A derrota da França por 2 a 1 para a Costa do Marfim, em amistoso às vésperas da Copa do Mundo, encerrou uma invencibilidade de um ano, tirou a equipe do topo do ranking da Fifa e acendeu um sinal de alerta na preparação. Ainda assim, o discurso de jogadores e comissão técnica foi de tranquilidade: o revés é visto como parte do processo até a estreia, marcada para 16 de junho.
O jogo serviu como teste para Didier Deschamps, que utilizou uma escalação considerada próxima da que deve iniciar a partida contra Senegal, adversário da primeira rodada. No primeiro tempo, com mais titulares em campo, a França foi para o intervalo vencendo por 1 a 0. Com as mudanças feitas nas duas seleções na etapa final, a Costa do Marfim cresceu e conseguiu a virada.
Derrota da França: confiança em alta e discurso sem euforia
Mesmo com a repercussão natural de um tropeço tão perto do Mundial, o ambiente no elenco seguiu distante de qualquer clima de terra arrasada. Quem chamou atenção foi Rayan Cherki, autor do gol francês no amistoso. O atacante, que atua no Manchester City, evitou um tom de superioridade ao falar sobre o objetivo na Copa.
“Não vamos para a Copa do Mundo para esmagar todo mundo”, disse Cherki, em entrevista à TF1.
A fala resume a tentativa do grupo de equilibrar expectativa e realidade: a França chega como uma das principais potências do futebol mundial, mas entende que, em torneio curto, detalhes podem decidir partidas e fases inteiras.
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Deschamps trata amistoso como etapa de preparação
Do lado da comissão técnica, o entendimento também foi o de que o resultado, por si só, não determina o que virá no Mundial. Deschamps avaliou que a partida se encaixa no planejamento de testes e ajustes e que o desempenho — especialmente no período em que a equipe esteve mais próxima do time titular — trouxe elementos úteis para a sequência da preparação.
A leitura interna é que o duelo teve valor por colocar a França diante de um rival com características vistas como semelhantes às de Senegal, o primeiro adversário na Copa do Mundo. O objetivo foi observar comportamentos, encaixes e reações em um cenário que pode se aproximar do que será encontrado na estreia.
O que os jogadores apontaram após o 2 a 1
A entrevista de Aurélien Tchouaméni reforçou o tom de serenidade, apesar da frustração pelo placar. Segundo o meio-campista, a seleção ainda está em fase de preparação, sem tanto tempo recente de trabalho conjunto, e precisa de “ajuste fino” antes da competição. O foco, na visão dele, é estar no melhor nível quando o torneio começar.
Lucas Hernandez seguiu a mesma linha e destacou que, com muitas mudanças durante o jogo, pode acontecer uma queda momentânea de concentração — algo que, para ele, precisa ser corrigido para que não se repita no Mundial. O defensor ainda resumiu a ideia de que é melhor que o alerta venha agora, e não na estreia.
Provável time para a estreia e ausências no amistoso
A escalação utilizada no amistoso é tratada como um desenho próximo do que a França pretende levar a campo no primeiro jogo da Copa do Mundo. Entre as exceções citadas estão Ousmane Dembélé, que foi poupado, e William Saliba, que se recupera de lesão.
Para Deschamps, o ponto principal a partir desse cenário é calibrar o time e encontrar o equilíbrio físico e tático ideal, considerando que os amistosos servem para ampliar as alternativas e ajustar as escolhas finais para a estreia.
Próximo compromisso antes da viagem para os Estados Unidos
A França volta a campo na próxima segunda-feira para seu último amistoso antes do início da Copa do Mundo. O adversário será a Irlanda do Norte, com partida marcada para 16h10 (de Brasília), em Lille. Depois do jogo, a delegação viaja para os Estados Unidos, sede do Mundial.
França mira tricampeonato e já conhece o caminho no grupo
Atual vice-campeã e em busca do tricampeonato mundial, a França está no Grupo I da Copa do Mundo, ao lado de Iraque, Noruega e Senegal. A estreia contra Senegal, em 16 de junho, é tratada como um teste importante para medir o nível de prontidão do time após a reta final de preparação.
Com a derrota recente, a seleção francesa chega ao início do torneio com duas mensagens claras internamente: manter a confiança construída ao longo do último ano e, ao mesmo tempo, usar o amistoso como referência para corrigir erros — especialmente os que apareceram após as substituições e a mudança de ritmo na partida.
- A França perdeu por 2 a 1 para a Costa do Marfim e encerrou invencibilidade de um ano
- O amistoso foi visto como parte do processo de ajustes para a estreia na Copa
- A comissão técnica apontou utilidade do teste por semelhanças com Senegal
- O próximo e último amistoso será contra a Irlanda do Norte, em Lille
- A seleção está no Grupo I com Iraque, Noruega e Senegal
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