Che Adams é o camisa 10 da seleção da Escócia na Copa do Mundo de 2026 e chama atenção não só pelo futebol, mas também pela história do próprio nome, inspirado no revolucionário Ernesto “Che” Guevara. Nesta matéria, reconstituímos a trajetória do atacante, sua ligação curiosa com a Argentina e os principais momentos da carreira até a estreia no Mundial.
Che Adams
O nome de batismo do atleta tem origem em um episódio histórico que ganhou as manchetes nos anos 1990: a busca pelo corpo de Che Guevara, encontrado em 1997 em Vallegrande, na Bolívia. A mãe de Adams, Frances, disse que o nome surgiu nesse contexto; é uma ligação geográfica e simbólica que atravessa mais de 10 mil quilômetros entre Rosário, na Argentina, e Leicester, na Inglaterra, cidade onde o atacante iniciou sua vida futebolística.
Da curiosidade ao campo: a carreira de Adams
Che Adams começou a carreira como atacante no Sheffield United e, em seguida, passou por Birmingham City antes de ganhar destaque no Southampton. Foi no Southampton que ele viveu o duelo direto contra o brasileiro Alisson, goleiro do Liverpool, e acabou anotando um dos gols raros sofridos pelo brasileiro na Premier League. O tento aconteceu pela 16ª rodada da temporada 2022/2023, em partida vencida pelo Liverpool por 3 a 1.
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Em 2024/2025, Che Adams deixou o futebol inglês rumo ao Torino, da Itália, clube que defende atualmente. Ao escolher representar a Escócia no futebol profissional, Adams optou pela seleção dos avós maternos; antes disso, chegou a defender a Inglaterra nas categorias de base, pelo sub-20.
Trajetória na seleção e atuação na Copa
Adams estreou pela seleção escocesa em 2021, contra a Áustria, e esteve nas convocações para a Eurocopa de 2020 (disputada em data posterior) e 2024. Até o momento, soma 46 jogos pela Escócia, com 11 gols e três assistências. Nas Eliminatórias da Copa, participou das partidas do grupo e marcou duas vezes, ambos os gols contra Belarus.
No Mundial de 2026, a Escócia retorna à competição após longa ausência — a última participação no torneio havia sido em 1998 — e está no Grupo C ao lado de Brasil, Haiti e Marrocos. A estreia dos escoceses será contra o Haiti, marcada para 13 de junho às 22h (horário de Brasília).
O significado do nome e a curiosidade histórica
O vínculo nominal entre o atacante e o revolucionário é um dado curioso que acompanha a carreira de Adams desde a infância. A própria explicação de sua mãe demonstra como acontecimentos distantes podem influenciar escolhas pessoais. A ligação com Che Guevara apareceu na imprensa na época do nascimento do jogador, e o próprio Adams relata, de forma bem-humorada, que essa é a história conhecida dentro da família.
- Clubes na carreira: Sheffield United, Birmingham City, Southampton e Torino.
- Seleção: estreou em 2021 e soma participações em Euros e nas Eliminatórias.
- Papel na Copa: assumirá a camisa 10 da Escócia na busca por um desempenho histórico no Mundial.
Para quem acompanha a seleção, a numeração e a montagem do elenco também são tema de interesse: a Escócia divulgou sua numeração para a Copa, informação que ajuda a definir quem terá papéis-chave na campanha — detalhes que você encontra na cobertura da numeração da Escócia para a Copa do Mundo de 2026.
Além disso, o cenário das seleções e histórias de jogadores em ligas europeias continuam sendo pauta: o retorno de equipes ao Mundial e a movimentação de atacantes em clubes locais marcam o noticiário, como no relato sobre o retorno da África do Sul à Copa do Mundo ou a trajetória de atacantes que renovaram com seus clubes, como no caso de Lawrence Shankland, destaque do Hearts.
Apesar do destaque pelo nome e pela função com a camisa 10, a análise técnica de Che Adams passa por atributos como mobilidade, posicionamento e presença na área, características que justificam a escolha de Scott McTominay ao colocá-lo como referência ofensiva no torneio. A experiência em campeonatos como a Premier League e a atual vivência no futebol italiano enriquecem o repertório do atacante.
Por fim, é importante lembrar que a história de jogadores como Che Adams reúne fatores esportivos e humanos: a origem do nome, a trajetória em clubes e a opção por uma seleção que representa parte de sua identidade familiar. Esses elementos tornam o jogador uma figura de interesse para torcedores e analistas enquanto a Escócia se prepara para a estreia no grupo que também tem o Brasil.
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