O debate sobre a presença cultural sul-coreana ganhou destaque nas redes sociais nesta quinta-feira depois da execução do hino nacional da Coreia do Sul antes da partida contra a República Tcheca, válida pelo Grupo A da Copa do Mundo, em Guadalajara. O episódio reacendeu a discussão sobre o k-pop no Brasil, com internautas pedindo que músicas conhecidas do gênero fossem tocadas em vez de outras trilhas.
O papel do k-pop no Brasil
O k-pop no Brasil deixou de ser nicho para se tornar presença recorrente em festivais, playlists e nas conversas de torcidas jovens. Enquanto a seleção sul-coreana, com Son Heung-Min entre os titulares, cantava o hino nacional nos preparativos para a estreia, parte do público brasileiro acompanhou em tom de brincadeira e cobrou nas redes a execução de faixas de artistas como BTS e BLACKPINK.
Repercussão imediata nas redes sociais
Nas redes, mensagens com tom de humor e memes destacaram a expectativa de encontrar hinos alternativos ligados ao entretenimento pop. As reações não alteram o protocolo oficial de eventos esportivos — o hino nacional segue sendo obrigatório antes das partidas — mas mostram como o consumo cultural transnacional tem impacto na forma como o público acompanha competições internacionais.
O episódio em Guadalajara aconteceu no mesmo dia em que outras cenas da Copa chamaram atenção: a torcida mexicana nas ruas após a estreia teve grande repercussão e ocupou espaços editoriais, como nesta cobertura sobre os festejos locais sobre a festa nas ruas do México. Também houve destaque a artistas que participam da abertura do torneio, em um momento que mistura esporte e música como no registro da apresentação de Shakira.
Além da reação imediata ao hino, a discussão amplia-se para os próximos eventos em que o k-pop terá espaço no Brasil: o gênero terá presença confirmada em palcos importantes e festivais que atraem jovens públicos, reforçando a expectativa de que artistas sul-coreanos ganhem ainda mais visibilidade no país.
Por que o k-pop no Brasil chama tanta atenção?
O fenômeno é resultado de anos de crescimento da base de fãs, consumo digital e shows com grande público. No caso do k-pop, além das turnês e presenças em festivais, há também eventos programados que trazem grupos sul-coreanos ao país, o que alimenta a identificação cultural entre fãs e reforça referências comuns — música, moda e conteúdo audiovisual.
- BTS e BLACKPINK: nomes citados com frequência nas publicações dos fãs;
- Stray Kids: grupo que será atração em festival relevante no Brasil em 2026;
- Festivais como Rock in Rio: palco que amplia o alcance do gênero entre diferentes públicos.
O próprio Rock in Rio 2026 já tem presença confirmada de artistas sul-coreanos: em 11 de setembro, o grupo Stray Kids será a atração principal do dia no festival no Rio de Janeiro — um fato que reforça a percepção de que o k-pop no Brasil está em expansão e se conecta com grandes eventos internacionais.
Impacto cultural e esportivo
Embora o protocolo esportivo mantenha a execução do hino nacional antes das partidas, a reação dos brasileiros demonstra como elementos culturais — como o k-pop no Brasil — passam a integrar o diálogo público durante grandes competições. A sobreposição entre esportes e entretenimento já foi observada em outras ocasiões desta Copa, que teve momentos musicais e manifestações de torcida com forte apelo midiático. Notícias relacionadas sobre convocações e mudanças nas equipes também seguiram em pauta, em matérias sobre seleções como a japonesa com últimas alterações de elenco.
Ao mesmo tempo, a reação dos torcedores não altera o caráter oficial da cerimônia; o hino nacional continua sendo um elemento de identificação institucional entre seleções e torcidas. O que mudou, entretanto, foi a interpretação cultural desse momento: para muitos, a trilha sonora da Copa poderia abrir espaço para referências que dialogam diretamente com o público jovem.
Repercussões práticas e próximos passos
O episódio deve permanecer como comentário cultural nas redes e nas coberturas sobre a Copa, reforçando a presença de fandoms e a capacidade do k-pop de movimentar conversas além do universo musical. Ao mesmo tempo, produtores de eventos e festivais no Brasil observam esse movimento como indicador de público e interesse para futuras programações.
Em resumo, a cobrança por mais k-pop nas transmissões e nos momentos de aquecimento é menos uma exigência formal e mais uma expressão do público, que tem visto o gênero ganhar espaço em grandes palcos no país. Para acompanhar a interseção entre música e esportes durante o torneio, edições sobre festas de torcida e momentos musicais seguem em destaque na cobertura.
Para acompanhar mais notícias e bastidores do esporte, siga o Guia Esportivo no Instagram.
3 visualizações



