A chamada maldição dos 86 minutos ganhou corpo na segunda fase da Copa do Mundo: até o momento, três das cinco seleções africanas que avançaram à fase eliminatória tiveram suas chances comprometidas por gols marcados aos 86 minutos.
Maldição dos 86 minutos e os jogos que mudaram o rumo do torneio
O padrão apareceu em partidas distintas e com protagonistas diferentes. No duelo entre Costa do Marfim e Noruega, Antonio Nusa abriu o placar aos 39 minutos; Amad Diallo empatou aos 74 e Erling Haaland selou a vitória aos 86 minutos — gol que passou a ser referência da rodada e o quinto dele em Copas. A atuação de Haaland já havia sido tema de análises esportivas; veja mais sobre os números do atacante neste levantamento.
Em outro confronto que reforçou a narrativa, Inglaterra e República Democrática do Congo viveram momentos semelhantes. Brian Cipenga marcou logo aos sete minutos e manteve a seleção africana na frente por 75 minutos, quando Harry Kane empatou; o desfecho da partida veio novamente aos 86 minutos, com um gol inglês que mudou a história do jogo e reacendeu a discussão sobre dependência do time em seu camisa 9. A repercussão em torno de Kane pode ser acompanhada em reportagens como a publicada pelo Guia Esportivo sobre a avaliação ao atacante aqui.
No embate entre Bélgica e Senegal, o minuto 86 também foi determinante: Romelu Lukaku anotou no momento que abriu caminho para a virada, seguida por desdobramentos nos acréscimos e na prorrogação que levaram a decisão às penalidades.
Exceções e jogos decididos além do minuto 86
Embora a maldição dos 86 minutos tenha aparecido em três partidas, nem todas as seleções africanas seguiram esse roteiro. A África do Sul foi eliminada apenas nos acréscimos, com Stephen Eustaquio marcando aos 91 minutos para o Canadá. Já o jogo envolvendo Marrocos saiu do padrão: após Cody Gakpo abrir o marcador aos 72 minutos, Issa Diop empatou aos 91 e levou a decisão para a prorrogação e, posteriormente, às penalidades, com vitória marroquina por 3 a 2.
O que une alguns desses jogos é a decisão ocorrida na segunda metade da etapa final, seja no minuto 86 ou em momentos muito próximos do término do tempo regulamentar — circunstância que alimenta a expressão que ganhou manchetes.
Por que o tema ganhou tanta atenção?
A coincidência de gols decisivos aos 86 minutos tem apelo jornalístico por combinar dramaticidade e repetição num curto espaço de tempo. A expressão maldição dos 86 minutos funciona como rótulo para explicar, de forma sintética, partidas em que a virada ou o gol que elimina um adversário acontece já nas etapas finais, quando o desgaste físico e a tensão tática tendem a aumentar.
Além do aspecto narrativo, há impacto prático: clubes, seleções e torcedores passam a enxergar o período final como decisivo e a ajustar preparação física e substituições para tentar evitar surpresas. Em Copa do Mundo, onde cada jogo é eliminatório, pequenos detalhes podem mudar trajetórias inteiras.
O que ainda está em jogo para o continente africano
Na programação do último dia da segunda fase, seleções como Cabo Verde, Egito, Argélia e Gana entraram em campo com a chance de contrariar o padrão e não se tornarem mais um registro da maldição dos 86 minutos. A expectativa segue alta para saber se novos episódios semelhantes vão surgir ou se outras equipes vão escrever resultados distintos.
- Partidas decididas no fim do segundo tempo e na prorrogação mudam o panorama do torneio;
- Recorrência de momentos decisivos próximos ao minuto 86 acende debates sobre gestão do elenco e ritmo das partidas;
- Torcedores e comissões técnicas valorizam o preparo físico e leituras táticas que possam neutralizar reações tardias do adversário.
O padrão também alimenta a curiosidade dos analistas e a produção de conteúdo — desde perfis de jogadores decisivos até cruzamentos estatísticos que busquem entender se existe viés real ou se se trata de uma sequência de coincidências.
Para quem acompanha o torneio, episódios como os gols de Haaland, Kane e Lukaku aos 86 minutos reforçam a imprevisibilidade típica das fases eliminatórias da Copa. Em uma competição com partidas de alta intensidade e margem curta para erros, momentos isolados podem ter consequências amplas.
Além das partidas já citadas, a cobertura do Mundial traz análises sobre desempenho individual e coletivo, decisões táticas e impacto de substituições — pautas que ganham corpo após jogos com desfechos dramáticos. Confira a cobertura mais ampla do torneio e reportagens relacionadas sobre a Copa do Mundo no portal: Copa do Mundo 64 seleções.
Enquanto a competição avança, a expressão maldição dos 86 minutos tende a permanecer no vocabulário jornalístico até que novos resultados confirmem ou dissolvam a sequência observada na segunda fase.
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