Colecionador de MS reúne bolas da Copa do Mundo de todas as edições

Wilson Xavier com coleção de bolas da Copa do Mundo
Wilson Xavier, colecionador das bolas das Copas do Mundo — Foto: Isabelly Melo

Wilson Xavier Paiva, 60, policial civil de Campo Grande, transformou em hobby o fascínio pelo futebol e hoje reúne 32 bolas da Copa do Mundo em sua coleção — uma trajetória que começou na infância e ganhou força em 2023, quando comprou a réplica da bola de 1966.

O interesse surgiu nas ruas da cidade, entre peladas e partidas de base. Wilson passou pelas categorias de base do Comercial-MS e chegou a jogar na equipe principal na década de 1980, experiências que mantiveram viva a conexão com o objeto símbolo do jogo: a bola. A coleção cresceu rapidamente após a primeira aquisição e, em poucos meses, ele começou a buscar edição por edição, até completar atualmente 32 unidades.

Bolas da Copa do Mundo expostas na coleção de Wilson Xavier
Wilson Xavier, colecionador das bolas das Copas do Mundo — Foto: Isabelly Melo

bolas da Copa do Mundo

A motivação não é financeira: Wilson diz que a maioria das peças foi comprada em sites internacionais, com produção concentrada em países como o Paquistão, e tem preço médio próximo a R$ 500 já com impostos. Mesmo assim, o valor monetário passa para segundo plano diante da satisfação de reunir edições históricas e reviver memórias pessoais.

Entre as preferidas está a bola da Copa de 1966 — a primeira que ele adquiriu — e a Adidas Tango, usada nas Copas de 1978 e 1982. Sobre a Tango, Wilson recorda que foi a melhor bola com que jogou por ter qualidade superior e por não absorver tanta água, característica que marcou sua geração.

Wilson com a bola favorita da coleção
Wilson Xavier, colecionador das bolas das Copas do Mundo — Foto: Isabelly Melo

O processo de completar a coleção envolveu busca por réplicas e modelos oficiais em lojas estrangeiras, cujos envios e taxas influenciam o custo final. Ainda assim, a persistência valeu: a coleção foi praticamente concluída com a chegada da bola prevista para uso na Copa do Mundo de 2026. Wilson informou que aguarda também a bola que será utilizada exclusivamente na final do torneio.

Como nasceu a coleção

Wilson conta que o primeiro contato com bolas especiais vinha das festas de aniversário e dos pedidos de Natal. Mais tarde, ao encontrar uma réplica que remeteu ao ano de seu nascimento, decidiu iniciar a busca sistemática pelas demais edições. Desde 2023, cada nova aquisição representou uma etapa na cronologia dos mundiais, até formar o acervo atual.

  • Origem das peças: principalmente lojas internacionais;
  • Preço médio: cerca de R$ 500 por unidade com impostos;
  • Tamanho do acervo: 32 bolas;
  • Bola mais querida: edição de 1966;
  • Outros destaques: a Adidas Tango (1978/1982).

O colecionador ressalta que o apreço pelo objeto tem forte componente afetivo. Amigos e visitantes costumam comentar a raridade de encontrar todas as edições reunidas em um único local e demonstram surpresa com o processo de pesquisa e aquisição.

Além do valor emocional, a coleção serve como ponto de contato com a história do esporte: cada bola remete a um contexto técnico e estético dos seus respectivos mundiais, e relatar essas diferenças faz parte do prazer de Wilson ao exibir o acervo.

Wilson em sua casa com parte da coleção de bolas da Copa do Mundo
Wilson Xavier, colecionador das bolas das Copas do Mundo — Foto: Isabelly Melo

Contexto e curiosidades

Coleções como a de Wilson costumam atrair atenção local e servir como registro cultural. No caso das bolas da Copa do Mundo, além do valor nostálgico, há também interesse por colecionadores que estudam evolução de materiais, design e tecnologia adotados ao longo das décadas.

Para leitores interessados em temas relacionados ao torneio e à cobertura do evento, há matérias que tratam das expectativas e da repercussão da competição — por exemplo, relatos sobre palpites e expectativas para a Copa do Mundo 2026 e textos que trazem apostas e prognósticos como os palpites do Fluminense para o torneio. A cerimônia de abertura também ganhou destaque e reações em cobertura específica sobre o evento da abertura da Copa.

Wilson pretende seguir colecionando: mesmo com o acervo consolidado, ele afirma ter espaço para futuras edições e interesse em completar variações especiais, como itens lançados apenas para finais ou edições comemorativas. O colecionismo, no caso, é um modo de manter viva a memória das Copas.

Em resumo, a coleção de Wilson reúne elementos afetivos, técnicos e históricos, e transforma um objeto cotidiano em acervo que conta a própria história do torcedor. Segundo ele, a busca por peças raras e a expectativa pela bola da final de 2026 ainda alimentam o projeto pessoal.

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