Alexandre Mattos no Santos: três técnicos e 17 contratações em um ano

Alexandre Mattos no Santos durante apresentação e gestão
Alexandre Mattos, diretor do Santos — Foto: Raul Baretta/ Santos FC

Alexandre Mattos no Santos completa um ano de gestão no dia 5 e o balanço reúne três treinadores e 17 contratações, entre aquisições, empréstimos e atletas com obrigação de compra.

Alexandre Mattos no Santos: o que mudou em 12 meses

Desde a chegada do executivo, o Santos passou por três comandos técnicos: Cleber Xavier, Juan Pablo Vojvoda e Cuca. No mercado, foram anunciadas 17 movimentações formais para reforçar o elenco, em uma janela marcada por acertos, insucessos e contratações que se tornaram caso de torcida.

Brahimi no Santos - Alexandre Mattos no Santos
Brahimi durante treino do Santos — Foto: Raul Baretta/ Santos FC

Treinadores e sequência

Cleber Xavier estava no clube quando Mattos foi anunciado e teve apenas oito jogos sob o novo comando executivo: quatro vitórias, um empate e três derrotas. O técnico foi demitido no vestiário após a goleada para o Vasco, em 17 de agosto. Em seguida, o interino Matheus Bachi dirigiu o time por uma partida antes da contratação do argentino Juan Pablo Vojvoda.

Vojvoda comandou o Santos em 34 partidas, com dez vitórias, 14 empates e dez derrotas — um aproveitamento de 42% — e deixou o cargo semanas depois da chegada do zagueiro Lucas Veríssimo. Três dias após a saída do argentino, o clube trouxe Cuca, que assumiu o time e, até aqui, teve 19 compromissos com seis vitórias, oito empates e cinco derrotas, 26 gols marcados e 22 sofridos.

Alexis Duarte no Santos - Alexandre Mattos no Santos
Alexis Duarte pode deixar o Santos — Foto: Raul Baretta/Santos FC

Contratações: quem rendeu e quem não correspondeu

No pacote inicial após a chegada de Mattos vieram Igor Vinícius, Mayke, Willian Arão e Gustavo Caballero. Igor virou titular, Arão oscilou e perdeu espaço ao longo do ano, Mayke enfrentou críticas da torcida e Caballero foi emprestado ao Portsmouth e, posteriormente, convocado para a seleção do Paraguai.

Antes do fechamento da janela seguinte, o clube acertou com Adonis Frías, Alexis Duarte, Victor Hugo e Lautaro Díaz, além de Billal Brahimi, que estava sem contrato. Entre esses, Adonis Frías foi o que mais atuou: 32 jogos e três gols desde a chegada, embora sem garantir vaga indiscutível. Lautaro Díaz, emprestado pelo Cruzeiro, disputou 34 partidas e marcou quatro gols. Victor Hugo participou de nove jogos antes de retornar ao Atlético-MG.

Gol de Gabigol - Alexandre Mattos no Santos
Gol de Gabigol em Santos x Deportivo Cuenca — Foto: Mauricio De Souza/AGIF

Alguns negócios não corresponderam às expectativas. Alexis Duarte teve falhas e foi emprestado ao Libertad; sofreu uma lesão grave no joelho e ficou fora da temporada. Billal Brahimi jogou apenas 20 minutos no empate com o Bragantino e acabou emprestado ao Estrela da Amadora, de Portugal.

Impacto no elenco e no rendimento

O balanço de Alexandre Mattos no Santos mostra escolhas que reforçaram posições específicas, como a volta de Lucas Veríssimo, mas também deixou pendências. A chegada de Gabigol, por empréstimo do Cruzeiro, foi o principal acerto ofensivo: em 27 jogos foram 14 gols e sete assistências, números que colocaram o atacante como referência do time.

  • Zagueiros: Veríssimo retornou e assumiu titularidade; Adonis Frías foi usado com frequência sem se firmar.
  • Meio-campo: Christian Oliva e Gabriel Menino (lesionado em sequência) tiveram participação; Willian Arão perdeu espaço.
  • Ataque: Gabigol se destacou; Rony e Moisés ainda não conquistaram regularidade.

Álvaro Barreal, comprado em obrigação por metas após empréstimo, foi um dos jogadores mais utilizados nesta temporada: 29 jogos e quatro gols. O goleiro Gabriel Brazão aparece entre os que mais atuaram, atrás apenas de Barreal em número de partidas, segundo o levantamento do clube.

Lucas Veríssimo no Santos - Alexandre Mattos no Santos
Lucas Veríssimo – Flamengo x Santos – Brasileirão — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Percepção da torcida e próximos passos

A gestão de Alexandre Mattos no Santos teve seus defensores e críticos: houve contratações que animaram a torcida, como a de Gabigol e Veríssimo, e outras que geraram insatisfação, como as de Caballero e Alexis Duarte. O equilíbrio financeiro e a limitação de mercado foram fatores citados pelo executivo no início da gestão, e que ajudam a entender escolhas por empréstimos e compras condicionais.

Ao mesmo tempo, o clube precisará avaliar na próxima janela quais reforços manterão vínculo, quais empréstimos serão renovados e como a comissão técnica de Cuca utilizará o plantel para buscar regularidade.

Alexandre Mattos no Santos: conclusões

Em doze meses, Alexandre Mattos no Santos soma três técnicos e 17 contratações, com um misto de acertos e decepções que marcaram a temporada. O resultado final dependerá da sequência de jogos, da gestão das saídas e da capacidade do clube em transformar contratações em desempenho sustentável.

Para um panorama mais aprofundado sobre o elenco e possíveis saídas, o leitor pode consultar a análise do elenco do Santos. Em informações sobre reforços recentes, veja a reportagem sobre o clube que negocia a contratação de Ian Luccas e a notícia sobre renovações, como a da jovem promessa na matéria sobre o Santos que renovou vínculo até 2029.

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Resumo: Alexandre Mattos no Santos — três técnicos, 17 contratações, alguns acertos importantes e vários pontos a serem reavaliados.

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