados pela Fifa ao definir novas medidas de combate a atitudes discriminatórias.

Desde então, a expressão informal Lei Vini Jr passou a ser usada pela imprensa e por torcedores para descrever o conjunto de intervenções disciplinares que permitem à arbitragem punir condutas relacionadas a ofensas e encobertamento de boca, com apoio do VAR.

Como o protocolo tem sido aplicado

O caso de Almirón mostra dois pontos centrais do protocolo adotado na Copa: a revisão de cartões mesmo após o reinício do jogo e a ampliação das condutas passíveis de expulsão. Em campo, o árbitro pode não perceber todas as ações, mas o VAR atua como elemento corretivo quando há imagem clara do ato.

O Brasil e outras seleções acompanharam de perto essas aplicações. Para leitura relacionada com consequências disciplinares recentes no Mundial, veja a reportagem sobre a expulsão de Almirón publicada no nosso site e outras coberturas sobre o tema.

Leituras recomendadas: reportagem sobre a expulsão de Almirón, análise sobre a eliminação da Turquia com decisões disciplinares neste texto e registro de advertência rápida em outra partida sobre o amarelamento de Eren Elmali.

Regras implementadas na Copa

Além da proibição de tampar a boca, a Fifa introduziu medidas para acelerar o jogo e reduzir simulações e perdas de tempo. Entre as principais mudanças estão:

  • Cinco segundos para cobrança de lateral: o árbitro fará contagem visual quando identificar atraso deliberado; se esgotar, a posse passa para o adversário.
  • Cinco segundos para cobrança de tiro de meta: o mesmo procedimento do lateral; o não cumprimento transforma o lance em escanteio para o adversário.
  • Dez segundos para saída do substituído: o jogador substituído terá 10 segundos para deixar o gramado; atraso penaliza o time com a entrada do substituto apenas após um minuto e com o time reduzido nesse período.
  • Um minuto fora de campo em caso de atendimento médico: ao retornar, o jogador deverá aguardar pelo menos 60 segundos, evitando o uso do atendimento como artifício para fazer cera.

Essas medidas foram pensadas para acelerar o ritmo das partidas e reduzir a manipulação do tempo por parte de atletas e equipes. A aplicação prática nas primeiras rodadas da Copa já trouxe decisões que ganharam destaque na imprensa e nas redes sociais.

Impacto e repercussão

O episódio com Almirón reacendeu o debate sobre limites de conduta em campo e o papel do VAR na aplicação das regras. Para torcedores e analistas, a rapidez da revisão e a clareza das imagens são elementos que aumentam a confiança no sistema disciplinar, mas também levantam discussões sobre a margem de interpretação dos árbitros.

Especialistas em arbitragem destacam que, quando há imagens inequívocas de conduta proibida, como tampar a boca em contexto de acusação, a punição tende a ser automática. Ainda assim, a adoção consistente das regras dependerá da uniformidade de aplicação em todas as partidas do torneio.

Ao registrar e explicar essas alterações, a cobertura esportiva busca oferecer contexto sem extrapolar os fatos: Almirón recebeu amarelo por simulação em uma partida e, posteriormente, foi expulso por mão na boca após revisão do VAR, ilustrações de como a nova normativa já está em vigor.

Para acompanhar mais reportagens sobre decisões disciplinares e a evolução das regras durante o Mundial, siga a cobertura do Guia Esportivo.

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Fechamento: as mudanças implantadas pela Fifa entraram em prática de forma imediata na Copa e têm impacto direto na rotina de jogadores e árbitros. O caso de Almirón é o primeiro a ilustrar, em campo, a aplicação da chamada Lei Vini Jr, com consequências disciplinares claras.

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