Edmílson Júnior é o protagonista de uma história que atravessa continentes: nascido na Bélgica, naturalizado pelo Catar e com raízes em Itabaiana (PB), o meia-atacante do Al-Duhail chega à Copa do Mundo como destaque e motivo de orgulho para a família e a cidade natal.
Edmílson Júnior e a ligação com Itabaiana
O vínculo entre o jogador e Itabaiana é antigo e afetivo. O pai, também chamado Edmílson, ex-jogador revelado pelo Sport e com carreira na Bélgica, mantém laços fortes com a cidade onde a família tem origem. Em casa, a expectativa é de torcida concentrada: vizinhos e amigos foram convidados para acompanhar as partidas, e um telão foi comprado especialmente para a ocasião.
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A convocação para a seleção do Catar tem significado especial: além de realizar o sonho do pai, o jogador carrega a história de quem se adaptou a outro país e, ao mesmo tempo, preserva sua identidade brasileira. Mesmo sem conseguir visto para viajar aos Estados Unidos, o pai não escondeu a emoção e prometeu fazer festa na rua para apoiar o filho.
Trajetória e superação
A carreira de Edmílson Júnior inclui passagens pela base na Bélgica e conquistas regionais no Catar. No Al-Duhail, clube ao qual está vinculado desde 2018, o atleta foi campeão nacional e venceu as Copas do Emir, além de conquistar prestígio no meio local. A trajetória também teve momentos difíceis: uma lesão grave no tornozelo o deixou parado por mais de um ano, mas a persistência e a recuperação culminaram na convocação para a seleção em 2024.
Na seleção do Catar, onde boa parte do elenco é formada por atletas naturalizados, Edmílson encontrou espaço para se destacar. O grupo que representará o país na Copa do Mundo tem jogadores com histórias diversas, e a presença de profissionais vindos de diferentes origens reforça o caráter multicultural da equipe.
Do ponto de vista tático, o jogador tem versatilidade: costuma atuar como meia-atacante, mas pode jogar em várias posições ofensivas conforme a necessidade da equipe. No campo, a inteligência para encontrar espaços e a capacidade de apoiar o ataque são traços ressaltados por quem convive com ele no clube.
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Calendário e expectativa na Copa do Mundo
O Catar estreia no torneio contra a Suíça, em Santa Clara, na Califórnia, e terá pela frente também o Canadá, em Vancouver, e a Bósnia, em Seattle. A seleção chega ao Mundial com a ambição de avançar na tabela do Grupo B e a confiança de quem conquistou a vaga em campo nas eliminatórias asiáticas.
Para a família e para Itabaiana, cada partida representa um momento de celebração. A presença do nome de Edmílson Júnior na lista dos convocados reacende memórias da trajetória do pai e alimenta o orgulho local, criando um elo entre o presente do jogador e a história da cidade.
Companheiros e referências
No Al-Duhail, Edmílson construiu relações que o ajudaram a se firmar no país adotivo. O zagueiro Tuta, companheiro de clube, destacou a postura acolhedora do meia-atacante e o papel que ele teve para facilitar a adaptação de colegas recém-chegados. Na seleção, nomes como o zagueiro Lucas Mendes também representam a diversidade de origens do time catariano; sobre ele, há uma matéria que traz detalhes da trajetória do jogador da base do Coritiba até a convocação pelo Catar.
Do outro lado do Grupo B, a Bósnia terá como referência nomes que lideram a equipe, como Edin Dzeko, cuja história também já foi abordada em reportagem do portal sobre o desempenho de Dzeko na Copa.
Itabaiana na torcida
Na cidade paraibana, a mobilização envolve visitas, churrascos, jogos informais e muita conversa sobre futebol. A expectativa é coletiva: amigos e familiares acompanham notícias, torcem pelas atuações e esperam que a atuação do jogador ajude o Catar a sonhar com a classificação para a fase seguinte.
- Reuniões familiares para assistir às partidas;
- Exibição pública dos jogos com telão na rua;
- Celebração da história compartilhada entre gerações.
Embora tenha declarado apego ao país que o acolheu e desejado permanência por lá, o vínculo afetivo com o Brasil permanece visível nas palavras e nas ações do jogador. E esse entrelaçamento de identidades é um dos elementos que tornam a história de Edmílson Júnior tão singular.
Ao final, o que fica é um retrato de superação, pertencimento e orgulho: a convocação para a Copa do Mundo concretiza um sonho familiar e transforma Itabaiana em ponto de encontro simbólico entre o Brasil e o Catar.
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