Rodrigo G2 MSI falou sobre a derrota por 3-0 para a Hanwha Life Esports e destacou que “o mais importante é não desacreditar” como mecanismo para seguir na competição.
Rodrigo G2 MSI
A derrota da G2 para a Hanwha Life Esports deixou claro que, além dos aspectos táticos, o trabalho mental e a confiança são determinantes. Em entrevista exclusiva ao Mais Esports, o analista Rodrigo explicou que, após um revés tão contundente, a prioridade é manter a preparação e a autoestima do grupo para a sequência do MSI 2026.
Análise dos drafts e do primeiro jogo
No papo com a equipe de reportagem, Rodrigo detalhou a leitura do draft do jogo 1: a Hanwha costuma apostar em magos no bot e a G2 tentou explorar respostas específicas, mantendo opções abertas contra picks como Ziggs. Segundo o analista, havia intenção de forçar composições de front-to-back, com nomes como Warwick, Seraphine e Ryze, mas a execução no palco não acompanhou a proposta tática.
Rodrigo também apontou problemas de entrosamento entre jungle e suporte no primeiro mapa, citando que nem sempre Labrov e SkewMond estavam sincronizados nas jogadas, o que permitiu que o adversário capitalizasse. O relato não altera os fatos conhecidos: a G2 perdeu por 3-0 e o foco agora é aprender e ajustar.

No segundo e terceiro jogos, a G2 tentou retomar sua identidade com picks já conhecidos do elenco — incluindo escolhas menos convencionais, como Anivia top blind —, mas a Hanwha soube tirar proveito das oportunidades. Para quem acompanha a trajetória recente da equipe, histórias de recuperação não são inéditas; a própria G2 já viveu momentos de virada nesta temporada, como registrou cobertura anterior sobre a virada da G2 contra a TES.
Pontos destacados por Rodrigo
- Manter a confiança do elenco mesmo após derrotas pesadas;
- Consertar a sincronia entre jungle e suporte, apontada como fragilidade no jogo 1;
- Avaliar o que funciona no stage versus scrim e traduzir isso para performance;
- Valorizar o aprendizado tático sem desacreditar do trabalho já realizado — como reforça a fala de Rodrigo G2 MSI.
Rodrigo também comentou sobre a relação com outras equipes e o calendário de treinos: a G2 não treinou com a FURIA durante o torneio por incompatibilidade de horários, embora tenha tido scrims com outros times que estavam em bootcamp no local.
Na entrevista, o analista falou ainda sobre objetivos pessoais e coletivos: existe desejo de enfrentar a T1, por sua história e desafio, enquanto partidas contra equipes como LYON são encaradas com foco competitivo, não com um pedido de revanche. A abordagem pragmática e o foco na preparação aparecem como guia para a sequência da lower bracket.
Parte da conversa também abordou a presença de Rodrigo fora do banco, com a produção de vlogs e conteúdo para fãs. Ele afirmou que a criação de material de entretenimento é uma atividade complementar, que não deve prejudicar o foco na competição, mas que ajuda a aproximar jogadores e torcida.
O que esperar na sequência
Com a eliminação da fase inicial após o 3-0, a G2 precisará mostrar capacidade de reação nos próximos embates. Rodrigo mencionou que a sample size da equipe contra elencos asiáticos é grande, o que alimenta confiança. Ainda assim, o analista destacou que, para que a confiança se mantenha, é fundamental capitalizar os treinos e converter as soluções treinadas em desempenho no palco.
A cobertura do MSI 2026 continua, com atenção a partidas-chave e à evolução das equipes europeias frente aos rivais de outras regiões. Para quem busca contexto adicional sobre os bastidores e movimentações no elenco, há matérias relacionadas sobre mudanças técnicas na G2, como a entrada de Perkz no staff (Perkz na G2 é oficializado) e momentos decisivos do torneio, incluindo a participação de Caps (G2 Caps pentakill).
Em resumo, a mensagem central da entrevista é prática e direta: após a derrota por 3-0, trabalhar a preparação, manter a confiança e evitar a descrença são passos essenciais para recuperar o rendimento. O conselho resume a postura que a equipe pretende adotar nos próximos jogos.
Fechamento: a G2 agora volta suas atenções para a lower bracket e para os ajustes internos. Acompanhar a resposta do elenco ao plano de trabalho e à filosofia que Rodrigo enfatizou — sempre com foco em não desacreditar — será determinante para as próximas partidas do torneio.
1 visualizações



