Irã na Copa: seleção vive expectativa pela melhor campanha

Irã na Copa: seleção busca melhor campanha — Foto: Divulgação/FFIRI
Seleção do Irã busca classificação inédita ao mata-mata — Foto: Divulgação/FFIRI

O Irã na Copa chega aos Estados Unidos com a chance de promover a sua melhor campanha em Mundiais, apesar das dificuldades extracampo que marcaram a preparação para o torneio.

Irã na Copa: estatísticas do ciclo e chances de classificação

Nos números do ciclo que conduziu à Copa do Mundo, o Irã apresenta o sétimo melhor aproveitamento entre as 48 seleções (74,5%), o décimo melhor poder ofensivo (média de 2,2 gols por jogo) e a 11ª defesa menos vazada (0,74 gol sofrido por partida). Esses indicadores embasam as probabilidades calculadas por estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV), que apontou 66,2% de chance de a equipe avançar de fase — índice que, se confirmado, representaria a melhor campanha iraniana em Mundiais.

Os números são reforçados pelo calendário de amistosos e partidas do ciclo: o Irã disputou 46 partidas neste período, com apenas 11 confrontos fora da Ásia e sem enfrentar europeus ou sul-americanos de grande porte. Entre esses testes não-asiáticos, o time somou vitórias contra Angola, Bulgária, Burkina Faso, Costa Rica, Gâmbia e Mali; empatou em duas ocasiões com Cabo Verde e uma com a Rússia; e sofreu derrotas para Nigéria e Rússia.

Probabilidades e cenário prático

O modelo da FGV revela que, além dos 66,2% de avançar da fase de grupos, o Irã tem 26,9% de chegar às oitavas, 7,7% de alcançar as quartas, 2% de disputar as semifinais e 0,5% de chegar à final. Esses percentuais colocam a seleção iraniana em posição de destaque entre as equipes asiáticas e tornam real a expectativa por uma campanha histórica — ainda que a progressão em mata-mata dependa de partidas extremamente competitivas e de sorte em chaveamentos.

Ao todo, esta será a sétima participação do Irã em Copas do Mundo e a quarta consecutiva. Até aqui, a seleção soma três vitórias e 13 gols em 18 jogos em Mundiais. A melhor campanha até hoje foi em 2018, quando somou quatro pontos na fase de grupos; agora, com os números do ciclo e a configuração do Grupo G, há otimismo entre parte da comissão técnica e dos torcedores.

Taremi é o melhor jogador do Irã e segundo maior artilheiro — Foto: REUTERS/Molly Darlington/File Photo
Taremi é o melhor jogador do Irã e segundo maior artilheiro — Foto: REUTERS/Molly Darlington/File Photo

Preparação conturbada e impactos extracampo

A preparação teve obstáculos relevantes: 17 dos 26 convocados atuam no campeonato local, que foi interrompido pela guerra em 28 de fevereiro, deixando muitos atletas quase três meses sem calendário até os amistosos na Turquia contra Gâmbia e Mali. As indefinições sobre vistos e logística também forçaram mudanças de base e cancelamentos de partidas, casos que afetaram o ritmo de treinamentos e a rotina da seleção. Para detalhes sobre esses percalços, a cobertura da preparação do Irã registrou protestos e alternativas de treinamento que chamaram atenção internacional — uma matéria sobre o tema traz relatos e contexto da atuação iraniana fora de campo sobre a preparação do Irã.

Dependência em Mehdi Taremi e opções ofensivas

Grande parte da expectativa passa por Mehdi Taremi. O atacante foi vice-artilheiro das Eliminatórias Asiáticas com dez gols e anotou 29 gols no ciclo que levou ao Mundial, alcançando 60 gols na carreira pela seleção — número que o coloca como o segundo maior artilheiro da história do Irã. Aos 33 anos, com passagem por clubes europeus e uma temporada de destaque no Olympiakos (16 gols), Taremi aparece como a referência ofensiva do time.

Com a ausência de Sardar Azmoun por questões externas, o protagonismo de Taremi aumenta, e o técnico deverá buscar alternativas de apoio ofensivo. Uma delas é a estreia de Dennis Ayensa, jogador nascido na Alemanha e convocado pela primeira vez para integrar o elenco no Mundial.

Irã na Copa: calendário e adversários no Grupo G

A seleção estreia diante da Nova Zelândia, no dia 15 de junho às 22h (horário de Brasília). Em seguida enfrenta a Bélgica, em 21 de junho, e fecha a fase de grupos contra o Egito em 27 de junho. A composição do grupo e a ordem dos jogos influenciam diretamente as probabilidades de classificação e a estratégia tática da equipe.

  • 15/06 — Irã x Nova Zelândia
  • 21/06 — Irã x Bélgica
  • 27/06 — Irã x Egito

O panorama do Mundial

Ao analisar o torneio como um todo, é possível identificar novas estrelas e tendências táticas que podem influenciar o desempenho das seleções. A cobertura mais ampla do evento ressalta tanto o aspecto humano quanto o esportivo, com matérias sobre a essência da Copa no contexto global e perfis de jovens promessas que chegam para brilhar entre as novas revelações do Mundial.

Em campo, o Irã na Copa terá de conciliar organização defensiva e eficiência ofensiva para transformar as probabilidades em resultado prático. A solidez defensiva do ciclo e a eficiência de Taremi são ativos importantes, mas o sucesso dependerá também de gestão de elenco, condicionamento físico e adaptação às circunstâncias de viagem e logística.

Fechando o panorama, a seleção entra em campo como uma das equipes asiáticas com maior rendimento recente e com uma meta clara: romper o teto histórico e assegurar a vaga no mata-mata. A tarefa é desafiadora, porém os números e o desempenho no ciclo colocam o Irã entre candidatos críveis a surpreender no torneio.

Para acompanhar a preparação, os desdobramentos da chave e análises durante a Copa, fique atento à cobertura contínua do torneio no portal e a reports específicos sobre a delegação iraniana.

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