Carlo Ancelotti foi apontado como a principal referência que ajudou Lionel Scaloni a reconfigurar a Seleção Argentina, mudança que terminou com o tricampeonato mundial em 2022 e sucessos subsequentes nas Américas. A influência do treinador italiano entrou no trabalho de bastidor de Scaloni e virou tema central nas conversas sobre a formação e o estilo do time.
Carlo Ancelotti e a influência em Scaloni
Ao assumir a Argentina depois da Copa de 2018, Scaloni testou um futebol mais vertical, inspirado no modelo visto naquele Mundial, com transições rápidas e extremos velozes. Com o tempo, e observando as qualidades individuais do seu elenco, o treinador decidiu adaptar ideias — inclusive inspiradas por Carlo Ancelotti — e ajustar o processo para valorizar jogadores como Ángel Di María e Lionel Messi em papéis que rendem mais ao coletivo.
Da tentativa à consolidação
O caminho não foi linear. Nos primeiros amistosos, a equipe apresentou um futebol mais direto; depois Scaloni percebeu que pedir passes longos e velocidade sistemática não tiraria o máximo de alguns titulares. A opção, então, foi reorganizar a equipe em torno de circulação, controle de posse em momentos chave e aproveitamento dos pontos fortes individuais. Essa leitura de elenco foi apontada pelo próprio técnico como decisiva para a transição tática.
O resultado veio em formato de títulos: a Argentina venceu a Copa América de 2021, derrotando o Brasil no Maracanã, alcançou o título mundial no Catar em 2022 e voltou a levantar a taça continental em 2024 contra a Colômbia. Essas conquistas reforçam a tese adotada por Scaloni, para quem observar referências externas, como as de Carlo Ancelotti, foi útil para moldar uma abordagem que respeitasse o perfil dos jogadores argentinos.
Elementos práticos da mudança
A adaptação proposta incluiu medidas práticas no dia a dia da seleção:
- Maior atenção à posição natural dos atletas e às combinações curtas;
- Valorização de meias e alas com experiência em circulação de bola;
- Uso pontual de transições rápidas quando o jogo assim exigir;
- Envolvimento do grupo nas decisões táticas, um princípio que Scaloni atribuiu à forma como observou líderes como Carlo Ancelotti lidar com jogadores.
Ao adotar esse conjunto de medidas, a seleção buscou um equilíbrio entre criatividade individual e disciplina coletiva, estratégia que se mostrou eficaz nas decisões por títulos e nas competições internacionais.
Repercussão no torneio atual
Com olho no Mundial mais recente, a Argentina chega às fases finais com o legado dessas escolhas táticas. No próximo desafio, nas oitavas de final, o time enfrenta o Egito em Atlanta — partida que terá atenção especial para como Scaloni vai dosar posse e velocidade, seguindo a filosofia de adaptar o jogo conforme as necessidades do elenco.
Em paralelo, cobertura e análises esportivas têm seguido a trajetória do técnico argentino. Para acompanhar declarações e avaliações do treinador ao longo do torneio, edições recentes do portal publicaram relatos com cenas e reações da equipe, como as matérias sobre a atuação de Scaloni em jogos e suas impressões sobre jogadores-chave: Scaloni não reage nos gols da Argentina e admite angústia, Scaloni exalta Messi após hat-trick e elogia liderança e Scaloni testa formações e mantém dúvidas para estreia da Argentina.
Carlo Ancelotti como referência: o que isso significa na prática
Quando se fala que Carlo Ancelotti foi referência para Scaloni, trata-se menos de copiar um esquema e mais de adotar uma postura: ouvir o grupo, entender preferências e posições de conforto, e construir soluções táticas que potencializem os atletas. Essa filosofia de gestão de elenco e de flexibilidade tática é um traço marcado na carreira de Ancelotti, e que Scaloni incorporou ao seu processo.
Especialistas em futebol destacam que referências externas são comuns no futebol moderno: treinadores observam métodos, conversam com pares e testam ideias até encontrar o ajuste ideal. No caso da Argentina, a combinação entre talento individual e um modelo coletivo adaptado trouxe frutos em curto espaço de tempo.
O próximo capítulo
À medida que a seleção segue na busca por mais um título mundial, a influência de figuras como Carlo Ancelotti permanece no debate sobre o que faz uma equipe campeã: clareza tática, aproveitamento de pontos fortes e liderança. A expectativa é que Scaloni continue a ajustar sua proposta sem perder a identidade construída desde 2021.
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