O Ministério Público apresentou denúncia contra Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, envolvendo o caso dos materiais esportivos fornecidos pela Nike.
Denúncia detalhada do Ministério Público
O promotor Cássio Conserino acusou Armando Mendonça por apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo.
A denúncia foi elaborada com base em um relatório da Polícia Civil, que concluiu pela inexistência de crime, mas o Ministério Público adotou um entendimento divergente. O promotor também apoiou-se em uma auditoria interna do Corinthians e realizou investigações adicionais, incluindo testemunhos e documentos que não foram considerados pela Polícia Civil.
Implicações judiciais e medidas cautelares
Com a apresentação da denúncia, caberá à Justiça decidir se aceita ou rejeita o processo. Se aceita, Armando se tornará réu e o processo criminal terá andamento.
Além disso, o Ministério Público solicitou medidas cautelares, como suspensão temporária de Mendonça do quadro de associados do Corinthians, proibição de frequentar o clube durante a ação penal, restrições de contato com dirigentes, comparecimento periódico em juízo, proibição de saída da cidade e recolhimento domiciliar em horários determinados.
Auditoria interna do Corinthians aponta irregularidades
Uma auditoria interna conduzida pelo diretor de Tecnologia Marcelo Munhoes, a pedido do presidente Osmar Stabile, revelou várias irregularidades na gestão dos materiais esportivos da Nike.
O relatório indicou que o vice-presidente Armando Mendonça estava envolvido em práticas irregulares, como a retirada direta de itens sem registros formais ou autorização.
Enquanto isso, equipes das categorias de base e outros esportes enfrentam a falta ou precária condição dos uniformes fornecidos pelo clube.
Posição de Armando Mendonça
Armando negou as acusações e alegou que o descontrole na retirada dos materiais ocorreu durante a gestão anterior de Augusto Melo. Segundo ele, a atual administração já teria feito correções e destacou falhas no relatório da auditoria.
Próximos passos
O caso continua sob avaliação judicial, e o ge tentou contato com o vice-presidente para comentários, sem sucesso até a atualização desta reportagem.


