Infantino lamenta veto a árbitro da Somália antes da abertura da Copa

Infantino lamenta veto a árbitro da Somália em coletiva no México
Infantino em coletiva de imprensa no México antes da abertura da Copa do Mundo — Foto: Leo Lourenço / ge

Em coletiva na Cidade do México, Gianni Infantino lamentou o veto a árbitro e reconheceu as limitações da Fifa diante de decisões de governos e autoridades sobre vistos e segurança na véspera da abertura da Copa do Mundo.

Veto a árbitro domina coletiva de Infantino

O caso de Omar Abdulkadir Artan, árbitro da Somália impedido de entrar nos Estados Unidos e que teve de voltar à Turquia, foi um dos temas que mais repercutiram na entrevista. Infantino classificou o episódio como “infeliz” e pediu calma, lembrando que a Fifa não tem controle sobre políticas de imigração de países terceiros.

Desembarque do Irã na Copa do Mundo
Desembarque do Irã na Copa do Mundo — Foto: Mario Tama/Getty Images

Infantino foi enfático ao dizer que a organização tenta resolver ocorrências como essa, mas que há limites: “Podem acreditar ou não quando digo que estamos buscando soluções, mas não somos reis do mundo, não temos controle sobre governos, policiais. Somos organização esportiva e fazemos o máximo com o que temos ao nosso dispor.” A frase reforça o debate sobre a autonomia da entidade diante de decisões soberanas.

Repercussões diplomáticas e vistos

Além do veto a árbitro, a coletiva abordou a situação do Irã, cuja participação na Copa chegou a sofrer dúvidas devido a problemas com vistos e até ameaças de boicote nos meses anteriores. Infantino lembrou que visitou a equipe iraniana na Turquia e na Itália e celebrou a confirmação da presença do país no Mundial.

Por causa da demora na emissão dos vistos, que só foram concedidos aos jogadores na sexta-feira anterior, a seleção iraniana teve de mudar sua base de treinos, saindo de Tucson (Arizona) para Tijuana, no México. Sobre a questão dos vistos, a embaixada do Irã na Turquia acusou os Estados Unidos de tratamento discriminatório, citando membros da comissão técnica que não receberam autorização para entrar no país.

Esses episódios colocam em evidência a logística e a segurança envolvidas em um torneio com centenas de milhares de credenciados e equipes técnicas de diferentes países. Infantino destacou que a segurança é “prioridade máxima” e pediu um voto de confiança na atuação da Fifa para minimizar problemas nos bastidores.

Infantino em coletiva de imprensa no México
Infantino em coletiva de imprensa no México antes da abertura da Copa do Mundo — Foto: Leonardo Lourenço / ge

O discurso sobre limites institucionais

No evento, Infantino explicou que a Fifa pode negociar e intermediar, mas não pode substituir autoridades nacionais: “Temos que respeitar”. A declaração surge no contexto do veto a árbitro e das dificuldades com autorizações de entrada de membros de delegações.

Ele também questionou, em tom retórico, se seria aceitável que a Fifa determinasse quem poderia entrar em um país-sede: a pergunta serviu para reforçar a diferença entre o papel da entidade esportiva e as prerrogativas de governos.

Ingressos, público e imagem do torneio

O presidente da Fifa comentou igualmente sobre vendas de ingresso e a dinâmica do mercado secundário, afirmando que mais de seis milhões de entradas já foram vendidas e que os preços praticados ajudariam a manter o investimento no futebol global e a transmissão em TV aberta. As observações aparecem no mesmo ciclo de declarações sobre organização e sustentabilidade financeira do torneio.

  • Vistos e logística: impacto direto na rotina das seleções;
  • Segurança: prioridade na coordenação entre Fifa e governos;
  • Transparência: pedidos de investigação sobre revenda e mercado secundário.

Para quem busca contexto sobre a participação de jogadores e seleções no Mundial, há relatos e entrevistas relacionados: a preparação de goleiros mexicanos e a expectativa de craques como Messi foram cobertas recentemente pelo site, ampliando o panorama da competição (Ochoa disputa sua sexta Copa do Mundo pelo México, Messi Copa do Mundo: relaxado e ressalta a força da Argentina).

Também é possível acompanhar a cobertura das tensões envolvendo a delegação iraniana na preparação para o torneio (Irã interromper jogos da Copa do Mundo, diz ministro em ameaça).

Fechamento

Infantino encerrou pedindo unidade e reconhecendo limitações: a frase “não somos reis do mundo” sintetiza a ideia de que a Fifa busca soluções, mas depende de decisões soberanas de Estados e de autoridades de segurança. O episódio do veto a árbitro destacou a complexidade de organizar um Mundial com tantas variáveis externas.

O torneio começa com México x África do Sul no estádio Azteca, e as discussões sobre logística, vistos e segurança devem permanecer no centro das atenções ao longo da competição. Para acompanhar mais notícias e bastidores do esporte, siga o Guia Esportivo no Instagram.

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