Haiti na Copa tem dois remanescentes da goleada de 7 a 1 sofrida para o Brasil em 2016: o goleiro Johny Placide e o atacante Duckens Nazon, que se reencontram com a Seleção na segunda rodada do Grupo C.
Haiti na Copa: quem são os remanescentes do 7 a 1
Dez anos depois do resultado histórico na Copa América, Placide e Nazon representam o elo entre aquela seleção haitiana e o time que retorna a um Mundial depois de 52 anos. O goleiro, capitão e referência, e o artilheiro, maior goleador da história do Haiti, voltam a encarar o Brasil com trajetórias distintas, mas com a mesma missão: dar outra versão à história.
O reencontro ganha tom simbólico por ocorrer em um torneio de maior expressão, a Copa do Mundo, e no contexto em que o Brasil também preserva veteranos daquela época — como Alisson Becker, Marquinhos e Casemiro, que foram titulares na estreia contra o Marrocos. Para torcedores que querem acompanhar as movimentações e eventos locais, há informações sobre onde assistir em Natal.
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Johny Placide: capitão e referência
Johny Placide, nascido na França em 1988, fez carreira nas divisões francesas e estreou por seleções de base da França antes de optar pela equipe profissional do Haiti. Ele é o capitão do grupo e, mesmo tendo sofrido a goleada por sete gols em 2016, converteu a experiência em liderança para a geração que voltou a colocar o país no mapa do futebol.
Em 2016, Placide viveu um dos piores momentos da carreira ao sofrer os sete gols contra o Brasil. Hoje, aos 38 anos, ele entrou em campo na estreia da Copa do Mundo como comandante de um grupo que superou desafios estruturais e emocionais para chegar ao torneio. A trajetória do Haiti até a competição continental e mundial foi marcada por obstáculos como dificuldades econômicas e sociais, algo que a seleção tenta representar e aliviar por meio do futebol.
Duckens Nazon: artilheiro e sobrevivente
Duckens Nazon tinha 22 anos em 2016 e evoluiu até virar o maior artilheiro da história da seleção haitiana. Antes do Mundial, Nazon viveu um episódio fora do campo: no início de 2026, deixou o Irã em meio a bombardeios, quando defendia o Esteghlal. Ele atravessou a fronteira com o Azerbaijão e, depois, trabalhou a preparação por conta própria até integrar a delegação para a Copa.
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Nazon soma 44 gols em 76 partidas pela seleção, número que o coloca como peça-chave do ataque haitiano. Seu percurso recente, marcado por dificuldades fora dos gramados, cria um cenário emocionalmente carregado para o reencontro com a Seleção brasileira.
Contexto e caminho até a Copa
O Haiti disputava apenas sua segunda grande competição continental em 2016, após se classificar para a Copa América ao eliminar Trinidad e Tobago pela Concacaf. Desde então, o país viveu episódios de reconstrução social e busca de estabilidade, e o futebol aparece como um canal para representar esperança e identidade nacional.
Na atual edição da Copa do Mundo, o Haiti estreou com derrota por 1 a 0 para a Escócia. A análise sobre a estreia e os pontos de atenção para o confronto com o Brasil foi noticiada em relatórios que destacam o que preocupa a Seleção adversária, incluindo o comportamento do setor ofensivo haitiano e a própria história do time — leia mais sobre a estreia do Haiti na competição e como isso afeta o Brasil na matéria sobre a estreia contra a Escócia.
O reencontro com o Brasil oferece ao Haiti a chance de visar o primeiro ponto na competição. Há cobertura específica sobre o contexto do adversário brasileiro e a preparação da Seleção — incluindo questões médicas e avaliações internas — que também influenciam o duelo: por exemplo, a comissão técnica brasileira tomou medidas de reavaliação de atletas antes do jogo com o Haiti (veja a reavaliação de Neymar).
O que observar no confronto
- Presença de veteranos haitianos: Placide e Nazon trazem experiência e memória do confronto de 2016.
- Resiliência fora do campo: histórias recentes dos jogadores influenciam a narrativa emocional da equipe.
- Impacto tático: o Haiti tenta neutralizar a superioridade técnica do Brasil com organização e transição rápida.
O jogo representa tanto uma oportunidade esportiva quanto um momento simbólico: para o Haiti, é a chance de ressignificar uma derrota antiga; para o Brasil, é manter a trajetória na fase de grupos com jogadores que já vivenciaram momentos distintos na carreira internacional.
Para o leitor interessado em detalhes práticos, há informações sobre o percurso do Haiti até a Copa e o histórico do time no torneio.
O duelo está marcado para a próxima sexta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), e chegará com expectativas diferentes para cada lado: o Brasil com um elenco que ainda carrega nomes de 2016, e o Haiti tentando reescrever a história com dois protagonistas daquele jogo.
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