O técnico do México Javier Aguirre tem chamado atenção na Copa do Mundo por um estilo mais descontraído em entrevistas e no ambiente de equipe. Em sua terceira participação como treinador em Mundiais, Aguirre resumiu a mudança: “Hoje já perdi a batalha dos celulares”, disse, ao explicar que agora prefere focar no que considera essencial para a performance da seleção.
Técnico do México: estilo e mudanças no vestiário
Aguirre, que assumiu a seleção mexicana em julho de 2024, afirmou que é menos rígido com detalhes do cotidiano e passou a permitir que jogadores usem celulares em momentos de descanso e nas refeições. A postura mais flexível contrasta com o perfil que o treinador admite ter tido nas Copas de 2002 e 2010, quando era mais severo com horários e disciplina.
No discurso público, o técnico do México deixou claro que prefere não gastar energia com questões pequenas e que foca naquilo que considera verdadeiramente importante para a campanha no torneio. A mudança de tom tem repercutido tanto internamente quanto entre os torcedores mexicanos, sobretudo após a classificação antecipada do México para a segunda fase do Mundial.
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Embate com críticas e respeito à imprensa
O treinador de 67 anos também comentou o histórico de críticas que enfrenta desde seu retorno ao comando da seleção. “Eu sou questionado desde o primeiro momento”, disse, lembrando episódios de questionamento em Copas anteriores. Ainda assim, Aguirre reiterou o respeito ao trabalho dos jornalistas e dos árbitros, afirmando que não pretende confrontar a imprensa publicamente.
Dentro desse tom bem-humorado, surgiram declarações que têm sido bem recebidas pelo público: ele provocou o cabelo do atacante Lee Kang-in — ex-atleta seu no Mallorca — após reagir a uma pergunta em coreano, e ainda brincou com um repórter ao dizer “não me tente, satanás”, quando questionado se comemoraria a classificação com uma cerveja.
Próxima partida e objetivos
O México joga nesta quarta-feira o último jogo da fase de grupos, às 22h (de Brasília), contra a República Tcheca. Já classificado como líder do Grupo A, o time mexicano tem metas claras para o torneio e busca uma campanha histórica que chegue às quartas de final — objetivo que o país alcançou em 1970 e 1986, sendo que Aguirre participou daquela edição de 1986 como jogador.
Para detalhes sobre a partida e onde assistir, confira a cobertura sobre República Tcheca x México: onde assistir e escalações. A rotina de trabalho e a liderança do elenco também foram destaque na matéria que traz a situação do México como líder do grupo — mais contexto em México líder do Grupo A com rodada de antecedência na Copa 2026.
Transição no comando: Rafa Márquez e o legado de Aguirre
O técnico do México confirmou a transição já planejada: após a Copa do Mundo, Rafa Márquez, ex-zagueiro e atual auxiliar, assumirá o comando da seleção. A continuidade da comissão técnica e a aproximação entre jogadores e comando são pontos ressaltados pela diretoria como importantes para manter o desempenho da equipe.
O estilo de Aguirre — mais relaxado, segundo sua própria avaliação — também funciona como uma estratégia para administrar o ambiente emocional do elenco em um torneio de alta pressão. Entre os pontos mencionados pelo treinador está a necessidade de preservar o foco em metas concretas:
- Manter disciplina nos treinamentos;
- Cuidar da recuperação física dos atletas;
- Preservar ambiente positivo fora de campo.
O técnico do México tem acompanhado de perto a evolução do grupo e tenta equilibrar cobrança por resultados com liberdade para que os jogadores respirem em momentos de tensão.
Repercussão e imagem pública
Além do aspecto esportivo, a imagem pública de Aguirre tem virado assunto em redes e programas esportivos. O tom bem-humorado nas entrevistas gerou identificação com o público e ajudou a amortecer parte das críticas sobre a escolha do treinador, considerada por alguns setores como polêmica devido à idade e ao histórico.
Mesmo com as brincadeiras e a postura mais leve, o foco da comissão técnica permanece na busca por um avanço inédito nas fases finais do torneio. Avaliações táticas, rodízio de jogadores e decisões de elenco seguem como pontos centrais para o restante da campanha.
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Fechando a análise: o técnico do México tem equilibrado experiência e leveza, buscando resultados sem perder controle do vestiário. A estratégia será testada já nas próximas fases, com a torcida mexicana atenta às decisões de Aguirre e ao próximo capítulo com Rafa Márquez.
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