Marcelo Moreno se aposenta pela 2ª vez e critica técnico da Bolívia

Marcelo Moreno comemorando gol pelo Oriente Petrolero
Marcelo Moreno comemorando gol pelo Oriente Petrolero — Foto: Reprodução/@cdopetrolero

Marcelo Moreno, aos 38 anos, anunciou a aposentadoria pela segunda vez após breve retorno ao Oriente Petrolero: marcou seis gols em cinco jogos e disse ter cumprido a promessa de encerrar a carreira no clube que o revelou.

Marcelo Moreno e a aposentadoria

O anúncio veio depois de uma sequência intensa de jogos pelo Oriente Petrolero e do sentimento de conclusão de um ciclo que, segundo o próprio jogador, permanecia aberto desde a primeira despedida. Marcelo Moreno voltou aos gramados em 2026 após ter encerrado a carreira em 2024, sob a influência também da possibilidade de disputar a repescagem para a Copa do Mundo.

Apesar do desempenho pessoal e da recuperação física que descreveu como fruto de muito trabalho — treinos múltiplos por dia e dieta rigorosa —, Marcelo Moreno não foi convocado para a disputa da vaga no Mundial. A ausência o deixou frustrado: o jogador admitiu ter ficado “sem acreditar” e magoado nos dias seguintes à lista final.

Crítica à comissão técnica

Ao comentar a eliminação da Bolívia diante do Iraque, Moreno não poupou críticas. Ele afirmou que faltou um camisa 9 para decidir o jogo e acusou falta de liderança, experiência e “profissionalismo” na escolha feita pelo treinador, referindo-se à decisão como amadora. A frase rendeu repercussão imediata e demonstra a frustração do atacante por ter interrompido a aposentadoria e não ser chamado para um momento considerado decisivo.

Marcelo Moreno em despedida pelo Cruzeiro
Marcelo Moreno em despedida pelo Cruzeiro — Foto: Guilherme Macedo / ge

A passagem pelo Oriente Petrolero foi curta, mas intensa. Em cinco jogos, o atacante reencontrou prazer em campo e colecionou gols que, segundo ele, devolveram a alegria da carreira. O retorno teve também um componente emocional: Moreno disse que precisava fechar um ciclo que havia ficado incompleto após a primeira aposentadoria, anunciada em um momento de dor pela perda do pai.

Legado e planos futuros

Dono de 17 anos de trajetória com a camisa da seleção boliviana, Marcelo Moreno ressaltou que o maior legado não está apenas nos gols ou nas estatísticas, mas em servir de exemplo para jovens jogadores. Ele indicou ainda que seu plano imediato é migrar para a carreira de treinador e que pretende, no futuro, tentar levar a Bolívia a uma Copa do Mundo fora das quatro linhas.

  • Fechar ciclo no Oriente Petrolero: encerrou carreira no clube onde começou.
  • Recuperação física: destacou rotina rigorosa para voltar ao alto nível.
  • Intenção de treinar: objetivo declarado de trabalhar como técnico da seleção boliviana.

Ao relembrar passagens por clubes, o ex-atacante destacou o vínculo com o Cruzeiro, onde teve papel de destaque e grande identificação com a torcida. A relação com o clube mineiro foi citada como um capítulo importante da carreira e parte central do legado que pretende deixar.

No Brasil, notícias recentes relacionadas ao Cruzeiro mostram movimentações de elenco e investimentos na base. Entre elas, o clube assinou contrato profissional com jovens jogadores e tem movimentações de mercado que alteram seu elenco — exemplos locais podem ser lidos em matérias do portal, como a negociação de Diogo Minelli e a chegada de Gabriel Rojas.

O episódio da eliminação boliviana também tem precedentes em partidas recentes do país: confrontos e amistosos envolvendo a seleção vinham gerando discussão sobre preparação e escolhas técnicas — um exemplo foi a goleada sofrida contra a Argélia, tema tratado em cobertura anterior no portal Argélia goleia Bolívia.

Despedida com paz

Ao descrever o momento da retirada definitiva, Marcelo Moreno afirmou que encerra a carreira em paz, desta vez com alegria e sem a carga emocional que pesou na primeira aposentadoria. Ele lembrou das dificuldades vividas após a morte do pai, reconhecimento que influenciou a primeira decisão de parar, e comentou que agora sente que cumpriu sua missão como jogador.

Mesmo fora dos gramados, a presença de Moreno no futebol boliviano deve permanecer: o ex-atacante já anunciou intenção de iniciar trabalho como treinador e disse que buscará contribuir para que a Bolívia alcance uma Copa do Mundo no futuro. O plano, conforme relatado, passa por assumir funções de comando e transmitir a experiência acumulada ao longo de quase duas décadas de seleção.

Para o torcedor e para jovens atacantes do país, a trajetória de Marcelo Moreno funciona como exemplo de persistência e superação: de promissor garoto em Santa Cruz a artilheiro e referência, encerrando a carreira no clube que o lançou e com o desejo de continuar servindo ao futebol boliviano como técnico.

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