A seleção brasileira recebeu críticas duras do ex-atacante Youri Djorkaeff, campeão mundial com a França em 1998, após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026. Em participação no programa “After Foot”, da emissora RMC, o embaixador da Fifa disse que “dá vontade de vomitar” ao assistir à equipe e afirmou que o futebol moderno perdeu qualidade técnica.
Contexto e avaliação: seleção brasileira em debate
Djorkaeff centrou a avaliação na falta de criatividade e no domínio de bola dos atletas. O ex-jogador usou a partida contra a Noruega, decidida por 2 a 1 com dois gols de Erling Haaland, como exemplo de uma equipe que, segundo ele, não pressiona corretamente e não exibe jogadores técnicos como no passado. Segundo o relato, Neymar, aos 34 anos, foi o único capaz de produzir algo ofensivamente nos minutos finais.
No programa, o francês comentou especificamente a sequência do segundo gol norueguês, apontando que Haaland teve espaço para dominar, ajeitar e finalizar sem sofrer pressão dos defensores brasileiros. “No segundo gol, o Halaand recebe a bola, faz o domínio. Vocês viram quanto tempo ele teve?”, disse Djorkaeff, que comparou a postura defensiva atual com épocas anteriores, quando zagueiros estariam mais próximos do atacante.
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Djorkaeff ainda criticou o aproveitamento de chances pelo Brasil e mencionou o lance em que Endrick, aos 14 minutos do segundo tempo, teve a melhor oportunidade e finalizou para fora após passe de Vinicius Jr. Ao comentar o lance, o ex-jogador disse que, se fosse Ronaldo Fenômeno, o desfecho teria sido outro, apontando para uma diferença de estilo e frieza na finalização.
Principais críticas colocadas por Djorkaeff
- Perda de qualidade técnica: para Djorkaeff, faltam jogadores com domínio e visão de jogo que tradicionalmente marcaram seleções brasileiras.
- Falta de pressão defensiva: o segundo gol de Haaland foi usado como exemplo do espaço concedido aos atacantes adversários.
- Dependência de atletas veteranos: Neymar foi citado como o único capaz de criar algo nos minutos finais, apesar das limitações recentes apontadas por Djorkaeff.
- Aproveitamento de oportunidades: o erro de Endrick foi destacado como sintoma de nervosismo ou técnica insuficiente em um momento decisivo.
Especialistas e ex-atletas costumam usar partidas decisivas para debater mudanças de modelo e formação. No caso da seleção brasileira, a discussão gira em torno de como trabalhar as categorias de base e permitir que jovens jogadores se expressem nos clubes, ponto levantado por Djorkaeff durante a entrevista.
Reações internas ao revés já vinham sendo registradas: jogadores manifestaram frustração e o ambiente de cobrança tende a crescer nas próximas semanas. Jogadores como Raphinha deram declarações públicas após a eliminação, enquanto análises da fase da equipe surgem em reportagens sobre a campanha e a seleção dos melhores e piores nas oitavas da Copa do Mundo 2026.
Para leitura complementar sobre desdobramentos e repercussão, confira a reportagem sobre a seleção dos melhores e dos piores das oitavas e a análise da apresentação de Neymar feita por especialistas, como a publicada em que Thierry Henry exalta Neymar após a eliminação.
O debate sobre jovens e oportunidades também está presente em textos que detalham as críticas e incertezas sobre o futuro de Endrick, como a matéria que aponta dúvidas sobre seu retorno ao Real Madrid e a sequência após o erro no jogo decisivo: Endrick semeia dúvidas.
Além disso, relatos de jogadores e membros da delegação trazem um retrato mais próximo dos bastidores e das reações imediatas, incluindo desabafos de atletas como Raphinha, que comentaram publicamente a eliminação: Raphinha desabafa após eliminação.
As declarações de Djorkaeff reacendem um debate clássico: a seleção brasileira deve priorizar a manutenção de estilos tradicionais de habilidade individual ou adaptar-se a modelos coletivos e pressões táticas do futebol moderno? A resposta deve surgir em análises técnicas, decisões da comissão técnica e no acompanhamento do trabalho nas categorias de base.
Ao fim, a avaliação do ex-jogador serve como ponto de partida para uma reflexão ampla sobre formação, evolução tática e a necessidade de permitir que jovens jogadores expressem sua técnica nos clubes, recolocando no centro do debate a própria seleção brasileira e seu projeto para os próximos ciclos.
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