A Seleção brasileira entrará em campo usando a marca Michael Jordan contra o Haiti, às 21h30 (de Brasília), na Filadélfia, pela 2ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Apesar da troca visual, a patrocinadora segue sendo a Nike e a ação é parte de um movimento estratégico da empresa.
Por que a marca Michael Jordan vai aparecer no uniforme
A presença da marca Michael Jordan no uniforme brasileiro é uma iniciativa de marketing da Nike, dona e controladora da Jordan Brand. A marca, criada por Michael Jordan para o basquete, ampliou sua atuação para roupas e acessórios e vem sendo inserida gradualmente em outros esportes — inclusive no futebol.
Quando o Brasil usa a marca Michael Jordan, a mudança vai além da camisa: peças de treino, roupas de viagem e acessórios adotam o mesmo símbolo dias antes da partida, por acordo com a confederação. A CBF aprovou a silhueta de Michael Jordan para estampar um dos uniformes oficiais; originalmente a segunda camisa chegou a ser pensada com predominância vermelha, mas essa alteração foi vetada pela nova diretoria.
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O uso no jogo contra o Haiti representa a primeira utilização oficial em uma partida do Mundial da camisa com o logo da Jordan; antes, o Brasil havia vestido a segunda camisa, na cor azul, nos amistosos contra França e Egito. Ainda que a assinatura seja visível, é importante destacar que a relação comercial permanece dentro do guarda-chuva da Nike.
Histórico da Jordan Brand no futebol
A aproximação entre a Jordan Brand e o futebol já tem precedentes. Neymar foi o primeiro atleta de futebol a lançar chuteiras com a marca, em 2016, quando ainda era atleta patrocinado pela Nike. O vínculo também apareceu em clubes: em 2018 houve a primeira colaboração com o Paris Saint-Germain, que passou a ter um dos seus uniformes assinado pela Jumpman — o logotipo de Michael Jordan — e, em algumas temporadas, a marca chegou a assinar mais de um kit do clube francês.
Embora não haja jogadores de futebol oficialmente contratados pela Jordan, atletas ligados à Nike já usaram produtos da marca em campo. Um exemplo é Matheus Cunha, que utilizou chuteiras com a assinatura do ex-jogador de basquete em ocasiões pontuais.
Implicações logísticas e de imagem
A adoção da marca Michael Jordan traz impacto logístico: além da produção e distribuição das camisas, há coordenação de roupas de aquecimento, equipamentos de viagem e material de comunicação que assumem a nova identidade. A Nike tem buscado expandir a presença da Jordan Brand além da esfera do basquete, usando aparições em partidas de futebol para reforçar a marca em públicos diferentes.
O interesse em levar a Jordan para além da bola laranja faz parte de uma estratégia comercial consistente: desde os primeiros anos nas parcerias com universidades americanas até o enorme sucesso do tênis Air Jordan, a marca construiu um apelo cultural que a Nike agora explora em outros ambientes esportivos e de lifestyle.
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Como surgiu a parceria entre Michael Jordan e a Nike
A relação entre Michael Jordan e a Nike nasceu antes da entrada do atleta na NBA. A companhia lançou um modelo de tênis exclusivo em 1985, o Air Jordan, e a negociação com a família do jogador incluiu percentuais de venda vitalícios dos produtos assinados. O êxito comercial foi imediato: as expectativas iniciais de venda foram superadas rapidamente, impulsionando a consolidação da marca e, posteriormente, sua operação como uma divisão com identidade própria.
- Jordan começou como linha de tênis e evoluiu para roupas e acessórios;
- A Jordan Brand já participou de parcerias de destaque no futebol, como com Neymar e PSG;
- A Nike usa aparições em outros esportes para ampliar o alcance da Jumpman.
No fim das contas, a presença da marca Michael Jordan no uniforme da Seleção é um reflexo de decisões comerciais e de imagem definidas pela Nike em conjunto com a CBF. Para o torcedor, a diferença é estética e simbólica; para as empresas, trata-se de movimentar uma marca com apelo global em campos novos.
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Fechamento: a utilização da marca Michael Jordan no jogo contra o Haiti é, sobretudo, uma ação coordenada entre Nike e CBF para ampliar a presença da Jordan Brand no futebol internacional. A mudança será visível dentro e fora de campo, sem modificar o contrato global de patrocínio da Seleção.
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