Para Maurício Pochettino, a campanha dos EUA na Copa do Mundo já representa um legado concreto: “Começaram a amar o futebol” — frase que resume a percepção do treinador sobre a relação recém-estabelecida entre seleção e torcedores.
campanha dos EUA e o novo cenário do futebol
Em entrevista à BBC, o técnico argentino avaliou que a campanha dos EUA excedeu expectativas e criou uma conexão inédita com a torcida local, algo que, segundo ele, poderá se traduzir em maior presença nos estádios e crescimento da prática do esporte no país. Comandante desde 2024, Pochettino citou a mudança de comportamento do público como um dos pontos centrais desse legado.
Os Estados Unidos avançaram ao mata-mata com vitórias convincentes sobre Paraguai (4 a 1) e Austrália (2 a 0) e, mesmo com a derrota por 3 a 2 para a Turquia em rodada em que poupou titulares, mostraram competitividade e ambição. A vitória sobre adversários tradicionais do torneio reforça a leitura do treinador sobre o impacto do time na opinião pública.
Conexão com a torcida e ambiente sem pressão
Pochettino destacou que a comissão técnica trabalhou para reduzir a pressão sobre os atletas e permitir que eles jogassem com naturalidade: “Queríamos traduzir essa ideia de ausência de pressão… para que nada ao nosso redor nos afete”. A estratégia incluiu preparação mental para lidar com expectativas, até mesmo de figuras públicas, como o presidente do país, mencionadas pelo treinador.
O treinador afirmou ainda que nunca havia visto nos Estados Unidos uma reação tão intensa da torcida: “Eu estava dizendo aos rapazes que o país está despertando, começando a amar e sentir a paixão pelo futebol. O potencial é enorme.” Essa percepção tem eco também na mudança do mercado doméstico, com a MLS atraindo grandes nomes internacionais nas últimas temporadas.
Além da perspectiva esportiva, a criação de um ambiente festivo e acolhedor nos estádios tende a fortalecer a identidade do torcedor local e a aumentar a demanda por transmissões, ingressos e presença em eventos relacionados ao futebol.
Estrelas na MLS e pressão por resultados
O crescimento da liga americana, com jogadores de renome como Messi, Luis Suárez, Thomas Müller, Robert Lewandowski e Heung-min Son atuando no país, ajudou a elevar as expectativas sobre a seleção. Pochettino substituiu Gregg Berhalter após a Copa América de 2024, em um momento em que a federação americana buscava maior desempenho internacional.
O técnico reconheceu que a presença de astros no campeonato local intensifica a cobrança por campanhas mais expressivas: “A situação aumenta a pressão no país por campanhas melhores da seleção local”. Ainda assim, ele ressaltou que o foco da comissão foi criar um ambiente que permitisse aos jogadores desempenhar sem o peso excessivo da expectativa.
Durante a preparação e nas fases iniciais do torneio, Pochettino promoveu rotinas que buscaram equilíbrio entre exigência técnica e conforto mental. Reportagens sobre a permanência de titulares e opções no banco durante os jogos mostram como o time vem gerindo a carga física e emocional — veja análise da escalação que poupou jogadores contra a Turquia: EUA contra Turquia: Pochettino preserva quatro titulares.
Impacto imediato e sinais de mudança
Os sinais de mudança são visíveis em diferentes frentes: público nos estádios, comentários nas redes sociais e cobertura da imprensa. Em relatos de viagens e partidas, Pochettino celebrou gritos e incentivo em cidades como Seattle, onde a torcida demonstrou envolvimento especial com a seleção — registro desse momento está em: Pochettino vibra com gritos em Seattle e elogia torcida dos EUA.
Além da presença nos estádios, a rotina de treinos e o entrosamento do elenco chamaram atenção. Imagens e relatos de atividades entre jogadores e comissão mostraram clima leve e focado, como em sessões em que o técnico participou de momentos descontraídos e técnicos: Pochettino altinha com jogadores e exibe habilidade no treino dos EUA.
- Torcida: maior presença e envolvimento nos jogos em solo americano.
- Competitividade: resultados que confirmam credenciamento para fases decisivas.
- Infraestrutura: visibilidade para investimentos em categorias de base e eventos.
Essa combinação de fatores ajuda a explicar por que Pochettino acredita que a campanha dos EUA já deixou e continuará deixando um legado, mesmo que o título máximo não seja alcançado. A visão do técnico é centrada no desenvolvimento estrutural e cultural do futebol no país.
O que vem a seguir
No curto prazo, a seleção encara a Bósnia pela segunda fase do torneio, duelo que exigirá leitura tática precisa e manutenção do nível de concentração demonstrado na fase de grupos. A evolução da equipe será observada tanto por torcedores quanto por críticos e pela própria federação, que tem planos de longo prazo para consolidar o futebol americano.
Independentemente do desfecho no torneio, Pochettino deixou claro que a experiência recente já é um passo importante: “Dizem que o legado se resume a um único resultado. Se ganharmos a Copa do Mundo, será um legado para sempre. Não, para mim, já mudou o futebol aqui.”
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