Messi na Copa voltou a ser protagonista: com o primeiro gol na vitória da Argentina sobre Cabo Verde por 3 a 2, o atacante alcançou 20 gols na história das Copas e soma sete neste Mundial, colhendo uma sequência de partidas que acende a possibilidade de igualar marcas históricas.
Messi na Copa: sequência e números
O gol contra Cabo Verde ampliou a série impressionante de Lionel Messi, que já havia encerrado a edição anterior do Mundial com gols nos mata-matas do Catar. A contagem atual inclui tentos anotados contra Argélia, Áustria, Jordânia e Cabo Verde, totalizando sete nesta edição e arrancando elogios pela consistência. No agregado de Mundiais, Messi já é o maior artilheiro isolado, com 20 golos, marca que assumiu ao ultrapassar Miroslav Klose.
A distância até o recorde por uma única edição, porém, segue considerável. Just Fontaine marcou 13 gols em 1958, o maior número em uma só edição da Copa do Mundo. Para igualar Fontaine, Messi precisaria anotar mais seis gols nesta competição — algo difícil, mas que ganha contornos plausíveis pela frequência com que o camisa 10 vem balançando as redes.
Como se formou a sequência
A atual série de gols de Messi começou no mata-mata do Mundial de 2022: marcou contra Austrália, Holanda, Croácia e França. Essa arrancada foi complementada nesta edição com gols em partidas de fase de grupos e decidiu confrontos importantes, chegando agora à oitava partida seguida em que o argentino aparece no placar.
A performance cria um cenário raro: além de manter a liderança histórica de artilharia em Copas, Messi na Copa passa a ser observado pelo potencial de escrever outro capítulo de recordes individuais. Na história recente, Gerd Müller chegou perto com 10 gols em 1970; Eusébio e Ademir de Menezes marcaram nove em 1966 e 1950, respectivamente.
Para quem quiser um panorama mais amplo da artilharia em Mundiais, há um resumo com os principais nomes e números que ajuda a contextualizar a campanha atual do argentino: maiores artilheiros da Copa.
O jogo contra Cabo Verde e o impacto imediato
Na partida contra Cabo Verde, Messi inaugurou o marcador e contribuiu para a vitória argentina por 3 a 2. Além do gol, o episódio gerou repercussão nas redes e entre torcedores, com destaque para a precisão nas finalizações e a liderança técnica do camisa 10. A performance também ganhou espaço nas coberturas sobre o jogo: golaço e memes dominaram a web.
O torneio ainda oferece janelas para ampliar números: caso a Argentina siga avançando, o camisa 10 terá ao menos quatro jogos pela frente para aumentar a conta. Esse calendário estendido é um dos fatores que mantém vivo o debate sobre a viabilidade de se aproximar da marca de Fontaine.
Comparação histórica e dificuldade de alcance
Just Fontaine e seus 13 gols em 1958 permanecem como referência: a média de gols por jogo naquela campanha é algo que poucas gerações conseguiram reproduzir. Mesmo com a eficiência atual, Messi na Copa enfrenta adversários bem organizados e um calendário intenso, aspectos que tornam cada gol uma conquista relevante.
- Just Fontaine (França) – 1958 – 13 gols
- Gerd Müller (Alemanha) – 1970 – 10 gols
- Eusébio (Portugal) – 1966 – 9 gols
- Ademir de Menezes (Brasil) – 1950 – 9 gols
Além da busca pelo recorde individual por edição, a atuação de Messi na Copa tem reflexo direto no desempenho coletivo da Argentina. A combinação entre liderança técnica e presença em momentos decisivos transforma gols em instrumentos de controle das partidas e em combustível para a reta final do torneio.
Entre as reportagens relacionadas ao desempenho da seleção e à própria trajetória de Messi no período recente, a cobertura da classificação e reações após os jogos também merece atenção: Messi celebra classificação.
O que fica por agora
Messi continua a ampliar seu legado em Copas com números que já o colocam como o maior artilheiro da história do torneio. Ainda que o caminho até os 13 gols de Fontaine seja longo, a combinação de boa fase da seleção argentina e a sequência pessoal do jogador faz com que a possibilidade seja, no mínimo, um tema de interesse para torcedores e analistas.
O futuro imediato reserva jogos decisivos em que cada aparição de Messi na área pode ser determinante. Independentemente de alcançar ou não o recorde de 1958, a sequência atual confirma a longevidade de um jogador que permanece no centro das decisões futebolísticas nas Copas.
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