Marrocos na Copa chega à estreia contra o Brasil com mudanças claras no projeto tático e ambição de protagonismo. A seleção africana, que foi quarta colocada em 2022, prepara uma proposta mais ofensiva sob comando de Mohamed Ouahbi, e terá pela frente a Seleção Brasileira no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (de Brasília).
Marrocos na Copa: esquema tático e perfil
O time deve atuar em 4-2-3-1, sistema adotado nos últimos testes antes do Mundial. Bono segue como titular no gol; a dupla de zaga pode ser formada por Issa Diop e Chadi Riad, com Mazraoui à esquerda e Hakimi à direita. No miolo, Bouaddi e El Aynaoui dão sustentação, enquanto Ounahi e Brahim Díaz aparecem para abastecer o setor ofensivo. Ismael Saibari é a referência na frente. A troca de comando, com Walid Regragui substituído por Mohamed Ouahbi, muda a leitura: há intenção de ter mais posse e maior domínio no terço final.
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Leitura do sistema e principal objetivo
A proposta é sair da abordagem defensiva histórica e buscar mais posse de bola. O desenho com três jogadores na base da saída favorece a progressão por dentro e o envolvimento dos laterais. Hakimi recebe liberdade para avançar e, quando combinado com a movimentação de Brahim Díaz, cria variações no lado direito que exigem atenção especial da defesa brasileira.
Como o Marrocos ataca: perigos e referências
O setor ofensivo marroquino tem características claras: aceleração por corredores, troca de posições e envolvimento coletivo. A construção passa por Bouaddi, jovem do Lille, que se destaca por acerto de passes e capacidade de transição. A partir dele surgem muitos lançamentos que alimentam as aproximações entre linhas e as infiltrações dos extremos.
Hakimi e Brahim Díaz formam a principal dupla de criação. A mobilidade dos dois gera incerteza no posicionamento dos marcadores, alternando entre inversões do lado direito e entradas por dentro. Esse movimento costuma abrir espaço nas costas dos laterais adversários e pode ser explorado tanto por cruzamentos quanto por finalizações de segunda fase.
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Cuidado com o camisa 9 móvel
Ismael Saibari não se prende à área: ele recua para participar da construção, atraindo zagueiros e liberando corredores para infiltrações. Esse movimento obriga os centrais adversários a escolherem entre sair da linha ou manter posicionamento rígido, o que pode abrir espaços para meias e laterais.
Onde o Brasil pode encontrar espaços
Alguns fatores apontam rotas de ataque para a Seleção Brasileira. A ausência de Abde Ezzalzouli diminui a profundidade pelo lado esquerdo marroquino; além disso, Mazraoui chega ao torneio após episódios recentes de problemas físicos. O corredor esquerdo do Marrocos tende a ser o setor mais vulnerável da defesa africana, e acelerar o jogo por esse lado pode ser um caminho direto para chegar à última linha adversária.
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Do ponto de vista tático, o Brasil deve ponderar entre marcar Bouaddi com atenção para reduzir a fluidez das trocas e explorar a faixa de Mazraoui com transições rápidas e apoio dos laterais. A interação entre a qualidade ofensiva do Marrocos pelo lado direito e a potencial fragilidade do lado esquerdo africano será um dos pontos decisivos.
Para quem busca informações práticas sobre transmissão, a transmissão da estreia tem opções nacionais e internacionais; detalhes táticos e declarações também foram antecipados pelo treinador marroquino em entrevistas recentes. O histórico entre as seleções está registrado no artigo que relembra o último confronto entre Brasil e Marrocos.
Além do elenco titular, o Marrocos apresenta um grupo de jovens com talento, o que amplia as opções de rotação para Mohamed Ouahbi durante a competição. No gol, Bono mantém a condição de peça-chave, sendo referência em jogos de alto nível.
O duelo no MetLife Stadium será o único da primeira fase entre seleções do Top 10 do ranking da Fifa — os marroquinos aparecem na oitava colocação, duas posições acima do Brasil —, o que aumenta a importância do embate para o equilíbrio do Grupo C.
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Fechamento
O Brasil encara um adversário com proposta renovada: Marrocos na Copa quer mais bola e protagonismo ofensivo. Será um teste de conjuntura para a Seleção, que precisa equilibrar marcação em jogadores-chave como Bouaddi e Hakimi, e ao mesmo tempo explorar os pontos de pressão do adversário. O jogo reúne técnica, variação tática e uma leitura de como as seleções africanas evoluíram desde 2022.
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