O presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, aceitou abrir pacotes do álbum da Copa durante entrevista no Palácio Presidencial, em Praia, e usou o gesto para reafirmar laços afetivos entre Brasil e Cabo Verde. A brincadeira, com figurinhas de jogadores como Raphinha e Fabián Ruiz, ganhou tom pessoal e cultural.
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No momento captado pela reportagem, Neves abriu o primeiro pacote e encontrou a figurinha do espanhol Fabián Ruiz — uma passagem que lembrou as conexões futebolísticas entre ilhas e continente. Ao receber de presente a figurinha do brasileiro Raphinha, o presidente brincou sobre a ausência de outra imagem famosa: “O Neymar está na Copa, mas não tem figurinha.”
Brasil e Cabo Verde: laços além do futebol
O episódio das figurinhas virou pretexto para uma fala mais ampla sobre afinidades históricas e culturais. Neves, que estudou em São Paulo e se formou na Fundação Getúlio Vargas, recordou o tempo em que o contato com o Brasil moldou suas memórias e o gosto pelo futebol — ele admite ter virado palmeirense por Baltazar e acompanhar outras gerações brasileiras.
Ao traçar semelhanças, o presidente citou a literatura cabo-verdiana e o poema “Você, Brasil”, de Jorge Barbosa, que compara a terra das ilhas ao gigante sul-americano. “Eu disse ao presidente Lula: não é Cabo Verde que é um brasilinho. É o Brasil que é um Cabo Verde grande”, afirmou, com humor e saudade.
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Figurinhas, futebol e memória pessoal
O gesto simples de abrir pacotes virou oportunidade para rememorar jogadores e clubes que marcaram a trajetória de Neves: de Zico e Júnior no Flamengo a Sócrates e Casagrande no Corinthians. A entrevista mostrou um presidente que mistura erudição e afeto popular — um traço reforçado quando ele vibrou ao encontrar a figurinha de João Paulo e citou Ryan Mendes ao lado de Neymar, preferindo ambos.
No contexto esportivo, a cena também toca um elemento prático: Cabo Verde não comercializa o álbum do Mundial, o que tornou o momento ainda mais singular para a reportagem. Ao falar de cooperação internacional, Neves elogiou a relação com o Brasil como “mais genuína, mais desinteressada”, sobretudo por não carregar um passado colonial direto.
Referências culturais e diplomáticas
Neves evoca pontos de contato que vão além do esporte — língua, música, sotaques e tradições — e usa a metáfora do poema de Jorge Barbosa para explicar a proximidade afetiva entre os dois países. Para ele, identificar o país cabo-verdiano com familiaridade ao Brasil ajuda a compreender políticas públicas e cooperações que se desenvolvem sem tensões históricas coloniais.
- Momentos do álbum da Copa serviram de gancho para histórias pessoais e escolhas futebolísticas.
- A educação e vivência do presidente no Brasil aprofundaram laços culturais.
- A cooperação entre Brasil e Cabo Verde é vista por Neves como exemplo positivo para outros países de língua portuguesa.
Ao comentar jogadores estrangeiros presentes no álbum, a matéria toca também conexões internacionais do Mundial — por exemplo, a seleção da Espanha e seus números recentes, tema tratado em reportagens sobre a campanha espanhola na Copa. Para contexto adicional sobre a Espanha no torneio, veja a análise publicada pelo nosso site sobre a Espanha na Copa.
Em outro pano de fundo da competição, a faixa etária dos atletas também tem sido pauta: a presença de jogadores experientes no Mundial ganhou cobertura especial em listas dedicadas a veteranos, como a seleção de quarentões da Copa no torneio.
Mesmo disputas e preparativos de outras seleções encontram espaço na cobertura internacional do evento — por exemplo, reportagens sobre embarques e testes das delegações, como a saída do Uruguai rumo ao México.
Ao final, a cena das figurinhas resume algo que Neves procura comunicar: a identificação entre povos por meio do esporte e das artes. Para o presidente, a visão de que “Brasil e Cabo Verde” partilham traços essenciais ajuda a explicar tanto políticas de cooperação quanto a intimidade cultural entre nações de língua portuguesa.
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